Lista Forbes das 100 Mulheres Poderosas do Agro

Confira quem são as super poderosas na produção de alimentos, pesquisa, empresas, foodtechs, consultorias, instituições financeiras, política, entidades, grupo e, mais do que nunca, influenciadoras digitais.

Vera Ondei (colaborou Erich Mafra)
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Imagem/Arte_Forbes
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No Dia Internacional da Mulher Rural, as brasileiras mostram o lado empreendedor do campo

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Mulheres de destaque estão por toda parte. Cada vez mais, elas têm ocupado espaços importantes na sociedade. E no agronegócio não é diferente. Hoje (15) é Dia Internacional da Mulher Rural, instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1995 com o intuito de elevar a consciência mundial sobre a importância dessa figura feminina como protagonista nas mudanças econômicas, sociais, ambientais e políticas. A Forbes Brasil aproveita a data para lançar sua primeira lista “100 Mulheres Poderosas do Agro”, com nomes que estão transformando diferentes segmentos do setor.

Na lista, a Forbes procurou selecionar representantes do movimento de mudança no campo. Por meio delas, o objetivo é homenagear as demais mulheres que atuam no agronegócio – mesmo que o trabalho seja realizado a partir das cidades.

Para chegar aos 100 nomes, fomos a campo pesquisar, perguntar, buscar orientação de lideranças e também resgatar informações de reportagens especiais. São mulheres que se destacam em diferentes setores do agronegócio: elas estão presentes na produção de alimentos de origem vegetal e animal, na academia, na pesquisa, nas empresas, em foodtechs, em consultorias, em instituições financeiras, na política, nas entidades e nos grupos de classe e, mais do que nunca, nas redes sociais.

Confira a seguir, listadas em ordem alfabética, quem são elas:

Reprodução/Linkedin1– Adriane Lermen Zart é médica veterinária, mestre em ciência animal e uma das maiores difusoras da técnica Nada nas Mãos, manejo que promove o bem-estar animal ao resgatar a relação de confiança entre humanos e bovinos. A técnica foi criada pelo veterinário brasileiro, Paulo Loureiro, que atua nos Estados Unidos e prega justamente a lida animal sem a utilização de varas ou ferros, mas apenas se movimentando para que o animal também se desloque sem estresse. Zart está mudando o cenário das fazendas de gado no Brasil.

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Reprodução/Twitter2– Aline Maldonado Locks é engenheira ambiental e CEO da Produzindo Certo, empresa de gestão e monitoramento socioambiental que presta assistência a 2.580 propriedades rurais, custeada por grandes empresas do agronegócio que desejam se conectar mais fortemente às suas cadeias de fornecimento. São 6,3 milhões de hectares monitorados. A Produzindo Certo nasceu em 2019 e tem na sua origem a ONG Aliança da Terra, entidade na qual Aline começou a trabalhar em 2008.

Divulgação 3 – Em julho do ano passado, a administradora Aline Oliveira Pezente se tornou head global do marketplace Indigo. A startup norte-americana que atua no Brasil desde 2018, com foco no comércio de grãos e produtos biológicos, está hoje avaliada em US$ 3,5 bilhões. O seu marktplace deve chegar ao país até a virada do ano. Aline é mestre em tecnologia pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) e já passou por algumas gigantes do setor, entre elas a Cargill. O desempenho profissional a levou à lista anual do MIT Tech Review de inovadores “35 Under 35”, em 2018.

4 – Amália Sechis é sócia-fundadora da Beef Passion, marca de carne bovina das raças angus e wagyu e seus cruzamentos, criados em Mato Grosso do Sul e terminados no interior de São Paulo. Foi ela que convenceu o pai, Antônio Sechis, no que se tornaria um projeto de referência em pesquisa de qualidade da carne junto a instituições como Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS). A criação e o manejo, que inclui até música no ambiente confinado, é referência em bem-estar animal.

Divulgação5– Amanda Pinto, herdeira e executiva há sete anos do Grupo Mantiqueira, um dos maiores produtores de ovos do país, decidiu atender a um público que não compraria produtos da companhia. Assim, em 2019 nasceu a foodtech N.Ovo, que significa ‘não ovo’ em português, ou nenhum ovo. O produto é um preparado à base de plantas que substitui o ovo de galinha em receitas diversas. Neste ano, entrou para a lista Forbes Under 30, que destaca os principais empreendedores em 15 categorias.

