JBS cria couro com nanotecnologia que inativa ação do coronavírus

Diego Vara/Reuters
Diego Vara/Reuters

O lançamento do produto será feito tanto nacionalmente quanto no exterior

A unidade de negócios de couros da JBS lançará um produto com nanotecnologia capaz de tornar inativa a ação do coronavírus, antecipou a companhia à Reuters hoje (14). Por motivos estratégicos, a marca disse que não divulgará detalhes comerciais, como a data em que o produto estará disponível para venda ou o valor investido.

O lançamento do produto com a chamada tecnologia V-Block será feito tanto nacionalmente quanto no exterior, ressaltou a empresa, que é a maior indústria de processamento de couros do mundo.

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O Brasil é o país com o segundo maior número de óbitos por Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, mas atualmente lidera na média diária de novas mortes, sendo responsável por 1 em cada 4 vítimas fatais da doença no mundo por dia, segundo levantamento da Reuters. Quanto ao número de casos confirmados, o país ocupa o terceiro lugar global, atrás da Índia e dos EUA.

Neste contexto, a JBS disse que o novo couro passou por testes conduzidos no laboratório de biossegurança de nível 3 (NB3), do Instituto de ICB-USP (Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo), e mostrou 99% de inativação do vírus da Covid-19 em 30 minutos após o contato com partículas virais.

“O couro recebe um aditivo de micropartículas de prata em seu revestimento, que possui ação antiviral e é indicado para superfícies que podem estar em constante exposição ao vírus, como móveis, assentos e volantes de veículos”, afirmou a companhia.

Itens manipulados com frequência, como roupas, bolsas e carteiras, também podem ser fabricados a partir do couro com a nanotecnologia. “A aplicação da tecnologia agrega ainda mais valor ao nosso produto, ao auxiliar na preservação e resistência do material”, disse em nota o presidente da JBS Couros, Guilherme Motta.

Segundo a empresa, os testes foram feitos de acordo com a norma internacional ISO 21702, que estabelece os métodos mais adequados para detectar atividade antiviral em plásticos e superfícies não-porosas. A criação de tecidos e materiais para revestimento que minimizem a propagação da Covid-19 já é uma realidade no Brasil, por parte de outras iniciativas.

O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), por exemplo, mantém um projeto em parceria com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo que colocou em circulação, no fim do ano passado, uma pequena frota de ônibus “antivirais”.

Bancos, colunas e catracas dos veículos foram revestidos com um tecido que possui ação antibacteriana e antiviral que oferece proteção aos vírus influenza, herpes e coronavírus, de acordo com o IPT. (Com Reuters)

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