AgroRound: agtech de pecuária planeja crescer 300% em 2021 e outras notícias do agronegócio

Empresa iRancho já conta com 350 assinantes e 1 milhão de bovinos registrados em sua base de dados.

Redação
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A startup brasileira iRancho, fundada em 2016 e que já possui clientes no Brasil, Paraguai, Bolívia, Estados Unidos e Inglaterra, recebeu um aporte de R$ 1,5 milhão do BR Angels e planeja crescer 300% ainda em 2021.

Seus principais produtos são as ferramentas iRancho e BeefStats, visando aumentar a rentabilidade e produtividade do pecuarista através de soluções digitais. A primeira oferece uma plataforma de gestão pecuária intuitiva e personalizável e a segunda ajuda o produtor a calcular o resultado de sua produção.

LEIA MAIS: Brasil deslancha a digitalização no campo nesses tempos de pandemia

“Somos o único sistema que permite a customização dos manejos de acordo com a realidade de cada fazenda. Dessa forma, o iRancho automatiza e permite a coleta e associação de todas as informações pertinentes a cada animal em cada manejo, tornando possível conhecer o histórico de vida completo de cada animal sem nenhum tipo de necessidade de digitação individual das informações”, explica Thiago Parente, cofundador e presidente da iRancho.

Para a agtech, o crescimento é possível, pois apenas 10% das mais de 2,5 milhões de fazendas de pecuária utilizam algum tipo de sistema de gestão. “2021 é um ano de grandes expectativas e vislumbramos novamente um crescimento exponencial. Estamos ampliando nosso time de TI e finalizando um projeto de blockchain. Além disso, como a ferramenta tem chegado a diferentes países, a iRancho vai traduzir o programa para outras línguas”, antecipa Pedro Parente, investidor-anjo da agtech.

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Confira outras notícias do agronegócio:

Suinocultura enfrenta desafio com elevado preço do milho

Freepil/Byrdyak

Um dos insumos mais importantes da atividade suinícola, o milho está com preços muito elevados, fazendo com que a troca de suíno vivo por milho seja a mais desfavorável ao pecuarista desde 2004, quando foi iniciada a série histórica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Conforme os pesquisadores, os preços do suíno caíram com força, influenciados pelas lentas vendas internas e externas de carne. Desta forma, os valores do animal acabam pressionadas pela limitada demanda de suínos para abate. Já as cotações do milho estiveram firmes durante o mês de maio, como resultado da preocupação do setor em relação ao clima.

Na última quarta-feira (26), o suinocultor conseguia comprar 3,28 quilos do cereal com a venda de um quilo de suíno.

O presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), Losivanio Luiz de Lorenzi, ressalta que já alertava a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, sobre os impactos negativos na suinocultura com as altas dos insumos desde outubro do ano passado. “Durante a pandemia nós não paramos. Trabalhamos para abastecer as gôndolas dos supermercados e levamos comida de excelência para o mundo. Ou o governo toma uma atitude ou teremos muitos suinocultores independentes fora da atividade”.

Mato Grosso ganha nova versão da plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal

A SEMA-MT (Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso) tem uma nova versão de sua plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal. A atualização foi realizada pela SCCON Geospatial, empresa brasileira de Tecnologia do segmento Geoespacial.

De acordo com o órgão, com a nova versão do sistema – que existe desde 2019 – é possível, de forma fácil, o “acesso público aos alertas de desmatamento e demais mudanças na vegetação nativa, como exploração, degradação, incêndios e apropriação ilegal”.

A ferramenta utiliza a tecnologia Planet Scope, que realiza a captação de imagens com alta resolução espacial através de mais de 130 satélites. A novidade também pode ter seus dados combinados com o CAR-MT (Cadastro Ambiental Rural de Mato Grosso), facilitando a identificação das propriedades rurais onde os alertas estão indicados.

Agro Amazônia patrocina futebol para se mostrar a outras regiões do Brasil

Divulgação

Apesar dos efeitos da pandemia na economia, a Agro Amazônia, com sede em Cuiabá (MT), registrou um faturamento de mais de R$ 2 bilhões no ano fiscal 2020/21. Aproveitando este momento positivo, a empresa do setor de insumos agropecuários decidiu realizar um novo investimento: fechar contrato de patrocínio com um time de futebol da série A.

