Conselho Monetário Nacional vai decidir se setor cafeiro terá R$ 1,3 bilhão para cobrir estragos da geada

A medida será discutida também no Ministério da Economia

Redação
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Tony Oliveira/CNA
Tony Oliveira/CNA

Os valores ficarão à disposição dos agentes financeiros após uma avaliação das perdas causadas pela geada nas regiões produtoras de café

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O Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) aprovou ontem (10) a criação de uma reserva de R$ 1,32 bilhão no Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para atender aos produtores de setor afetados pelas geadas recentes no Brasil, informou o Ministério da Agricultura.

Agora, a medida – que já havia sido antecipada pelo Conselho Nacional do Café (CNC) e aprovada pelo comitê técnico do CDPC – será encaminhada ao Ministério da Economia para discussão em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

LEIA TAMBÉM: Entrave logístico faz exportação de café do Brasil cair 12,8% em julho

O CMN possui encontro marcado para o próximo dia 26 de agosto.

Mediante aval do CMN, os valores ficarão à disposição dos agentes financeiros após uma avaliação oficial das perdas causadas pela geada nas regiões produtoras, que tem sido conduzida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), informada o ministério.

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Uma estimativa preliminar da Conab, divulgada após as fortes geadas do dia 20 de julho, indicou que o fenômeno pode ter afetado até 200 mil hectares cultivados com café arábica, ou 11% do total da área destinada à variedade no país.

“Após a aprovação do CMN, os recursos serão liberados para os bancos para atender às demandas dos produtores, cooperativas, indústrias e exportadores, o que deve acontecer nas próximas duas semanas”, disse na nota o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento da pasta agrícola, Silvio Farnese.

Os recursos fazem parte dos R$ 5,9 bilhões vinculados para as linhas de financiamento do Funcafé em 2021/22, ressaltou o ministério. (Com Reuters)

 

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