SP Ventures anuncia a captação de R$ 220 milhões para investir no agro

Quarta captação envolve Banco do Brasil, Yara e Banco do Brasil Seguridade.

Redação
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Tinnakorn Jorruang/Getyyimages
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Gestora de venture capital, especializada na cadeia do agronegócio, faz a quarta captação em pouco mais de um ano

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A SP Ventures, gestora de venture capital especializada na cadeia do agronegócio, anunciou hoje (30) um novo fechamento de fundo no valor de R$ 220 milhões. A quarta captação reúne os investidores Banco do Brasil, uma das maiores instituições financeiras do país, a Yara Fertilizantes, multinacional do setor de nutrição de plantas, e Banco do Brasil Seguridade, empresa de participações (holding) que atua em negócios de seguridade.

“Estamos satisfeitos porque, em pouco mais de um ano, já estamos em nosso quarto fechamento e executamos nove investimentos”, diz Francisco Jardim, sócio-fundador da SP Ventures. “O pipeline também está muito bom, com empreendedores extraordinários que estão transformando seus respectivos mercados. Além disso, conseguimos uma diversificação de investidores muito interessante. Isso só eleva a qualidade do fundo e consequentemente a nossa proposta de valor para as empresas investidas.”

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Além do mercado brasileiro, países como Argentina, Chile, Colômbia e México também estão no radar da SP Ventures. O investimento em empresas inovadoras pode atingir o valor de aproximadamente R$ 300 milhões em novas captações.

A SP Ventures anunciou em agosto do ano passado seu primeiro fechamento de um fundo no valor de R$ 90 milhões. Essa primeira captação reuniu investidores como os fundos globais de venture capital de algumas das principais multinacionais do agro, como Basf e Syngenta Ventures, além de atrair investidores financeiros, como o FoF Capria, que possui investidores âncoras como Bill Gates, Paul Allen e a Ford Foundation, e a BID Labs, braço de venture capital e inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

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O segundo fechamento foi de cerca de R$ 30 milhões e contou com investimentos da Mosaic, Adisseo e grandes produtores de grãos. O objetivo principal era investir em startups com potencial de reinventar a cadeia de agricultura e alimentos em toda a América Latina. Com investimento da IFC (Corporação Financeira Internacional), membro do Grupo Banco Mundial, que é considerada a maior instituição de desenvolvimento global voltada para o setor privado nos países em desenvolvimento, o terceiro fechamento foi no valor de R$ 30 milhões.

Cleiton Vargas, vice-presidente de Farming Solutions da Yara Américas, diz que globalmente a empresa tem investido na descarbonização da cadeia de alimentos e na construção de sistemas alimentares justos e resilientes. “É uma transformação que envolve diversos fatores, como ferramentas digitais inovadoras, novos fluxos de receita para o campo, parcerias, plataformas de dados abertas e a criação de valor verdadeiramente compartilhado”, afirma. “O ecossistema de startups do Brasil e da América Latina tem se mostrado uma grande força nesse sentido.”

O Banco do Brasil é um dos principais financiadores de custeio da produção e a comercialização de produtos agropecuários, de estímulo a investimentos rurais como armazenamento, beneficiamento, industrialização de produtos agrícolas e modernização de máquinas e implementos, além da adequação de propriedades rurais à legislação ambiental. Daí o interesse em participar do fundo. “As práticas de inovação aberta reconhecem que a construção de um ecossistema digital é acelerada quando players do mercado financeiro estão presentes, e é uma das prioridades do Banco do Brasil”, afirma Pedro Bramont, diretor de negócios digitais do BB.

Para Ullisses Assis, presidente da BB Seguridade, “existe um potencial tecnológico em agtechs, que pode ter um impacto positivo muito forte no agronegócio”. Assis cita o recente estudo do Fórum Econômico Mundial onde destaca que “precisaremos alimentar aproximadamente 10 bilhões de pessoas em 2050, e o Brasil tem um papel determinante para tornar essa, uma realidade possível. Temos a seguradora que mais investe no agronegócio brasileiro e essa iniciativa reforça o nosso compromisso de buscar e apoiar o desenvolvimento de soluções capazes de atender às necessidades atuais e futuras dos produtores rurais e da sociedade”.

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