6– Amanda Poldi está na Cargill há uma década. Desde 2017, ela é a diretora no Brasil para assuntos científicos e regulatórios da multinacional americana. Mestre em educação nas profissões de saúde, também faz parte da diretoria do Ilse (International Life Sciences Institute) eleita no ano passado, organização mundial que reúne pesquisadores e executivos do mercado em projetos científicos que protejam o meio ambiente e melhore a saúde e o bem-estar humanos.

Divulgação 7– Ana Beloto é sommelière de azeites pela Faculdade Federal de Química do Uruguai e especialista pela Ifapa e Dcoop, ambas instituições em Andaluzia, na Espanha. A azeitóloga representa um movimento de valorização do azeite brasileiro liderado por mulheres, além de integrar o grupo Women in Olive Oil, onde estão 1.200 mulheres de cerca de 50 países. Ana assinou um blend mineiro, o único do estado a ser condecorado pelo Guia Mundial dos Azeites de Oliva, o Flosolei, ficando entre os 500 melhores do mundo.

_Divulgação8– Ana Carla de Oliveira Bueno, 37 anos, é suinocultora em Castro (PR). Para dar conta da lida, junto com duas amigas, criou em 2018 o grupo Mulheres na Suinocultura. Foi um dos primeiros desse setor. O grupo nasceu no whatsapp, onde hoje estão 135 integradoras, cooperadas e independentes também de outros estados (SC, RS, CE, GO e MG). Elas trocam experiências continuamente sobre maternidade, creche e terminação de leilões. Mas já há braços em outras redes sociais, nas quais propagam conhecimento e debates.

Divulgação9– Ana Carolina Gomes, mestre em desenvolvimento regional e agronegócio, é a coordenadora do Programa Café + Forte. A iniciativa foi criada em 2016 pela FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), onde é analista, em parceria com a cooperativa Sicoob Crediminas. No mais importante estado produtor do grão, sua missão é ajudar os agricultores a gerenciarem melhor as propriedades, por meio de transferência de tecnologias.

Divulgação/ABS10– A gaúcha Ana Doralina Alves Menezes é médica veterinária especializada em ciência e tecnologia do alimento. Faz parte da equipe da Associação Brasileira de Angus desde 2003. Começou como certificadora de desossa em frigoríficos e hoje é uma das maiores especialistas em cortes de carne. Não por acaso, em 2019 ela se tornou gerente nacional do Carne Angus Certificada, o maior programa do país que monitora e certifica carne premium.

Divulgação/CFMV11 – Desde 2019, a médica veterinária carioca, Ana Lúcia de Paula Viana, é a diretora do Dipoa (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal), no Ministério da Agricultura, e ao qual o SIF (Serviço de Inspeção Federal) está vinculado. O fato é inédito: ela se tornou a primeira mulher na história a assumir o posto mais importante dentro da inspeção de alimentos no Brasil. O SIF foi criado em 1915. Ana começou a se especializar em defesa sanitária em 1985, quando assumiu o SIF no estado do Paraná.

Divulgação/ANCP12– Angélica Simone Cravo Pereira é professora doutora, além de responsável pelo Laboratório de Ciência da Carne do Departamento de Nutrição e Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP. O laboratório realiza atividades de ensino, pesquisa e extensão, capacitação e promoção do conhecimento científico e técnico. Está na pauta do órgão as tecnologias, ciência e análises de qualidade de carnes de aves, suínos, ovinos e bovinos.

Arquivo Pessoal13 – Aretuza Negri é influencer digital com cerca de 35 mil seguidores na página “Ela é do Agro”, no Instagram. Desde o início da criação do perfil, a assistente social – e filha de produtor rural que foi parar no MBA de Agronegócio da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) –, mostra o valor das cadeias de produção, participa de eventos em todo o país e faz marketing de produtos e serviços do setor.

Divulgação14 – Aureliana Rodrigues Luz é presidente do Sistema OCB-Sescoop (Organização das Cooperativas do Brasil – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), no Maranhão. Foi a primeira mulher a ocupar este cargo no estado, fato ocorrido em 2016. Sua profissão é de assistente social e há cerca de duas décadas é cooperativista da entidade. Entre os seus feitos está a criação de duas cooperativas: uma de pescadores e marisqueiros e outra de trabalhos e serviços.

ZZn Peres/Divulgação15 – Beatriz Biagi Becker é pecuarista e fundadora da Associação Equoterapia Vassoural, nome de sua fazenda que fica no interior paulista. Com capacidade para 60 pacientes, a entidade já realizou 26 mil atendimentos, desde que foi criada no início dos anos 2000. As crianças e os idosos, que formam a maior parte do público, independentemente da condição financeira, não pagam os tratamentos prescritos e realizados por profissionais da saúde.