O time escolhido, o Cuiabá Esporte Clube, terá um patrocínio de R$ 2,7 milhões até abril de 2022. Conforme Luís Diniz, diretor de marketing da empresa, o investimento em um clube da primeira divisão está além da visibilidade da marca. “Junto aos outros patrocinadores estamos empenhados e engajados em consolidar o futebol mato-grossense na elite nacional, pois o investimento está ligado diretamente à política e conduta do clube em relação a temas que já fazem parte do nosso escopo de trabalho, como responsabilidade social, ambiental e inclusão”, explica.

Com o feito, a Agro Amazônia passa a ser a única marca do setor de insumos agropecuários a apoiar um time da série A do Brasileirão.

Margarina Qualy celebra 30 anos com homenagem às cidades onde é fabricada

Para marcar os 30 anos de existência em 2021, a Qualy, marca de margarinas da BRF, decidiu homenagear todas as cidades em que é fabricada. Paranaguá (PR), Uberlândia (MG) e Vitória de Santo Antão (PE) receberão ativações artísticas por meio da campanha “Venha fazer parte desta história”, com início marcado para o primeiro dia de junho.

O projeto contará histórias das cidades através de obras criadas pelos artistas Gio Negromonte, Dequete e Jack Nansei. A coleta dessas histórias será realizada através de site dedicado aos 30 anos da empresa e a entrega das artes em cada cidade deve ocorrer simultaneamente no dia 26 de junho.

“Atualmente, 7 a cada 10 lares brasileiros utilizam os produtos da marca mais querida de margarinas do país. Comemorar 30 anos e presentear as cidades que abrigam as nossas plantas com arte é uma oportunidade de agradecer aos moradores e funcionários de cada local”, afirma Aline Alexandrino, gerente executiva da Qualy.

Setor de produção de alimentos foi o maior gerador de emprego entre janeiro e abril

De acordo com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o setor da produção de alimentos gerou um saldo positivo de 70.721 postos de trabalho com carteira assinada. Este número é o melhor já registrado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) desde 2011.

O levantamento indica que as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste foram as que mais criaram vagas em abril, quando a produção de alimentos abriu 11.145 novas vagas — superando o mesmo período do ano passado (quando foram realizadas 4.999 demissões).

As atividades que mais se destacaram foram: cultivo de café (4.616 vagas), cultivo de cana-de-açúcar (4.456), criação de bovinos para corte (2.302), atividades de apoio à agricultura não especificadas anteriormente (1.814) e produção de sementes certificadas, exceto de forrageiras para pasto (1.645).

Programa vai garantir rastreabilidade de sementes de feijão

Uma parceria entre a empresa Ceptis Agro, empresa de origem suíça, e o IBRAFE (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses), vai colocar no mercado o selo Semente Legal IBRAFE. O objetivo é ofertar produtos padronizados.

Através da garantia da origem e verificação da qualidade das sementes produzidas e distribuídas nacional e internacionalmente, o selo promete criar um novo diferencial competitivo no mercado e pode contribuir para proteger o mercado formal contra a ilegalidade das sementes piratas.

“Precisamos fazer investimentos para termos o reconhecimento do melhor produto e a confiança que o mercado quer. O Semente Legal privilegia o produtor, diferenciando as sementes vendidas no mercado e legitimando nossas marcas como tecnicamente competentes e comprometidas com as boas práticas de produção”, diz Marcelo Eduardo Lüders.

Cooperativa Holambra bate recorde de colheita de soja

VCG/Getty Images

Embalada no ritmo brasileiro de produção de soja, que pode ser a maior da história do país, a Cooperativa Holambra (SP) bateu um recorde histórico: sua colheita de soja foi de 320 mil toneladas, produção 36,6% acima da safra anterior.

Segundo a projeção preliminar da Datagro, a safra brasileira 2021/22 tem potencial para atingir 141,18 milhões de toneladas

“Tivemos aumento de produtividade por parte dos cooperados, abrimos espaço para receber e beneficiar a soja de nossos parceiros e apoiamos o uso de mais tecnologia para maximizar o plantio e a colheita”, afirma Shandrus Hohne de Carvalho, presidente executivo da cooperativa. “Na safra atual, os cooperados ocuparam mais de 51 mil hectares de área trabalhando nessa cultura.” Em 2020, pela primeira vez em sua história, a cooperativa fundada em 1960 ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em vendas líquidas.

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