Geadas no cinturão do café comprometem a atual e a próxima safra do grão no país

Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Trator em plantação de café em Santo Antônio do Jardim, cinturão do café

Uma onda de frio incomum, com temperaturas caindo para níveis congelantes em questões de minutos, atingiu o coração do cinturão de café do Brasil, danificando lavouras e prejudicando perspectivas para as safras do próximo ano, afirmaram hoje (21) agricultores e representantes do setor.

Os produtos agrícolas em todo o hemisfério ocidental têm sido impactados pelo clima excepcionalmente ruim. O Brasil é o maior produtor de café do mundo, com o clima mais propício para a produção dos grãos. Os preços do café avançaram cerca de 14% em resposta às geadas, aproximando-se de máximas de quatro anos e meio.

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A repentina geada ocorreu na manhã da véspera. Produtores, corretores e analistas estavam avaliando as safras hoje após relatos de que a onda fria foi muito mais forte que o esperado.

“Nunca tinha visto algo assim. Sabíamos que ia fazer frio, estávamos monitorando, mas as temperaturas caíram vários graus de repente quando já era de manhã cedo”, disse Mario Alvarenga, cafeicultor com duas fazendas no sul de Minas Gerais, o maior Estado produtor do Brasil.

A analista de agronegócios de café da Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais), Ana Carolina Alves Gomes, disse que as regiões mais afetadas do Estado foram o sul, Mogiana e Cerrado Mineiro – as principais áreas produtoras.

Ela afirmou que não se sabe a dimensão dos impactos e, talvez, nos próximos dias será possível uma estimativa para a cultura que já havia sido afetada por problemas climáticos anteriores.

“A estiagem do fim de 2020 e veranico de fevereiro/março já trouxeram muitos problemas para os cafeicultores, principalmente para essa safra [2021], com reflexos em 2022. Agora geada forte, frio intenso com seca devido ao inverno, o que causará certamente impacto grande para 2022”, disse. (Com Reuters)

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