Reprodução/Youtube16 – A gaúcha Camila Telles, filha e neta de produtor rural, tornou-se uma das maiores influenciadoras digitais do agro, com quase 200 mil seguidores nas redes sociais, sendo o Instagram o principal veículo. Na cidade, se especializou em marketing sem tirar os dois pés de Cruz Alta, onde criou com a mãe o projeto Hortaria para venda direta de hortaliças. Mas é nas redes socais que compra as maiores “brigas” em defesa da produção de alimentos. E não escolhe a quem responder: vai de ilustres desconhecidos a estrelas da música, como a cantora Anitta.

divulgação17 – Carla de Freitas é a presidente do NFA (Núcleo Feminino do Agronegócio), o mais antigo grupo de mulheres em atividade. Criado em 2010, ela foi a primeira presidente e retornou ao posto neste ano, em um momento de reestruturação. A longevidade do NFA é explicada pelo seu propósito: um lugar de troca de experiência e estudos de gestão, economia e qualquer outro desafio de uma fazenda. Carla é, também, um dos principais nomes da agropecuária de Rondônia, onde faz ILP (integração lavoura-pecuária).

Divulgação18 – Carla Retuci Borriello é produtora de azeite em Andradas (MG). Faz parte de um movimento de agricultores em busca de produtos que caberiam nas mecas dos azeites, como Itália, Espanha e Grécia. Com a ajuda da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), formou um olival e criou uma marca que leva o seu sobrenome. Hoje são 10 mil plantas, mas o projeto é dobrar. O azeite está em locais como o premiadíssimo paulistano Tuju, um dos poucos restaurantes do país a ostentar duas estrelas no guia francês Michelin.

19 – Carmem Lucia Chaves de Brito é produtora de café em Três Pontas (MG), nas fazendas Caxambu e Aracaçu. Em 2015, foi a primeira mulher a assumir a diretoria do conselho da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais, na sigla em inglês), entidade que promove o grão do país no mundo. Hoje, no conselho permanente da entidade, Carmem continua como ativista no setor, sendo uma das principais referências de trabalhos no campo para quem busca qualificação para atender o exigente mercado internacional do grão.

20 – Carmen Perez é pecuarista em Mato Grosso com forte atuação na difusão de técnicas de bem-estar animal. Ativista da causa, Carmen, que também é colunista da Forbes, tem como base os ensinamentos da norte-americana Temple Grandin, reconhecida mundialmente. Neste mês, ela lança o documentário “Quando ouvi a voz da terra”, no qual mostra os caminhos para a transformação das propriedades rurais, das pessoas e das relações estabelecidas no manejo pecuário.

Divulgação/Abapa21 – A agricultora Carminha Maria Gatto Missio, produtora de grãos e sementes em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano, tem um feito inédito em sua trajetória. Foi a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia, em 2018. Advogada, ela é uma ativista nata para as causas do campo. Não por acaso, permanece no conselho consultivo do sindicato local,  onde foi presidente por quatro anos. 

22 – Há cinco gerações, a família de Carolina Alckmin produz cafés na região da Mantiqueira, em Minas Gerais. Mas ela foi ser farmacêutica. A volta ao campo aconteceu em 2018, no papel de sócia proprietária do Grupo Casa no Campo, atuando na gestão de duas fazendas. E não parou mais de apostar na terra. Também passou a olhar além da porteira ao criar o Projeto Frutificar, com o objetivo de melhorar a qualidade do grão produzido por mulheres cafeicultoras

Divulgação23 – Carolina Sevciuc é diretora de transformação digital na multinacional suíça Nestlé Brasil há três anos. Mas, a engenheira de alimentos está na empresa há quase 13 anos e já trabalhou em outros países, como França, Suíça e Londres. Seu atual núcleo é responsável pelas áreas de inovação, vendas digitais, data lab, TI e pela marca Nature’s Heart. Um dos mais recentes projetos foi o lançamento da plataforma de inovação Panela Nestlé, programa que nasceu com 43 startups parceiras.

Divulgação24 – Caroline Perestrelo é superintendente executiva do segmento de Corporate do Santander. Formada em administração, está na instituição financeira há 14 anos, depois de passar pelos bancos Safra, Sudameris e ABN. Ela vem acompanhando de perto as transformações do setor em áreas importantes, como a consolidação de um mercado robusto para os créditos de carbono, as políticas de ESG em todas as esferas da produção e os movimentos de inovação que impactam as cadeias de alimentos e bioenergia.

