Índia, maior concorrente do açúcar brasileiro, aumenta a aposta no etanol

Chalinee Thirasupa/Reuters
Chalinee Thirasupa/Reuters

A Índia está a caminho de exportar 6 milhões de toneladas de açúcar em 2020/21

O plano do governo da Índia de aumentar a mistura de etanol na gasolina irá diminuir o excedente de açúcar para exportação do país em dois a três anos, de acordo com o presidente do conselho de uma grande empresa do setor na Índia.  O país é o principal concorrente do açúcar brasileiro no mercado global da commodity, além de ser o maior consumidor do mundo do adoçante, com 19 quilos per capita. Também é o segundo maior exportador, atrás do Brasil.

Em uma fala durante a Conferência Santander ISO Datagro de Etanol & Açúcar de Nova York, provido pela consultoria brasileira hoje (18), Samir Somaiya, o diretor do Godavari Biorefineries, afirmou que as medidas do governo, como maiores preços de referência de cana-de-açúcar e etanol, vão mudar as estratégias de produção.

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“A indústria está ativamente respondendo a essas políticas, e não existem dúvidas de que a produção de biocombustível na Índia irá aumentar”, disse Somaiya durante a apresentação na conferência.

Ele acrescentou que a produção do açúcar deverá diminuir, como uma consequência. A Índia está a caminho de exportar 6 milhões de toneladas de açúcar em 2020/21. No país, cerca de 50 milhões de agricultores  produzem cana. O governo do país mudou recentemente a meta para mistura de etanol com gasolina, buscando atingir 20% de mistura até 2025, ao invés da meta anterior para 2030.

Outro importante produtor de açúcar, a Tailândia, deverá ver uma recuperação no ciclo 2021/22.

A analista sênior da corporação de açúcar Mitr Phol, Sasathorn Sanguandeekul, afirmou durante a conferência que a produção de cana-de-açúcar do país está prevista para avançar de 66 milhões de toneladas em 2020/21 para 85-90 milhões de toneladas em 2021/22.

Ela espera que as exportações de açúcar aumentem na próxima temporada, para cerca de 5 milhões a 6 milhões de toneladas, e vê as exportações da Tailândia competirem de novo no mercado da Indonésia, onde as importações foram alteradas nos últimos dois anos para ofertas brasileiras e indianas, como um resultado da baixa disponibilidade de açúcar tailandês. (Com Reuters)

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