Café arábica atinge nova máxima de quatro anos na ICE; açúcar cai

Darren Whiteside/Reuters
Darren Whiteside/Reuters

O café arábica para julho fechou em alta de US$ 5,2 centavos, tendo atingido uma máxima de quatro anos

Os contratos futuros do café arábica na ICE atingiram hoje (26) uma máxima de quatro anos, em meio a preocupações com a redução da oferta no Brasil e problemas de transporte na Colômbia, enquanto os futuros do açúcar bruto caíram, caminhando em direção a uma mínima de um mês atingida no início da semana.

CAFÉ

O café arábica para julho fechou em alta de US$ 5,2 centavos, ou 3,5%, a US$ 1,557 por libra-peso​​, tendo atingido uma máxima de quatro anos, de US$ 1,5675, mais cedo na sessão. A operadora de café brasileira Comexim disse que a previsão para os próximos sete dias no Brasil é de que não haja muita chuva nas regiões produtoras de café.

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Em meio ao aumento dos preços, os produtores de café do Brasil estão tentando renegociar contratos de venda com exportadores e operadores. “Eles sobrevenderam uma safra muito pequena, então quanto mais altos os preços, eles (produtores) vão querer voltar atrás nos negócios”, afirmou Shawn Hackett, analista de softs da Hackett Financial Advisors.

“Qualquer coisa que cause impacto na produção à frente poderia afetar este mercado”, acrescentou Hackett. A situação na Colômbia não melhorou muito, disse a federação local, acrescentando que a maior parte do café exportável ainda está parada.

O café robusta para julho fechou em alta de US$ 15, ou 1,0%, a US$ 1.503 a tonelada.

AÇÚCAR

O açúcar bruto para julho fechou em queda de US$ 0,26 centavo, ou 1,5%, a US$ 16,78 centavos por libra-peso, após ter tocado uma mínima de um mês, de US$ 16,54 centavos, na segunda-feira (24).

Operadores afirmaram que o mercado de açúcar bruto permanece relativamente bem suprido e que há poucas razões para que os preços tenham um rali significativo. Eles acrescentaram que algumas chuvas nos últimos dias nas áreas produtoras de açúcar do Brasil devem aliviar parte da seca.

A produção de açúcar e etanol no centro-sul do Brasil progrediu acima das expectativas na primeira metade de maio.

A Cristal Union, segunda maior produtora de açúcar da França, deve se beneficiar ainda mais dos altos preços do adoçante, com uma expectativa de recuperação na produção em 2021/22.

O serviço de monitoramento das colheitas da União Europeia diminuiu levemente sua estimativa para a produtividade da safra da beterraba sacarina, a 75,5 toneladas por hectare, ante projeção anterior de 75,6.

O açúcar branco para agosto ​​fechou em queda de US$ 5,90, ou 1,3%, a US$ 450 a tonelada. (Com Reuters)

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