Divulgação/Syngenta25 – Cecília Falavigna é cooperada da Cocamar (Cooperativa Agroindustrial), de Maringá (PR), e produtora de soja, milho e laranja no município de Floraí. Seu trabalho de campo começou a ganhar projeção quando se tornou bicampeã nacional em produtividade de soja pelo Cesb (Comitê Estratégico Soja Brasil), entidade que reúne pesquisadores, nas safras 2013/214 e 2014/2015, registrando acima de 92 sacas por hectare, ante a média nacional de 48,9 sacas, na época. A propriedade continua como referência para empresas do setor, em testes de produtividade.

26 – Cinara Libéria Pereira Neves é doutora em fitotecnia na área de cafeicultura, no Programa de pós-graduação da Universidade Federal de Lavras (MG), e presidente do Congresso Brasileiro de Floricultura e Plantas Ornamentais. É nesse setor que está a sua mais forte atuação. Na Faculdade de Agronegócios de Holambra (SP), onde é professora, está o foco de suas pesquisas e experimentos: produção e qualidade de sementes de espécies florestais

27 – A Aquabio (Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática) tem na presidência Cintia Labussière Nakayama, zootecnista e também professora da Universidade Federal de Minas Gerais. Criada em 2002, a entidade representa a comunidade acadêmica científica da área, reunindo professores, universitários, pesquisadores, extensionistas, técnicos e estudantes de pós-graduação. Cintia é pós-doutora pela Universidade Federal de Pelotas (RS) e por sete anos foi diretora do Laboratório de Aquacultura da UFMG.

28 – Cintia de Matos Mesquita é produtora de café na região das Matas de Minas e presidente da IWCA (Aliança Internacional das Mulheres do Café, na sigla em inglês) no Brasil, desde 2017. A entidade sem fins lucrativos foi criada em 2003 a partir do encontro de mulheres da indústria com produtoras de café na Nicarágua e tem por objetivo promover a participação feminina nas decisões das políticas cafeeiras e divulgar e valorizar os cafés de qualidade.

Divulgação29 – Concepta Margaret McManus Pimentel é professora na Universidade de Brasília e dona de um currículo que impressiona. É mestre em genética e reprodução animal pela Universidade de Edinburgo e doutora pela Universidade de Oxford, entre várias outras atribuições para academias de países como EUA, Austrália, Áustria, África do Sul, França, entre outros. Não por acaso é consultora da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), uma das agências das Nações Unidas e do Basque Center for Climate Change, na Espanha.

Divulgação30 – A norte-americana Corrine Ricard, formada em administração pela Universidade de Minnesota, tem um pé no país. Desde 2019, ela é presidente da Mosaic Fertilizantes Brasil. Começou na empresa em 2004, depois de passar pela Cargill e de se desenvolver em várias áreas do agronegócio, como grãos, comércio e, claro, fertilizantes. Na Mosaic exerceu diversos cargos, como em administração internacional de países como China, Índia, Austrália, Tailândia, Vietnã, Argentina, Chile e México.

31 – A agrônoma Dana Meschede criou uma empresa em 2013, a Dana Agro, no interior paulista, misto de prestação de serviços com pesquisa e desenvolvimento nas culturas de soja, milho, feijão, algodão e cana-de-açúcar. O gosto pelo estudo a levou às salas de aula como professora da UEL (Universidade Estadual de Londrina), por três anos, até 2017. No ano passado, ela foi uma das 21 selecionadas do projeto Mulheres Inovadoras, para apoiar o empreendedorismo feminino, iniciativa da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

ArquivoPessoal32 – Debora Noordegraaf é coordenadora da Comissão Mulher Cooperativista da Castrolanda (PR), um dos mais antigos grupos de mulheres cooperativistas. Foi criada há 12 anos para promover encontros, cursos e projetos visando o protagonismo feminino nas propriedades e também nos trabalhos da cooperativa. Não por acaso, as sete mulheres da comissão integram o time que estruturou o Planejamento Estratégico Horizonte 2019-2024 da Castrolanda, cooperativa com 1.053 cooperados e que em 2020 faturou R$ 4,5 bilhões.

 Divulgação33 – Diana Jank é herdeira de uma das fazendas mais tradicionais do país na produção de leite tipo A, a fazenda Agrindus, em Descalvado (SP). Publicitária e terceira geração no campo, em 2018 assumiu o marketing e a comunicação da Letti A², marca de varejo e primeiro leite de fácil digestão produzido no país, por ser livre de beta-caseína A1, uma proteína que nem todas as pessoas conseguem digerir com facilidade. Diana é hoje porta voz dessa nova tecnologia alimentar.

