Preços do café do Brasil disparam e podem afetar os negócios da indústria do grão

Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Agricultor seleciona grãos de café arábica em Poços de Caldas (MG)

Os contratos futuros do café arábica negociados na ICE fecharam em queda hoje (28), visto que a ameaça apresentada para as safras no Brasil, diante da previsão de onda de frio no final desta semana, pareceu recuar ligeiramente. O açúcar bruto fechou em alta.

CAFÉ

O café arábica para setembro fechou em queda de US$ 1,3 centavo, ou 0,6%, a US$ 2,0045 por libra-peso. O primeiro vencimento avançou para um pico de US$ 2,1520 na segunda-feira (26), a máxima em quase sete anos, com a forte geada da semana passada no Brasil prejudicando as perspectivas para a safra do ano que vem no maior produtor do mundo.

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Os operadores também estavam observando de perto a previsão do clima para o fim desta semana, enquanto notavam que algumas previsões recentes não estavam tão frias quanto às anteriores, e algumas áreas que podem ser impactadas já sofreram danos.

“Normalmente, são os mesmos terrenos que estão sujeitos a geadas que congelam novamente. Então, mesmo que essa nova frente fria cause geadas, muito do efeito provavelmente será em folhas e galhos já perdidos”, disse o analista do Rabobank Carlos Mera. O café robusta para setembro avançou US$ 3, ou 0,2%, a US$ 1.930 a tonelada.

AÇÚCAR

O açúcar bruto para outubro fechou em alta de US$ 0,26 centavo, ou 1,4%, em US$ 18,61 centavos por libra-peso. Os operadores também estavam monitorando a previsão do clima no Brasil, com a frente fria no fim desta semana que provavelmente irá atingir as áreas de produção de cana-de-açúcar.

“O mercado continua focado no frio e nas geadas no final desta semana no Brasil”, disse Tobin Gorey, analista do Commonwealth Bank of Australia, em nota, acrescentando que produtores e traders têm bons motivos para ter cautela em relação à venda.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) disse hoje) que a geada recente matou canaviais em partes da região Centro-Sul, exacerbando as perdas já causadas pelo estresse hídrico.

O açúcar branco para outubro fechou em alta de US$ 3,80, ou 0,8%, em US$ 458,50 a tonelada. (Com Reuters)

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