AgroRound: Ease Labs pede primeiro registro de cannabis à Anvisa

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Redação
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A Ease Labs, farmacêutica brasileira com sede em Belo Horizonte, protocolou seu primeiro produto de cannabis na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O canabidiol registrado no órgão regulador é indicado para o tratamento de doenças como inflamações, transtorno de ansiedade, depressão, insônia, burnout, Alzheimer, Parkinson e TEA (transtorno do espectro do autista).

Segundo Gustavo de Lima Palhares, CEO da Ease Labs, o marco representa o início de uma nova fase do mercado de cannabis no país e um avanço na democratização e acessibilidade do seu uso médico. “Estamos trabalhando para verticalizar toda nossa operação e, assim, poder oferecer um produto natural, contendo todo o espectro de canabinóides, seguindo os mais altos padrões de qualidade do setor farmacêutico, a preços mais acessíveis. Até o final do ano que vem, vamos submeter mais oito produtos na Anvisa, que serão vendidos em farmácias de todo o país”. 

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Com a autorização do órgão para a venda local do produto, a Ease Labs estima que seria capaz de ofertar o produto à base da cannabis por um valor 50% menor daquele hoje praticado no Brasil. Em média, os medicamentos à base de canabidiol, disponíveis no mercado nacional, custam em média R$ 2.750.

Sebrae-SP lança primeiro edital inovação rural

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O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) de São Paulo abriu as inscrições de bolsistas para o programa “Agro Sempre – Inovação Rural – Bolsas de Extensão Tecnológica do Sebrae”. Com o objetivo de estimular a inovação no setor, o programa possui100 vagas para profissionais com graduação completa e 10 para profissionais com pós-graduação e experiência na área de atuação desejada. 

Segundo o órgão, a iniciativa irá “promover a pesquisa e o desenvolvimento de ações inovadoras, com práticas sustentáveis dentro dos pequenos negócios rurais e atuação em rede para promover a cooperação e a governança dos territórios”.

Segundo Tirso Meirelles, presidente do Sebrae-SP e vice-presidente da Faesp (Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo), “esse é um passo importante para consolidar a cultura da inovação e do empreendedorismo no meio rural”. “Ao conectar o conhecimento técnico ao prático, certamente daremos um salto para incorporar os pequenos produtores e empreendedores rurais no mundo cada vez mais digital, conectado e sustentável.”

Clubes de futebol lançam cachaças inspiradas nos uniformes dos times

Reforçando a ligação cada vez mais estreita entre o agronegócio brasileiro e o futebol, os clubes Atlético Mineiro e Cruzeiro anunciaram o lançamento de cachaças com garrafas inspiradas nos uniformes dos times. O projeto é uma parceria com a marca de bebidas mineira Seleta, que acaba de completar 40 anos.

“Não há como desassociar futebol e cachaça em nossa cultura, por isso decidimos presentear nossos “Seleteiros” clientes apaixonados pelo Cruzeiro e Atlético com uma bebida exclusiva, algo que poderão apreciar torcendo em momentos especiais ou simplesmente guardando como item colecionável”, diz Gilberto Luiz, diretor executivo da marca.

Inspiradas nos uniformes dos times, a Seleta da Massa e a Seleta Cinco Estrelas são de cor levemente dourada e brilhante, com aroma adocicado e frutado. Com graduação alcoólica de 42% e envasadas em garrafas de 700ml, as cachaças são destiladas em alambiques de cobre e armazenadas por dois anos e meio em tonéis de umburana. 

Embrapa busca parceiros produção de bacon ovino

A Embrapa Pecuária Sul, unidade localizada em Bage (RS), está buscando empresas, associações e cooperativas para serem parceiros em uma linha de trabalho de tecnologia de produtos cárneos, com foco no bacon de carne ovina. A meta é uma rodada de negócios para que os interessados conheçam e possam assumir a corresponsabilidade pela adaptação à escala industrial, validação técnica e comercial. No final, o produto pode ser ir para o mercado.

A empresa selecionada vai receber todo o know how para produção do bacon ovino, desenvolvido em escala experimental por uma equipe de pesquisadores da área de ciência e tecnologia de carnes, no âmbito do projeto Aprovinos (projeto Aproveitamento Integral da Carne Ovina).

O bacon ovino é um derivado cárneo curado e defumado, feito a partir de um corte específico da barriga de animais mais erados. Há dois tipos de bacon desenvolvidos que já passaram por testes de aceitabilidade com consumidores e receberam notas acima de 7, o que significa um produto aceitável pelos avaliadores. “O bacon ovino desenvolvido na Embrapa Pecuária Sul permite que o processo tecnológico empregado transforme a carne ovina em um produto com sabor diferenciado, ofertando novas opções de derivados cárneos ao consumidor e uma experiência sensorial única”, diz Citieli Giongo,  analista da unidade de pesquisa.