34 – Ediana Capich, de Novo Horizonte D’Oeste (RO), é representante de um dos movimentos mais ativos nos dias atuais: o das Mulheres do Café de Rondônia. Ela acaba de conquistar o terceiro lugar no 18º Concurso de Qualidade do Café, organizado pela Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café). Mas não foi somente esse prêmio nos últimos meses. Em novembro, foi a campeã do concurso Coffee of The Year 2020, durante a Semana Internacional do Café, uma das maiores feiras do mundo para profissionais da área.

35 – Filha de agricultores e indicada ao atual cargo pelos próprios colegas de trabalho, a engenheira agrônoma Edilene Steinwandter é a primeira mulher a assumir a presidência da Epagri/SC (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), criada em 1991 e vinculada ao governo do estado. A posse ocorreu em fevereiro deste ano. Mestre em zootecnia e especialista em produção de ruminantes, está na instituição desde 2002 quando foi concursada como extensionista.

36 – Edy Elaine Tarrafel é pecuarista em Mato Grosso do Sul e presidente dos sindicatos rurais dos municípios de Ivinhema e Novo Horizonte. Na pecuária, assumiu a propriedade da família quando tinha 20 anos de idade, em 1998. A presidência do sindicato também veio cedo, em 2002, tornando-se a primeira mulher no estado a assumir esse tipo de instituição. Hoje, é uma liderança na sua região.

Divulgação/Cepagro37 – Elisabeth Cardoso é agrônoma no CTA-ZM (Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata) e é coordenadora do Grupo de Trabalho de Mulheres da ANA (Articulação Nacional de Agroecologia). É um dos principais nomes na luta contra as desigualdades sofridas por mulheres da agricultura familiar ou de outros movimentos agroecológicos. Também é militante na Marcha Mundial de Mulheres, criada em 2002.

Divulgação/Rede de Pesquisa e Inovação em Leite38 – Elizabeth Nogueira Fernandes tomou posse em setembro do cargo de chefe geral da Embrapa Gado de Leite, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária localizada em Juiz de Fora (MG). Ela é a primeira mulher a chefiar a unidade criada em 1976. A engenharia florestal é pesquisadora desde 1994, sendo pós-doutora em economia do meio ambiente pela Unicamp (Universidade de Campinas).

39 – A engenheira de alimentos Elizabeth Pacheco Batista Fontes é a diretora científica da Fundação Arthur Bernardes de apoio à Universidade Federal de Viçosa (MG). Pós-doutora pela pela North Carolina State University, nos Estados Unidos, conduziu trabalhos pioneiros. Suas pesquisas a colocam em posição de vanguarda em mecanismo de defesa das plantas que contribuem para a melhoria dos cultivos, entre eles uma sinalização antiviral inédita no mundo.

Divulgação/Cesb40 – Elizana Baldissera Paranhos é membro do Cesb (Comitê Estratégico Soja Brasil), que reúne pesquisadores e empresas na realização anual do Desafio de Produtividade. A adesão foi na safra 2014/2015 quando produziu 122 sacas por hectare, ante a média nacional de 61 sacas, levando para casa o prêmio para a região Sudeste. Produtora e engenheira agrônoma com mestrado na Universidade de Tecnologia e Agricultura de Tóquio, no Japão, passou a ser cada vez mais requisitada para contar como elevar a produtividade nas fazendas, tornando-se uma referência.

41 – Eloisa Garcia assumiu a diretoria geral do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos, em Campinas (SP), em 2019, depois de 38 anos como pesquisadora. É autora de 33 artigos completos publicados, 18 trabalhos em anais, 11 livros e 32 capítulos de livros. O instituto criado em 1963 pelo governo paulista é referência em embalagem, transformação, conservação e segurança de alimentos e bebidas. Entre as áreas de atuação, uma das mais importantes é a de saúde do consumidor.

Arquivo Pessoal42 – A advogada Emanuele de Almeida assumiu a presidência do Indea-MT (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso ) em janeiro deste, um dos organismos de controle sanitário mais importantes do país por monitorar o maior rebanho bovino brasileiro: 30,9 milhões de animais.  Experiente – ela está há sete anos no órgão – promete um movimento de desburocratização e descentralização, em busca de maior celeridade às demandas dos produtores mato-grossenses.

43 – Érika Bannwart é dona da fazenda do Engenho, no município de Pirajuí (SP), uma referência na criação de angus e nelore. Mas seu nome hoje está fortemente associado a uma iniciativa que ajuda as produtoras de gado a gerenciar o negócio. Foi ela que ajudou a criar e hoje é presidente do GPB Rosa (Grupo Pecuária Brasil Rosa), mirando a troca de informações e conhecimentos específicos entre mulheres que atuam no agronegócio. De sete mulheres no início hoje são cerca de 100. O grupo é uma extensão do GPB, onde entram homens e mulheres.

