Covid-19 aumentou a insegurança alimentar e a desnutrição no mundo, diz FAO

Segundo relatório, 10% da população mundial estava desnutrida em 2020 - um aumento de 118 milhões de pessoas em um ano

Redação
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Daniel Acker/Reuters
Daniel Acker/Reuters

Em 2020, mais de 760 milhões de pessoas se encontravam em situação de fome e insegurança alimentar

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Os níveis da fome e da desnutrição pioraram dramaticamente no ano passado, e a maior parte deste aumento provavelmente está ligada à pandemia de Covid-19, de acordo com um relatório de diversas agências da ONU (Organização das Nações Unidas) publicado hoje (12).

Depois de permanecer virtualmente inalterado durante cinco anos, o número de pessoas desnutridas subiu para cerca de 768 milhões em 2020 – o equivalente a 10% da população mundial e uma elevação de cerca de 118 milhões em relação a 2019, disse o relatório.

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Elaborado por agências como a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), o PMA (Programa Mundial de Alimentos) e a OMS (Organização Mundial da Saúde), o relatório é a primeira avaliação abrangente da insegurança alimentar e da nutrição desde que a pandemia surgiu.

“Infelizmente, a pandemia continua a expor as fraquezas de nossos sistemas alimentares, o que ameaça vidas e subsistências. Nenhuma região do mundo é poupada”, disseram as agências da ONU em um comunicado conjunto.

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A edição de 2021 do “Estado da Insegurança Alimentar e da Nutrição no Mundo” estimou que, pelas tendências atuais, o objetivo de desenvolvimento sustentável de fome zero até 2030 da ONU ficará quase 660 milhões de pessoas aquém da marca.

A cifra é de 30 milhões de pessoas a mais do que em um cenário no qual a pandemia não teria ocorrido. (Com Reuters)

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