Congresso mundial sobre integração lavoura-pecuária-floresta estabelece metas ousadas para 2030

Além disso, premia agtechs que podem trazer ganhos de produtividade para os sistemas de produção de alimentos e bioenergia.

Redação
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Tony Oliveira/CNA
Tony Oliveira/CNA

Nos dias 4 e 5 de maio, evento discutiu as principais tendências e desafios para a ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta)

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De olho em novidades e desafios, o 2º Congresso Mundial sobre Sistemas de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), realizado nos dias 4 e 5 de maio, levantou uma pauta de debates e painéis sobre este modelo de produção, no qual o Brasil vem se tornando referência global.  

Promovido pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e  Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), além de outras três entidades do setor, o congresso convidou dez agtechs para apresentarem soluções destinadas ao desenvolvimento da ILPF. 

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Para avaliar as apresentações foi realizada a batalha “ILPF Conecta”, onde as startups foram julgadas. As finalistas desta etapa foram as agtechs Agro Ecotrace, JetBov e Krilltech Nanotecnologia Agro. As soluções propostas por elas envolvem uso de inteligência artificial, soluções para gestão financeira de propriedades rurais e nanoplataformas para aumentar a fertilidade do solo. Com o pódio, as três startups conquistaram um espaço na Agrobit Brasil 2021. No ano passado, esse evento contou com 45 startups e 3 mil participantes de 120 cidades e 8 países. Atualmente, é o maior evento de tecnologia e inovação para o agronegócio do país.

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Nas apresentações e palestras do congresso, o principal desafio proposto é como chegar em 2030 com 35 milhões de hectares em sistemas de ILPF, o dobro da área atual. Além disso, com sistemas integrados 50% mais produtivos e com pelo menos 3 milhões de hectares de ILPF certificados e monitorados. 

Conforme Renato Rodrigues, pesquisador da Embrapa Solos e presidente do conselho gestor da Associação Rede ILPF, com essas metas pode-se “duplicar a produção brasileira de grãos, carne e leite, e transformar, de fato, o Brasil na primeira grande potência agroambiental do planeta”.

Dentre os benefícios da adoção de sistemas de ILPF na produção agropecuária, os pesquisadores ressaltam:

  • o aumento da produção em uma mesma área;
  •  a diversificação de fontes de renda; 
  • o melhor aproveitamento dos insumos; 
  • a melhoria dos atributos químicos, físicos e biológicos do solo; 
  • a melhoria da ambiência e do bem-estar animal. 

A ILPF também auxilia na descarbonização de sistemas produtivos que, como resultado, pode reduzir a emissão dos gases de efeito estufa. Palestrante no evento, Paulo Herrmann, presidente da John Deere do Brasil, demonstrou otimismo em relação ao momento atual da agropecuária e declarou que “nos próximos dez anos, com os investimentos que estão acontecendo neste momento em energia solar, irrigação, máquina agrícola, semente e moléculas, dentro da propriedade, o agro brasileiro dará um salto ainda maior do que deu nos últimos 50 anos”.

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