Produção de algodão deve crescer 20,3% na safra 2021/22 

Lucas Ninno/Getty

No primeiro levantamento da safra 2021/22 da Abrapa (Associação Brasileira de Produtores de Algodão), dados apontam que a área plantada no país deverá alcançar 1,53 milhão de hectares, um aumento de 12,6% com relação ao ciclo anterior, que totalizou 1,36 milhão de hectares. Embora ainda inferior ao semeado na pré-pandemia, as informações coletadas este mês junto às associações estaduais indicam o reaquecimento do setor. 

Com a recuperação da área, a produção de pluma deverá voltar a subir. Após recuo na temporada 2020/21, o volume projetado é de 2,79 milhões de toneladas, um aumento de 20,3% sobre a safra anterior, revisada para 2,32 milhões de toneladas. 

“Estamos animados com a qualidade da pluma colhida agora e com a retomada da área plantada e da produção na próxima safra”, diz Júlio Cézar Busato, presidente da Abrapa.. “Infelizmente, durante o planejamento da safra 2020/21 os preços internacionais do algodão estavam abaixo de custo e a decisão mais lógica era não plantar, mas em breve voltaremos à produção de 3 milhões de toneladas que tivemos na safra 2019/20.” 

PlantVerd quer captar R$ 75 milhões e ativo verde nos próximos 5 anos

A startup PlantVerd, sediada em Indaiatuba (SP), que presta serviços ambientais para a recuperação de áreas degradadas em todo o Brasil, lançou uma nova rodada de captação no valor de cerca de R$ 2 milhões. O objetivo é utilizar os recursos para financiar a recuperação de 300 hectares, com o retorno de 12,68% ao ano, feito em parceria com a Trê Investindo com Caus, empresa que conecta investidores a negócios com causa.

“Serão R$ 6 milhões investidos no total, sendo que o restante sairá dos nossos próprios recursos. Agora é possível viabilizar o reflorestamento, melhorando a qualidade de vida das comunidades e das cidades, tendo um retorno financeiro. A consequência disso é extremamente positiva e importante para o nosso país em um momento em que batemos recordes de desmatamento”, afirma Antonio Borges, CEO da PlantVerd. 

Em 2020, a startup recuperou 440 hectares de áreas públicas, outros 450 hectares de áreas foram plantadas e outras 900 receberam manutenção e conservação de locais já reflorestados. A expectativa é de que sejam investidos R$ 75 milhões nos próximos cinco anos, unindo planos e projetos como o Ativo Verde, crédito de carbono e até mesmo ecovilas.

Marfrig conclui primeira fase de projeto para mapear cadeia de fornecedores

A Marfrig Foods, empresa global de carne bovina, concluiu uma das etapas do programa de sustentabilidade “Marfrig Verde+”. Através do programa, um projeto foi iniciado no município de Tangará da Serra (MT) para ampliar a visibilidade da cadeia de fornecimento de bovinos e estabelecer um monitoramento mais eficiente de regiões de desmatamento e outros riscos, como demarcação de terras indígenas, irregularidades trabalhistas, queimadas e demais riscos. Foram avaliados produtores diretos e indiretos, responsáveis por mais de meio milhão de bovinos.

“O projeto em Tangará é a conclusão de mais uma etapa do Plano Marfrig Verde+, com apoio da NWF e da AdT e uso das Boas Práticas – GTFI e do Visipec na identificação de riscos que envolvem a nossa cadeia no bioma Amazônia”, diz Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade e comunicação da Marfrig. 

O “Plano Marfrig Verde+ visa a garantir que 100% da cadeia de produção da companhia seja sustentável, rastreada e livre de desmatamento até 2030.

AgTech Garage é nova parceira da Brasilseg  

A Brasilseg, uma empresa do BB Seguros, fechou uma parceria em inovação aberta com o AgTech Garage, hub de inovação do agronegócio, com sede em Piracicaba (SP). O hub é responsável por reunir cerca de 55 grandes empresas, startups, produtores, investidores, academia, entre outros atores do ecossistema de inovação e empreendedorismo do agro. O intuito é resolver desafios estratégicos oferecendo soluções que possam ser endereçadas aos seguros rurais da companhia.

“Trata-se de uma parceria de extrema importância, uma vez que a abordagem aberta, em rede, colaborativa e ágil, que direciona o trabalho do AgTech Garage junto às startups parceiras, converge totalmente com a nossa estratégia”, afirma Raquel Gaudêncio, superintendente executiva de ESG e inteligência de mercado da Brasilseg.

Essa parceria também permite a aproximação do hub com o Broto, plataforma digital de negócios da Brasilseg em parceria com o Banco do Brasil. “Estamos descomplicando a agricultura digital e facilitando o acesso a soluções, produtos, serviços e conhecimento sobre gestão, técnicas de produção e tendências do agro”,  diz Francisco Martinez, gerente-executivo do Broto.

