AgroRound: Banrisul aumenta participação no crédito rural do Rio Grande do Sul

Confira também notícias sobre Bayer, Embrapa, Nutrien, Agrofy e Jacto .

Redação
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O Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) está aumentando a sua participação no segmento de agronegócio no seu estado de origem. Em comparação com o primeiro trimestre de 2020, a participação do banco cresceu na ordem de 104% e 165% nas linhas de custeio e investimento, respectivamente.

Os fatores que levaram ao crescimento da carteira foram “a contratação de operações de crédito de longo prazo com recursos próprios do banco, por meio da equalização das taxas de juros junto ao Tesouro Nacional; o aumento da base de contratação nas operações de custeio da safra de inverno/2021; a antecipação da contratação das operações de pré-custeio para a safra de verão 2021/2022 e a disponibilidade de recursos e ofertas de diversas linhas de crédito.” 

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O saldo de crédito rural do Banrisul alcançou R$ 3,3 bilhões em junho de 2021, um aumento de R$ 458,6 milhões, ou 15,8%, em relação a junho de 2020.

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Ambev tem nova plataforma de gestão para produtores de cevada 

Uma das principais fabricantes de bebidas do Brasil, a Ambev possui uma meta ousada: conquistar 100% dos fornecedores de cevada até 2023. A empresa espera atingir o objetivo a partir do Portal Agro, nova plataforma desenvolvida para facilitar o gerenciamento de dados e dar mais velocidade e segurança aos processos financeiros e administrativos, como acesso a contratos, prazos de pagamento e valor da colheita.  

A ferramenta vem sendo testada desde o primeiro trimestre de 2021 com fornecedores do Sul que, segundo a empresa, já começam ver diferença no seus rendimentos, o que ajuda a Ambev a modular os ajustes necessários para que seja lançada até o final do ano.

“Antes, demorávamos cerca de dois dias para resolver os processos financeiros e administrativos e agora é possível a conclusão do mesmo procedimento em cerca de cinco minutos”, diz o engenheiro agrícola Dougla Perin, parceiro da Ambev e usuário da Portal Agro.  

Embrapa lança livro sobre o mercado lácteo 

Divulgação

A Embrapa Gado de Leite, unidade de Juiz de Fora (MG), lançou o livro “Na era do consumidor – uma visão do mercado lácteo brasileiro”, coletânea de artigos originalmente publicados em veículos de comunicação especializados na cadeia produtiva do leite. São 43 artigos escritos por 30 autores, especialistas no setor.

Os artigos estão divididos em cinco seções que mostram um panorama do consumo de lácteos no Brasil; analisam o consumo de derivados lácteos; apontam fatores que afetam o consumo; investigam o consumo de leite e derivados durante a pandemia de Covid-19 e refletem a respeito do mercado consumidor sob a ótica das redes sociais. 

“Os artigos são textos curtos e leves, mas que não perdem o rigor científico”, diz Paulo Martins, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite. Ele também ressalta que a publicação faz parte das ações que marcam os 45 anos de fundação da unidade  e que a instituição já está inserida nesta nova era: “a era do consumidor”.

Nutrien anuncia acordo de aquisição da Bio Rural e chega em Mato Grosso do Sul

Fornecedora canadense de insumos e serviços agrícolas com sede no Brasil, a Nutrien fechou acordo para adquirir a Bio Rural, varejista de insumos agrícolas de Mato Grosso do Sul, ampliando sua presença no país. A operação foi aprovada hoje (16) pelo Cade e posiciona a canadense em uma importante região agrícola para a expansão da empresa na produção de soja e milho.

“Aquisições como essa impulsionam nosso valor e apoiam nossas metas de expansão com o aumento do número de lojas físicas e consultores, o que nos possibilita melhor servir aos agricultores brasileiros com uma plataforma integrada de soluções agrícolas”, afirma André Dias, presidente da Nutrien para a América Latina. 

Com mais de 24 lojas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, a Nutrien não divulgou o valor da transação, mas informou que  a receita total associada à Bio Rural é de aproximadamente R$ 200 milhões.

Bayer apresenta nova biotecnologia a cultura do milho híbrido no Brasil

Divulgação/Embrapa

A alemã Bayer lançou no mercado brasileiro uma nova geração de biotecnologia para a evolução da cultura de milho híbrido. O produto já está disponível para esta safra e serve ao controle de lagartas que afetam a produtividade do milho híbrido.

Segundo a Bayer, um dos principais diferenciais da nova tecnologia Bt (plantas transgênicas) é a presença de “dois modos de ação que reforçam o controle contra lagartas na parte radicular, e três que ajudam a defender a espiga e a planta”.

“Com isso, o milho fica até 5 vezes mais protegido contra essas pragas, resultando em maior produtividade, uma vez que a porcentagem de espigas danificadas cai para 2,6%. Na lavoura sem a biotecnologia, o dano pode chegar a 44%”, diz Danilo Belia, gerente de características de milho da Bayer e líder do lançamento. A biotecnologia foi testada com agricultores parceiros 

Cresol libera mais de R$ 1 bilhão de crédito nos primeiros 30 dias do plano safra

Após iniciar a contratação de crédito agro para a Safra 2021/2022 em 1º de julho, a cooperativa paranaense Cresol liberou mais de R$ 1 bilhão nos primeiros 30 dias. O crédito  contempla operações de custeio e de investimento.

