AgroRound: ABAG integra novo observatório do meio ambiente e mais notícias do agro

Inclusão da associação reforça importância do agronegócio no movimento global contra mudanças climáticas .

Redação
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Um dos principais destaques da semana passada foi a inclusão da ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio) ao Observatório do Meio Ambiente do Poder Judiciário. A entrada da associação à entidade foi realizada após convite de Luiz Fux, presidente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e do STF (Superior Tribunal Federal).

Lançado em novembro do ano passado, o Observatório foi criado pelo CNJ com o intuito de criar “um espaço para acompanhamento e disseminação de informações sobre o meio ambiente para instrumentalizar pesquisas, estudos comparados, análises prospectivas, debates e produção científica”. Além disso, o colegiado busca formular políticas e implementar projetos de proteção da Amazônia Legal através da atuação do poder judiciário.

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A inclusão da ABAG ao Observatório retrata a relevância que o agronegócio pode trazer ao movimento geral em favor do meio ambiente. Vale relembrar que no começo de maio, a UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima) citou a atividade agrícola brasileira, através de suas tecnologias, como um item chave para salvar o planeta das mudanças climáticas.

Fora o ingresso da ABAG ao observatório, a inclusão da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores) também foi promulgada pelo ministro Fux.

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Confira outras notícias da última semana no AgroRound:

Farinha de Bragança ganha registro de Indicação Geográfica

Reprodução/Prefeitura de Bragança
Reprodução/Prefeitura de Bragança

A produção da farinha de bragança é extremamente ligada à cultura do Pará

Na última terça-feira (18), o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) concedeu o registro de IG (Indicação Geográfica) à farinha de bragança, item tradicional na culinária do Pará. Agora, produtores dos municípios de Bragança, Tracuateua, Augusto Corrêa, Santa Luzia do Pará e Viseu poderão comercializar exclusivamente suas farinhas de mandioca com o nome “farinha de Bragança”.

“A concessão da IG permite um aumento do valor agregado da farinha de Bragança, a preservação da tradição, assim como a valorização de quem produz. O produto passa de uma notoriedade para tornar-se autêntico, exclusivo e diferenciado”, diz Olavo Ramos, gerente do Sebrae na região de Caeté.

Com a nova IG, a meta é atrair investimentos de produtores que desejam comercializar o produto que tem um modo de preparo especial do período de fermentação, de 4 a 5 dias de molho em reservatórios.

Ideagri e Associação de Criadores de Girolando renovam parceria

Jaboticaba/Getty
Jaboticaba/Getty

O girolando, raça de bovinos de leite, aprimora gestão da genética

A agtech Ideagri renovou sua parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Girolando, raça de bovinos de leite. A empresa de tecnologia é especializada na criação de sistemas de gestão para a agropecuária.

O software desenvolvido pela agtech, e utilizado por cerca de 5 mil fazendas no país, foi o primeiro a permitir o registro de animais da raça ao mesmo tempo em que se realiza o controle zootécnico e financeiro do rebanho.

“A Girolando vem atuando em conjunto com a Ideagri nos últimos anos porque a gestão sempre foi um gargalo para muitas propriedades leiteiras”, diz Odilon de Rezende Barbosa Filho, presidente da Associação. “Com a parceria o produtor tem maior controle e chance de sucesso em seus negócios e nós continuamos oferecendo serviços e informações relevantes aos associados.”

Estudo da Embrapa avalia interferências na qualidade do café

Sirisak Boakaew/Getty
Sirisak Boakaew/Getty

Estudo da Embrapa busca melhor café clonal para o cultivo no Amazonas

Estudo da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) conseguiu conectar a relação entre CO2 (dióxido de carbono) e os compostos fenólicos que são grupos de antioxidantes da folha do café.

Utilizando o equipamento FACE (sigla do inglês Free-Air Carbon Dioxide Enrichment), em uma área experimental a céu aberto com enriquecimento do ar com CO2 foram testadas as cultivares Catuaí vermelho e Obatã vermelho.

“Folhas de café foram avaliadas quanto aos TSP (fenólicos solúveis totais), 5-CQA (ácidos clorogênico) e CAF (cafeico), diversidade e tamanho populacional de ácaros, ao longo de duas estações secas e duas chuvosas. O CO2 atmosférico elevado diminuiu significativamente o 5-CQA no Catuaí, mas não afetou o Obatã”, explica a Embrapa em nota.

O 5-CQA é conhecido por ser responsável por muitos aspectos da qualidade da bebida e por ter importante participação nas interações ecológicas, como a população de ácaros. “A redução dos níveis de 5-CQA nas folhas do café é um efeito indesejável do aumento na concentração de CO2 na atmosfera, especialmente durante a estação seca, quando é observada alta incidência de ácaros e outras pragas em muitos sistemas de cultivo”, explica Eunice Reis, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente.

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural já realizou um milhão de visitas técnicas

Divulgação
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Senar proporcionou o aumento de produtividade, geração de renda e melhoria da qualidade de vida para cerca de 200 mil famílias rurais em todo o país

Na última semana, o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) atingiu um marco na sua assistência técnica: 1 milhão de visitas a produtores rurais. De acordo com a CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária), a instituição proporcionou o aumento de produtividade, geração de renda e melhoria da qualidade de vida para cerca de 200 mil famílias rurais em todo o país.