Reprodução/Twitter44 – A zootecnista Eveline Alves, doutora em produção de ruminantes pela UFLA (Universidade Federal de Lavras), criou no Instagram o perfil Priori Agro. Hoje, ela tem cerca de 18 mil seguidores interessados em temas recorrentes em sua comunicação: o valor dos alimentos, os mitos e como a ciência tem respondido aos desafios da sustentabilidade no campo. Nas mãos da influencer, temas complicados para leigos se transformam em equações simples de entender.

Reprodução/UC Davis Graduate School of Management

45 – A engenheira agrônoma Fabiana Alves está no Rabobank desde 2007, instituição de raízes corporativas especializado em finanças para o campo e que vem fomentando fortemente uma agenda ESG. Passou por vários cargos, até assumir a diretoria de Corporate Clients em abril de 2019. Ela é responsável pelas áreas de trade commodity finance, wholesale e international. Diretora executiva há sete anos, sendo quatro pela área comercial rural, antes de assumir o atual cargo de diretora de wholesale.

Divulgação/Embrapa46 – Fabiana Villa Alves é zootecnista e doutora em ciência animal e pastagem. Integrou a equipe da Embrapa, na unidade Gado de Corte, que desenvolveu a inédita metodologia para a produção da Carne Carbono Neutro. No início deste ano, foi convidada pela ministra Tereza Cristina para assumir o cargo de coordenadora-geral de Mudanças do Clima e Agropecuária Sustentável, na secretaria de inovação e desenvolvimento rural. Integra, por exemplo, a equipe de analistas do Plano Operacional para o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono).

47 – Fernanda Macitelli Benez, que é zootecnista e doutora na área de comportamento e bem-estar animal, vem formando uma legião de jovens estudantes como orientadora de teses na Universidade Federal de Mato Grosso. Além disso, integra o Grupo Etco (Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal), criado na Unesp em 1983 e que tem como principal nome da ciência o professor Mateus Paranhos. Fernanda é uma fiel discípula.

Divulgação/Elanco48 – Fernanda Hoe, médica veterinária e mestre em ciência animal, deixou a diretoria de marketing da farmacêutica animal Elanco para a América, cobrindo geografias como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México, para assumir em setembro a diretoria geral da empresa no Brasil. Fernanda é primeira mulher a ocupar a mais alta posição na liderança de uma multinacional de saúde animal no país e na América Latina. Está na Elanco desde 2013, depois de ter passado cerca de três anos na também multinacional farmacêutica Pfizer.

49 – Flavia Barbosa Paulino da Costa é diretora executiva da exportadora mineira de café Guaxupé, empresa que fez 50 anos em 2020, e também é secretária do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), única mulher na equipe da presidência da entidade. Flávia segue a tradição do avô, Olavo Barbosa, que em 1979 fez o primeiro embarque do grão para o Canadá. Ela comanda a empresa que exporta cerca 1,5 milhão de sacas por ano, ficando entre as 10 maiores do setor no país.

Divulgação50 – Vice-presidente global de relações institucionais, reputação e sustentabilidade da BRF, e presidente do conselho de diretores da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, Grazielle Parenti tem uma pauta nas mãos que mobiliza todos os setores da sociedade. Políticas de ESG (sigla para ambiental, social e governança) é o foco de seu trabalho para acelerar o passo na agroindústria. Na BRF, ela está à frente do projeto “Visão 2030”, que prevê investimentos de R$ 55 bilhões em impacto social.

51 – Heloisa Collins foi professora universitária por quatro décadas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, antes de se tornar, em 2010, produtora de queijos de leite de cabra no Capril do Bosque, em Joanópolis (SP). Estudiosa por vocação, hoje é uma mestre queijeira referência nacional e ganhadora de vários prêmios internacionais, parte deles em concursos franceses. Desde o ano passado, também é secretária da Comissão Nacional de Queijos e Derivados Lácteos Artesanais da Abraleite (Associação Brasileira dos Produtores de Leite).

Reprodução/Research Gate52 – Henriette Monteiro Cordeiro de Azeredo é pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical, unidade localizada em Fortaleza (CE). Faz parte da lista dos pesquisadores mais influentes do mundo, de acordo com um estudo da Universidade de Stanford publicado no Journal Plos Biology. Ela coordena projetos em linha com as demandas do consumo atual, que passa pelo desenvolvimento de filmes e revestimentos biodegradáveis e comestíveis e no uso de nanoestruturas em materiais de embalagem.

