Safras reduz previsão para café do Brasil e vê colheita atrasada

A colheita de café do Brasil atingiu 11% do total até 18 de maio, versus 13% da média histórica de cinco anos para esta época.

Redação
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Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Grãos colhidos no Instituto Biológico, em São Paulo

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A safra de café do Brasil 2021/22 foi estimada em 56,5 milhões de sacas de 60 kg, ante 57,1 milhões na previsão anterior, enquanto os trabalhos de colheita estão ligeiramente atrasados ante a média história, apontou hoje (20) a consultoria Safras & Mercado.

A colheita de café do Brasil atingiu 11% do total até 18 de maio, versus 13% da média histórica de cinco anos para esta época, segundo a consultoria.

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Com a redução na estimativa, Safras aponta uma quebra de cerca de 19% na produção de café do país ante a temporada anterior, quando atingiu 69,5 milhões de sacas, segundo estimativa da consultoria.

A safra atual terá redução devido a uma seca prolongada que atingiu as lavouras, acentuando uma queda que já ocorreria em função de o ciclo deste ano ser o de baixa da lavoura de arábica.

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Segundo estimativa da Safras, a produção de arábica está estimada em 34,70 milhões de sacas, o que corresponde a uma queda de 31% em relação à temporada anterior.

Na previsão anterior, a consultoria havia apontado 35,2 milhões de sacas de arábica.

No caso da safra de canéfora (conilon ou robusta), “a situação é bem diferente”, disse o consultor da Safras & Mercado, Gil Barabach, em nota.

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“O quadro hídrico (para o conilon) é mais confortável e a safra se desenvolveu de uma forma mais tranquila, devendo, com isso, confirmar as expectativas iniciais”, comentou.

O país deve produzir 21,8 milhões de sacas de conilon, avanço de 12% em relação ao colhido no ano passado. O número anterior era de 21,7 milhões de sacas.

Segundo o consultor, os trabalhos de colheita iniciam “mais lentos no conilon e cadenciados no arábica”.

“As chuvas ao longo do primeiro trimestre no Espírito Santo e em Rondônia acabaram colocando as lavouras em dormência, retardando a maturação e atrasando o início da colheita”, afirmou.

No caso do arábica, os trabalhos andam de forma mais compassada, “como é normal em maio, devendo ganhar mais força a partir do mês de junho”, diz Barabach.

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A expectativa é que nas próximas semanas mais de 80% dos produtores de arábica já tenham iniciado a colheita.

A colheita de arábica está em 7% do potencial da safra, contra 10% em igual época do ano passado e 9% da média histórica para o período. Já no conilon chegam a 18% do potencial da safra, contra 23% tanto para a média como de referência para igual período de 2020. (Com Reuters)

 

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