Produtores poderão acessar recursos do Funcafé a partir da próxima semana

Os recursos poderão ser utilizados por produtores, cooperativas, indústrias e exportadores.

Redação
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Amanda Perobelli/Reuters
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O montante de R$ 1,32 bilhão foi reservado para apoio a cafeicultures que sofreram perdas por geadas recentes

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O Ministério da Agricultura informou hoje (2) que assinou os primeiros 14 contratos com agentes financeiros que irão aplicar os recursos do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) nesta temporada, fazendo com que os montantes comecem a ser disponibilizados a partir da semana que vem.

Os recursos poderão, assim, ser acessados por produtores, cooperativas, indústrias e exportadores por meio dos bancos e cooperativas de crédito aptos a operá-los. No total, 34 instituições financeiras irão negociá-los, segundo o ministério.

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O orçamento estipulado para o Funcafé neste ano é de R$ 4,64 bilhões, divididos entre R$ 1,28 bilhão para custeio, R$ 1,77 bilhão para comercialização, R$ 1,08 bilhão para aquisição e R$ 504,4 milhões para capital de giro para indústrias e cooperativas.

Conforme definido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), o montante de R$ 1,32 bilhão foi reservado para apoio a cafeicultures que sofreram perdas por geadas recentes.

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O valor representa 20% das linhas de custeio, comercialização, capital de giro e FAC (financiamento para aquisição de café), além de 100% do valor da linha de recuperação de cafézais danificados.

“Estamos aguardando o resultado do levantamento das efetivas perdas no cafezal, que está sendo realizado pela Conab [Companhia Nacional de Abastecimento], o que deve acontecer até o final do mês”, disse em nota o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do ministério, Silvio Farnese.

“Iremos tratar do assunto em reunião com os representantes do CDPC [Conselho Deliberativo da Política do Café]”, acrescentou.

Segundo estimativas da Emater-MG, as geadas causaram perdas em cerca de 19% das áreas de café de Minas Gerais. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também citou recentemente projeções de perdas da ordem de 20%.

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