Divulgação/Joner Campos53 – A pecuarista Ida Beatriz foi eleita presidente do Sindicato Rural de Cáceres (MT), no coração do Pantanal. É a primeira vez que uma mulher ocupa a cadeira, uma exceção em um mundo liderado por homens. De acordo com uma pesquisa realizada em 2020 pela DBO, plataforma especializada em pecuária, pouco mais de 100 mulheres comandam sindicatos rurais no país. Ida assumiu o cargo em maio do ano passado, em meio a uma das maiores secas e incêndios no bioma. Não por acaso, um dos focos do seu trabalho é diversificar a matriz econômica do Pantanal e fortalecer as brigadas de incêndio.

54 – Isabela Pascoal Becker é diretora de sustentabilidade da Daterra Coffee, no Cerrado Mineiro, desde 2003. Entre as fazendas de café, foi a primeira do país a receber o certificado da Rainforest Alliance e a obter o ISO 14001. Hoje, embora seja carbono negativo, o que significa mais sequestro do que emissão de gases de efeito estufa, a meta é aumentar o sequestro de CO2 em 50% até 2030. Segundo o Instituto Imaflora, as áreas de reflorestamento da propriedade já armazenam 1,2 milhão de toneladas de CO2 equivalente.

Divulgação/FSB55 – A catarinense Joanita Maestri Karoleski ​​é presidente do Fundo JBS pela Amazônia, uma associação sem fins lucrativos dedicada a financiar iniciativas e projetos no bioma. Ela também integra o conselho de administração da norte-americana Pilgrim’s Pride, outra companhia controlada pela JBS. Formada em Ciências da Computação e Informática, Joanita trabalhou na Bunge por 34 anos, indo depois presidir a Seara em 2015, cargo que ocupou até o ano passado.

56 – Juliana de Lavor Lopes é a diretora de ESG, Comunicação e Compliance da Amaggi, empresa controlada pela família Maggi. Formada em relações internacionais e comércio exterior, entrou na empresa há 15 anos no movimento de transformação e transparência da companhia, principalmente em pautas sócio-ambientais. Sua equipe foi responsável por algumas das principais iniciativas, entre elas a certificação da RTRS (Round Table on Responsible Soy), organização da qual Juliana é a vice-presidente no comitê executivo.

57 – Letícia Jacintho é pecuarista, filha de produtor rural e criadora do movimento De Olho no Material Escolar. A iniciativa, que começou a ganhar corpo nos últimos tempos, serve para detectar informações velhas, desatualizadas e mesmo incorretas sobre o agronegócio nos livros escolares, e assim promover um intercâmbio com professores e responsáveis por esses conteúdos. Letícia, que é administradora, já passou por instituições como os bancos Credit Agricole e BBM.

Divulgação/CNA

58 –  A advogada Lígia Dutra é diretora de relações internacionais da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), além de ampla experiência como conselheira de entidades como Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Conselho Empresarial Brasil-China e Câmara de Comércio Exterior. Ela é mestre em direito internacional e estudos jurídicos, o que a torna uma das vozes mais respeitadas no setor, no trato das análises de cenários das exportações do agro brasileiro.

59 – Lisiane Oliveira, que é secretária bilíngue e nutricionista, fundou a Novah Natural para produzir queijos de base vegetal, elaborados a partir da castanha do caju, entre eles frescal, mozzarela, provolone e cheddar. A empresa de produtos veganos nasceu em 2018, no bairro do Campeche, em Florianópolis (SC). Hoje, além dos queijos, ela fabrica sobremesas, como as tortas de frutas. Os produtos são destinados ao food service e também às lojas.

Divulgação/Agrifatto60 – Lygia Pimentel é médica veterinária e cientista econômica com passagens por empresas como XP Investimentos, Scot Consultoria e INTL FCSTone. Em 2011, decidiu abrir a sua própria empresa de consultoria, a Agrifatto, além de ser professora na bolsa de valores B3 e na Saint Paul Escola de Negócios. Lygia é especialista em inteligência de mercado agropecuário aplicada à administração de riscos de preços, com metodologia própria para a execução de programas de hedge. Desde junho, ela também é colunista da Forbes Agro.

