Wilmar aponta queda acentuada na produção de açúcar no Brasil

Emmanuel Foudrot/Reuters
Emmanuel Foudrot/Reuters

A trading asiática de commodities espera que a safra de cana do centro-sul do Brasil caia para 530 milhões de toneladas em 2021/22

A produção brasileira de açúcar deve cair drasticamente na nova safra que começou em abril, já que o clima desfavorável continua prejudicando o desenvolvimento da cana-de-açúcar na região centro-sul, disse a trading asiática de commodities Wilmar hoje (20).

A Wilmar espera que a safra de cana do centro-sul do Brasil caia para 530 milhões de toneladas em 2021/22, em comparação com 605 milhões de toneladas na temporada anterior, com a produção de açúcar recuando para um intervalo entre 31 milhões e 33 milhões de toneladas, versus 38,5 milhões de toneladas.

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A projeção da trading é a menor entre operadores e analistas até agora. A maioria espera menor produção de açúcar no Brasil depois do recorde da safra passada, mas a maioria das estimativas gira em torno de 35 milhões de toneladas. Os preços do açúcar bruto saltaram mais de 3% em Nova York esta manhã, devido ao mau tempo para as safras na Europa e no Brasil.

“Nós sinalizamos a possibilidade de uma redução adicional em nossa previsão de safra, se as chuvas não melhorarem rapidamente e o período de estresse hídrico continuar para a safra”, disse Karim Salamon, chefe de análise de mercado de açúcar da Wilmar, em nota. A empresa também projetou uma redução acentuada na produção de etanol no centro-sul do Brasil em 2021/22 para intervalo de 23 bilhões a 25 bilhões de litros, ante 27,8 bilhões de litros na temporada anterior.

Salamon disse que, com uma recuperação potencial na demanda de combustível esperada em 2021, pode haver um déficit de etanol de mais de 5 bilhões de litros.

“É provável que o açúcar e o etanol tenham que competir ferozmente entre si, já que caminhamos para uma escassez global de açúcar equivalente (sacarose) de quase 12 milhões de toneladas”, acrescentou o analista. (Com Reuters)

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