“A visita técnica é a maneira do Senar levar aos produtores rurais conhecimento tecnológico, contribuindo para que a nossa agricultura e pecuária se modernizem e se tornem cada vez mais competitivas” diz João Martins, presidente do Sistema CNA/Senar.
Para o presidente Martins, o marco representa o compromisso da entidade em fomentar e dar condições de estruturar uma classe média rural forte, como há nos centros urbanos mais desenvolvidos.

Startup brasileira de biotecnologia cresce 437% em 2020

Divulgação
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Com laboratório em Ribeirão Preto, a startup brasileira Decoy Smart Control cria soluções biológicas para controle de pragas na pecuária

Desenvolvedora de soluções biológicas para controle de pragas na pecuária, a startup brasileira Decoy Smart Control, com laboratório em Ribeirão Preto, viu seu faturamento crescer 437% em 2020, com receita de R$ 1,6 milhão no ano.

Desde 2015, quando foi criada, a startup já recebeu R$ 1,8 milhão em investimentos privados. Atualmente desenvolve dois produtos no laboratório de 80 metros quadrados: um para ser aplicado no rebanho e outro na pastagem, onde ficam 95% dos carrapatos.

“A solução não é tóxica para humanos e nem para os animais. E como se trata de um inimigo natural dos ectoparasitas não há problemas com resistência ao seu método de controle”, afirma Lucas von Zuben, CEO da Decoy. A empresa aguarda a aprovação de documentos pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para iniciar a comercialização dos produtos.

Usina de biogás é a primeira certificada como energia renovável do setor

Divulgação
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A UTE Biogás Bonfim está instalada em Guariba (SP)


A UTE (Usina termelétrica) Biogás Bonfim, instalada em Guariba (SP), recebeu a primeira certificação de energia renovável registrada de acordo com o sistema I-REC Standard no Brasil. Com 21 MW de capacidade, o empreendimento é fruto da joint venture entre Raízen e Geo Energética.

Emitida no Brasil pelo Instituto Totum, a certificação dá à empresa a permissão para emissão e transferências de I-RECs (cada I-REC equivale a 1MWh de energia gerada) e permite aos usuários de eletricidade “fazer uma escolha consciente e baseada em evidências para a energia renovável, em qualquer país do mundo”.

“É a hora do biogás. Estamos crescendo e conquistando marcos importantes, como a certificação I-REC para a primeira usina do energético no país. O Brasil tem o maior potencial para o aproveitamento do biogás no mundo, mas não utilizamos nem 2%”, afirma Alessandro Gardeman, CEO da Geo Energética. “A energia gerada por biogás pode ser produzida durante o ano inteiro, o que oferece estabilidade energética para o sistema elétrico nacional e impacta o desenvolvimento econômico do País de maneira sustentável.”

Bonsucro Limited aperfeiçoa o processo de certificação social

Ali Jadallah/ Anadolu Agency/Getty
Ali Jadallah/ Anadolu Agency/Getty

A Bonsucro Limited realiza a certificação social de empresas produtoras de açúcar e etanol

Com sede na Inglaterra, a Bonsucro Limited (entidade responsável pela certificação social de empresas produtoras de açúcar e etanol) firmou um acordo judicial com o MPT (Ministério Público do Trabalho). No pacto, a organização se comprometeu “a aperfeiçoar o seu protocolo de auditoria, incluindo uma análise mais aprofundada da conduta trabalhista das empresas interessadas na certificação”.

O acordo entre o MPT e a Bonsucro também prevê que a entidade deve consultar representantes sindicais para saber mais sobre a conduta trabalhista da empresa interessada na certificação.

As alterações do processo devem ser publicadas oficialmente até 31 de dezembro, sendo que em caso de descumprimento do acordo a Bonsucro pode ser multada em R$ 10 mil. Os organismos certificadores terão o prazo de seis meses para implementar o novo protocolo após sua publicação.

Embrapa e Ufam colhem o primeiro café clonal

Na última segunda-feira (17), a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Ufam (Universidade Federal do Amazonas) realizaram sua primeira colheita dentro do experimento “Seleção de clones de Coffea canephora para o Estado do Amazonas”.

O objetivo do estudo realizado em parceria foi avaliar três ensaios de clone da cultura e selecionar quais plantas resultantes do experimento serão superiores para o plantio. Os experimentos estão sendo realizados no estado do Amazonas, nos municípios de Humaitá, Manaus e Itacoatiara.

“Estamos querendo entregar à sociedade do Amazonas uma opção de produção sustentável de café de qualidade para atender inicialmente a nossa demanda interna”, diz Edson Barcelos, pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental que atua no projeto e afirma que os resultados são “impressionantes”.

Tese de doutorado analisa embalagem permeável para carne

Natasha Breen/REDACo/Getty
Natasha Breen/REDACo/Getty

Acondicionamento de carnes maturadas a seco em embalagens conhecidas como special bag retarda o crescimento de microrganismos

Um estudo desenvolvido na Embrapa Pecuária Sudeste, unidade de São Carlos (SP), avaliou o acondicionamento de carnes maturadas a seco em embalagens conhecidas como special bag, que possuem alta permeabilidade ao vapor de água.

A tese de doutorado de Vanessa Cristina Francisco, estudante da Unesp (Universidade Estadual Paulista), mostra que o uso da special bag retardou o crescimento de microrganismos, reduzindo perdas de processo e melhoria na cor da carne.

De acordo com Renata Tieko Nassu, pesquisadora da Embrapa e orientadora da tese, a utilização dessa embalagem seria uma alternativa para manter as características sensoriais do produto processado da maneira tradicional, sem embalagem. Para o estudo foram utilizadas peças de contrafilé de bovinos cruzados das raças angus com nelore.

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