China aumenta a importação de soja em junho, pressionada pela demanda dos produtores da proteína

As importações avançaram 11,6% ante maio, embora tenham recuado 3,9% frente o mesmo mês do ano passado.

Redação
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REUTERS/Roberto Samora
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As importações avançaram 11,6% ante maio, embora tenham recuado 3,9% frente o mesmo mês do ano passado

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As importações de soja pela China avançaram 11,6% em junho ante maio, mostraram dados alfandegários publicados hoje (13), indicando que a tendência de aumento na demanda prossegue na maior compradora global da commodity, que luta para atender ao consumo de farelo de soja pelo rebanho local de suínos.

A China recebeu 10,72 milhões de toneladas de soja em junho, contra 9,61 milhões de toneladas em maio. Isso representa o terceiro maior volume mensal já registrado, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas.

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Embora tenham recuado 3,9% frente ao recorde de 11,16 milhões de toneladas visto no mesmo mês do ano passado, as importações ressaltam o aumento na demanda da China por farelo de soja neste ano, visando a alimentação dos rebanhos de porcos, que têm sido reconstruídos após a dizimação causada pela peste suína africana.

Nos primeiros seis meses de 2021, as importações de soja pela China avançaram 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 48,96 milhões de toneladas.

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As importações cresceram no primeiro semestre à medida que “os estoques de suínos se recuperaram e a demanda por farelo de soja aumentou”, disse Rosa Wang, analista da consultoria agrícola Shanghai JC Intelligence. Ela acrescentou que as chegadas de soja ao país em junho foram maiores porque algumas cargas previstas para maio acabaram sendo desembarcadas no mês passado.

“As processadoras também aumentaram as compras devido a preocupações com a oferta posterior de soja”, afirmou Wang.

No início do ano, as companhias chinesas de esmagamento encomendaram grandes volumes de soja do Brasil, maior exportador global da oleaginosa, para garantir lucros frente às margens elevadas. (com Reuters)

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