BP Bunge e Coopercitrus realizam 1ª operação de barter com fixação de ATR de cana

A transação faz parte do programa Allia, que garante a fixação dos custos de insumos, taxas financeiras e o preço final do ATR produzido.

Redação
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REUTERS/Marcelo Texeira
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A transação faz parte do programa Allia, que garante a fixação dos custos de insumos, taxas financeiras e o preço final do ATR produzido

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A BP Bunge Bioenergia, joint venture formada pelas gigantes das commodities BP e Bunge no setor de açúcar e etanol do Brasil, realizou em parceria com a cooperativa Coopercitrus a primeira operação completa de barter a partir da fixação de preços futuros de ATR (açúcares totais recuperáveis) de cana do mundo, informaram as partes na última sexta-feira (27).

O barter é uma operação na qual o financiamento dos insumos, defensivos, fertilizantes e serviços para a lavoura ocorre por meio do uso uma parte da produção como moeda de troca para o pagamento das despesas.

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A transação realizada por BP Bunge e Coopercitrus faz parte do programa Allia, lançado em maio pela empresa sucroalcooleira, e envolveu a companhia goiana Avance Agropecuária, que terá garantida a fixação de seus custos de insumos, taxas financeiras e o preço final do ATR produzido a partir de negociação antecipada com a BP Bunge.

“A Coopercitrus fomentou o negócio da venda e a oportunidade de receber em quilos de açúcar, enquanto a BP Bunge negocia e trava o preço do meu açúcar que eu fechei com a cooperativa”, explicou em nota o proprietário da Avance, Nycollas Cestari, que disse ter visto no movimento “uma oportunidade em meio a tantas incertezas”.

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A BP Bunge agora espera que, realizada a primeira operação de barter com ATR de cana (o movimento é mais comum em outras commodities), a iniciativa ganhe corpo. O diretor de Originação e Suprimentos da companhia, Adriano Dalbem, acredita que a alternativa pode reforçar a sustentabilidade das empresas no longo prazo. (com Reuters)

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