Valor Bruto da Produção no campo vai a R$ 1,109 trilhão em 2021 e não para de subir

Produção de commodities como café, cana-de-açúcar, milho e soja, mais a carne bovina está sustentando as previsões do índice mensal que mede a riqueza que passa pelas fazendas do país.

Redação
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Wenderson Araujo_Trilux/CNA
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O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento

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O VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) deste ano está estimado em R$ 1,109 trilhão, 9,8% superior ao do ano passado (R$ 1,099 trilhão), com base nos cálculos atualizados em julho. As lavouras representam R$ 757 bilhões, 12,8% acima do valor de 2020, e a pecuária, R$ 352 bilhões, 4% maior em relação ao ano passado, informou ontem (12) no fim da tarde o Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimenta). A previsão realizada pelos técnicos do setor não para de subir desde a primeira avaliação das lavouras e das criações.

“Apesar dos problemas climáticos deste ano, como a falta de chuvas e geadas, o VBP é um recorde histórico num período de 32 anos”, analisa José Garcia Gasques, coordenador de Avaliação de Políticas e Informação do Mapa. O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do país.

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O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

O milho teve sua perda de produção compensada pelos preços do produto, que aumentaram 26,1% em valor real. Os produtos com maior crescimento do VBP foram arroz, com crescimento real de 4,7%; cana-de-açúcar 3,9%; milho 11,8%, soja 28,7%; trigo 41,8%; carne bovina 7,3%, e carne de frango 7,5%.

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Para esse grupo de produtos, que representa 78% do VBP, os preços foram decisivos para obter esses resultados. Diversas lavouras foram prejudicadas pelos efeitos climáticos, porém a mais afetada foi a de milho. Segundo o IBGE, a quebra de produção foi de 11,6 milhões de toneladas, e segundo a Conab, de 16 milhões de toneladas. Essas reduções combinam os impactos de falta de chuvas e a ocorrência de geadas principalmente no Sul do País. Outras lavouras, como algodão e feijão, também foram afetadas por esses eventos: o feijão teve uma redução na produtividade de 8%, e o milho de segunda safra, 25,7%.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), ao apresentar os dados do 11º levantamento de safras na terça-feira (10), aponta um recorde de aumento de área plantada de soja e, também de produtividade, em média, 3,5 toneladas por hectare.

Um grupo de produtos tem apresentado faturamento abaixo do obtido em 2020, como o algodão, amendoim, banana, batata-inglesa, cacau, café, feijão, laranja, mandioca, tomate e uva. Na pecuária, de acordo com a pesquisa, foram relacionados com redução do VBP produtos, como suínos, ovos e leite. “Podemos associar esse desempenho negativo a preços mais baixos, ou quantidades menores, ou, ainda, à combinação desses dois fatores”, justifica o coordenador da pesquisa.

Por estado, tem-se observado recordes de produção de algumas lavouras e produtos da pecuária em vários estados. O destaque vai para Bahia que apresenta bom desempenho na produção de algodão e soja; Minas Gerais, em milho, soja, carne de frango e carne bovina; Paraná com contribuições em trigo e soja.

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