“Somos reconhecidos por sermos especialistas em crédito agro e a cada nova safra estamos em busca de melhorias que facilitem processos e tragam mais agilidade na hora da contratação do crédito”, explica Adriano Michelon, vice-presidente da Cresol Confederação. 

Para esta safra, o planejamento da cooperativa é liberar mais de R$ 7,8 bilhões. No crédito para custeio, a previsão é de R$ 4 bilhões – um aumento de 51% em relação ao último ano -, enquanto para investimento é de R$ 3,8 bilhões, crescimento de 124%. “O resultado do primeiro mês de contratações já nos dá a certeza de que ao final da safra vamos superar as expectativas”, crava Michelon.

Custo da pecuária leiteira sobe 11,49% , diz  CNA 

Segundo boletim “Campo Futuro” da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o COE (Custo Operacional Efetivo) da pecuária de leite acumulou forte alta de 11,49% no primeiro semestre do ano. O custo leva em consideração gastos com ração, mão de obra, medicamentos, manutenção de máquinas, benfeitorias e equipamentos, material de ordenha e de inseminação artificial e todos os itens referentes aos desembolsos realizados pelo produtor. 

Segundo o Cepea, “esse cenário é resultado dos elevados preços da soja e do milho que, nos últimos 12 meses, se valorizaram 35,19% e 85,72% respectivamente”. O “Campo Futuro” também apontou que, de janeiro a junho, a receita do produtor variou positivamente 3,52% para a “média Brasil”, cotado em R$ 2,201 o litro de leite. 

O levantamento também indica que propriedades com rebanhos desestruturados e menos produtivos tendem a sentir mais os efeitos de um cenário de alta nos custos de produção. “Como consequência, tendem a investir ainda menos nas categorias de reposição, uma vez que os gastos se concentram nos animais em produção, que geram renda”.

Confiança no agronegócio cresce, mostra análise da Fiesp

Divulgação/Embrapa

O IC Agro (Índice de Confiança do Agronegócio), divulgado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pela CropLife Brasil, mostra evolução do setor no segundo trimestre de 2021 ao atingir 119,9 pontos. Dentro da metodologia do levantamento, a pontuação acima de 100 indica otimismo.

Após dois trimestres de queda por conta da deterioração das perspectivas econômicas, o levantamento indica aumento de 2,4 pontos, resultado do “ alinhamento dos ânimos na cadeia produtiva”.

Segundo Roberto Betancour, diretor titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp, o momento de otimismo também surge como reflexo das “sucessivas revisões positivas para o crescimento do PIB brasileiro em 2021” — que passaram de 3,17% no início de abril para 5,05% no fim de junho. “O recuo da taxa de câmbio no trimestre também melhorou a situação das empresas com custos em dólar, como é o caso de diversos segmentos de insumos agropecuários”, analisa.

Koppert e Jacto anunciam parceria para aplicar biodenfesivos por drones 

A Jacto (empresa brasileira de máquinas agrícolas) e a Koppert (holandesa de proteção biológica de culturas) firmaram uma parceria inédita para a liberação de biodefensivos macrobiológicos nas culturas de grãos e fibras, a partir da safra 2021/22. 

Com estimativa de realizar a aplicação dos produtos em 250 mil hectares do Brasil, a política de distribuição prevê que os produtores que utilizarem o serviço da Jacto para liberação dos biodefensivos Koppert tenham atendimento personalizado e garantia da qualidade de aplicação. “Dessa forma, conseguimos verticalizar a operação com o objetivo de confirmar a performance de nossos produtos na lavoura, inclusive com um trabalho de pós-venda”, explica Gustavo Herrmann, diretor comercial da Koppert do Brasil.

“Agricultores e propriedades rurais precisam de soluções que simplifiquem a adoção do manejo integrado de pragas e do controle biológico e, ao mesmo tempo, que proporcionem qualidade e rastreabilidade digital da operação”, diz Fernando Gonçalves, presidente da Jacto. 

“AgriFoodTech Latam 2021” tem adesão de startups brasileiras

Promovido pela Glocal, aceleradora latino-americana para startups do agronegócio, o programa “AgriFoodTech Latam 2021” reuniu 400 inscrições de empresas de toda a América Latina. Dentre as inscritas, 50 startups são brasileiras. Apoiada pela Agrofy, maior marketplace do agronegócio brasileiro, o programa pretende incentivar o desenvolvimento das agtechs no Brasil.

“O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira e existem diversas startups com ótimas ideias e grande potencial, que podem contribuir com o setor e se tornar, assim como a Agrofy, uma peça chave nos negócios dos produtores rurais”, afirma Nadege Saad, Chief Strategy Officer da Agrofy. “Muitas delas ainda dependem de aceleração para que possam fazer parte desse ecossistema, que ainda precisa se desenvolver.” Segundo a pesquisa Radar Agtech Brasil, divulgada pela Embrapa em maio deste ano, o país possuía 1.574 startups do agronegócio em 2020, um aumento de 40% em relação ao ano anterior.

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