Minerva Foods faz inventário de emissões de GEEs

A Minerva Foods, empresa brasileira de proteína animal, conquistou o Selo Ouro em seu Inventário Corporativo de Emissões de GEEs (Gases de Efeito Estufa) no Programa Brasileiro GHG Protocol, reconhecimento máximo da ferramenta utilizada para qualificar e gerenciar emissões.  

O selo é concedido aos inventários completos de instituições que apresentam suas emissões de GEE verificadas por empresas especializadas, como no caso da KPMG, que realizou a auditoria da Minerva Foods. Na verificação, foram avaliados critérios relacionados às informações apresentadas para o ano de 2020. 

Em 2020, a Minerva Foods zerou as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no escopo 2 – proveniente da aquisição de energia elétrica consumida – em 100% de suas operações, além de promover a remoção de mais de 38 mil toneladas de CO2 da atmosfera através do plantio de árvores.

“Esta é mais uma grande conquista proveniente da agenda ESG da companhia, que vem sendo intensificada ano após ano”, destaca Taciano Custódio, diretor de sustentabilidade da Minerva Foods.  

Coletivo busca mercados para o pirarucu do Amazonas

Adriano Gambarini/Divulgação

Coletivo do Pirarucu, uma coalizão entre associações comunitárias de manejadores de pirarucu de povos indígenas e comunidades tradicionais do Amazonas, e seus parceiros, governamentais e não governamentais, estuda abrir novos mercados no exterior para comercializar a carne e também a pele do pirarucu.

O grupo implementou um arranjo comercial que proporcionou um aumento de 75% do valor pago aos manejadores pelo quilo do pirarucu de manejo sustentável. Enquanto a média paga no último ano na região foi de R$ 4,50 por quilo, o arranjo coletivo paga R$ 7,00 por quilo, beneficiando 2.100 pessoas, que tiveram sua renda anual acrescida em R$ 1,2 milhão. 

“O que precisamos no momento é valorizar o manejo e o manejador. Em países desenvolvidos, existe uma cultura mais consolidada onde os consumidores estão dispostos a pagar mais por um produto que tem mais valor social e ambiental”, afirma  João Campos-Silva, presidente do Instituto Juruá, que faz parte do Coletivo do Pirarucu. “Portanto, novos mercados só fazem sentido se trouxermos uma maior valorização do pescador. É nessa perspectiva que o Coletivo pensa na abertura de novos mercados.” Podendo pesar 200 quilos e chegar a 3 metros de comprimento, o pirarucu de manejo sustentável é um produto de alto valor gastronômico, ecológico e social, ajudando a evitar a extinção da espécie. 

Bayer Cropscience lança portal de conteúdos científicos 

A Bayer, empresa química e farmacêutica alemã com atuação no Brasil, criou um site para a divulgação de assuntos científicos de sua divisão agrícola, disponível em português e espanhol. A plataforma reúne conteúdos divididos nas seguintes áreas de pesquisa: biotecnologia, melhoramento, proteção de cultivos, sustentabilidade e inovação, além de promover um diálogo baseado em ciência.

A plataforma contará com notas sobre temas gerais do setor agrícola, documentos explicativos, vídeos e conteúdos técnicos que detalham as principais soluções disponíveis hoje para o campo, apontam tendências e propõem discussões sobre tecnologia, inovação e boas práticas para uma agricultura sustentável.

Além disso, os visitantes poderão consultar, de forma rápida, no campo de buscas, publicações científicas em inglês produzidas por especialistas da Bayer nos últimos dez anos. Desde 2000, a companhia registrou 13 mil publicações científicas, 7.300 artigos publicados por profissionais da divisão agrícola e mais de 250 trabalhos com parceiros da América Latina. 

Fintech lista primeiro token brasileiro de crédito de carbono

A Moss, fintech brasileira de plataformas para a compra e venda de créditos de carbono, listou o token MCO2 na Gemini, empresa de criptografia e custódia de criptomoedas nos Estados Unidos. Um token de MCO2 equivale a um crédito de carbono. Cada crédito equivale a uma tonelada de gás carbônico que deixa de ser emitida na atmosfera por iniciativas que fazem parte do mecanismo REDD e REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal somado à conservação do território) . 

A inovação garante o rastreamento digital dos créditos de carbono desses projetos, certificados internacionalmente, e a integridade sobre o processo de compensação. 

“Nossas parcerias com grandes empresas esse ano combinadas com a segurança e confiança de grandes listagens como a Gemini reforçam a credibilidade do nosso ativo digital e seu verdadeiro impacto ambiental, certificado internacionalmente”, afirma Luis Adaime, fundador e CEO da Moss.

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