Governo autoriza uso da Força Nacional em operações contra desmatamento na Amazônia

A medida faz partes do Ministério do Meio Ambiente para proteger o bioma.

Redação
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Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

O uso da Força Nacional é um dos planos do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para aumentar a fiscalização

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O Ministério da Justiça autorizou hoje (29) o uso da FNS (Força Nacional de Segurança) para apoiar ações de fiscalização do Ibama contra o desmatamento ilegal na Amazônia, no momento em que a operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) na região é encerrada.

De acordo com o Ministério da Justiça, a Força irá atuar por 260 dias –até janeiro de 2022, mas podendo ser estendido– na segurança das equipes do Ibama que fazem a fiscalização contra desmatamento e queimadas na região.

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O uso da FNS é um dos planos do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para aumentar a fiscalização. Em entrevista à Reuters, o ministro afirmou que parte dos recursos que o governo brasileiro pede aos Estados Unidos e outros países seria usado para financiar o uso da Força em ações mais permanentes de fiscalização.

A ideia é vista com ressalvas por ambientalistas diante da perda de capacidade das agências ambientais, mas Salles argumenta que é uma maneira de ampliar rapidamente o poder de fiscalização.

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A Força Nacional começa a operar no momento em que se encerra a GLO que levou os militares a agir na região desde maio do ano passado. A operação Verde Brasil se encerra na sexta-feira e não há decisão, por enquanto, de retomá-la.

Coordenador do Conselho Nacional da Amazônia, o vice-presidente Hamilton Mourão já afirmou que se estuda uma retomada, pelo menos até julho, mas em uma versão mais reduzida. O foco seria em 11 municípios que concentram os maiores índices de desmatamento do país.

Entre agosto de 2019 e 2020, a região perdeu mais 11.088 quilômetros quadrados de floresta, o maior índice de desmatamento dos últimos 12 anos. (Com Reuters)

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