Kalos Geromy/Governo do Maranhão61 – Lourdes Mendonça Santos Brefin é pós-doutora em mapeamento digital de solos e pesquisadora da Embrapa desde 1990. Entre 2009 e 2014 foi chefe-geral da unidade Solos, no Rio de Janeiro (RJ). Em 2016 assumiu a chefia geral da Embrapa Cocais, em São Luís (MA), retornando à chefia da Embrapa Solos neste mês de julho, instituição de referência internacional em solos tropicais. Como membro do ITPS (Intergovernamental Technical Panel on Soil), da FAO/ONU, atua fortemente em redes globais de pesquisa.

Divulgação/Chã de Jardim
62 – Luciana Balbino é historiadora e consultora de turismo de base comunitária. Seu trabalho como educadora de adultos e jovens do campo vem mudando a realidade de comunidades de seu estado, a Paraíba. Um dos projetos foi a criação do Restaurante Rural Vó Maria, em Areia, que serve pratos de produtos cultivados na própria comunidade e que impacta cerca de 200 famílias. Na linha do turismo criativo também foram criados roteiros, trilhas e atrações, como piqueniques na mata e sessões de relaxamento.

Divulgação/Lastrop
63 – Luciana Maria Papp é presidente da câmara ambiental do FSC (Conselho de Manejo Florestal, na sigla em inglês), organização sem fins lucrativos, criada para promover o manejo florestal responsável ao redor do mundo e que está presente em 75 países. É um dos selos verdes de certificação mais reconhecidos na setor comprador de madeira legal. Engenheira florestal e mestre no tema, atua amplamente na área de recursos da floresta. No país, o FSC tem 7,6 milhões de hectares certificados na modalidade de manejo florestal.

Divulgação/Congresso Abre64 – Luciana Salton, quarta geração de produtores gaúchos de uvas e vinhos, é a primeira mulher em um cargo de direção na vinícola que tem 110 anos de mercado, com sede em Bento Gonçalves. Administradora, passou por outras empresas antes de entrar na companhia em 2007. Segundo pesquisa da Wine Intelligence, entidade inglesa especializada no estudo do mercado de vinhos, a marca comandada por Luciana e seus dois primos, é a mais relevante do país para o consumidor.

Divulgação/CNA65 – A bióloga Luiza Dantas Santiago, de Belo Horizonte, criou uma marca de chocolate, a Kalapa, que utiliza cacau cultivado no bioma Mata Atlântica por produtores do assentamento Dois Riachões, em Ibirapitanga (BA). A rastreabilidade, no método ‘ bean to bar’, vai da amêndoa à barra. Por dois anos, seu chocolate ficou entre os primeiros colocados no Prêmio CNA Brasil Artesanal. Em 2019 estava entre os cinco primeiros, neste ano ficou em segundo lugar.

Reprodução/Linkedin66 – Em novembro, a engenheira agrônoma Malu Nachreiner assume o mais alto cargo da multinacional alemã Bayer no Brasil: será a presidente da companhia, além de continuar líder da divisão agrícola. É a primeira mulher a ocupar a presidência, cargo há 36 com o espanhol Marc Reichardt. Ela começou como estagiária na Monsanto em 2004, comprada pela Bayer em 2018. Já ocupou cargos nas áreas de vendas, marketing e gerenciamento de produtos. Agora, sua missão é buscar sinergias entre as três divisões da empresa (Crop Science, Consumer Health e Pharmaceuticals).

Divulgação/Cacau do Céu67 – Marcela Monteiro, produtora de cacau em Ilhéus (BA), chocolate maker e a proprietária da Cacau do Céu. Em 2020 foi destaque da 5ª edição da campanha #MulheresRurais, a mais recente realizada pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), com o objetivo de dar visibilidade às mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes. A marca Cacau do Céu foi criada em 2008 e segue sua produção na linha tree to bar (da árvore à barra) e bean to bar (do grão à barra).

Divulgação/SRM68 – A zootecnista Maria Iraclézia de Araújo é presidente da Sociedade Rural de Maringá (PR), região com forte produção agropecuária. Está no quinto mandato, mas o primeiro foi em 2008, na época um fato inédito para uma mulher. Nascida no sertão do Ceará e filha de produtor rural, também foi a primeira mulher a se formar na Escola Agrotécnica Federal de Iguatu, no estado, tornando-se mais tarde também professora universitária.

Claudio Bezerra/Embrapa69 – Pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia desde 1989, Maria Fátima Grossi de Sá é presidente da Sociedade Brasileira de Biotecnologia, organização sem fins lucrativos que se dedica em promover a biotecnologia para o benefício da sociedade. Pós-doutora pela University of California of San Diego, tem como principais temas de estudo proteínas de defesa vegetal, proteínas inseticidas, interação molecular planta-praga e ativos biotecnológicos aplicados ao agronegócio.

Divulgação/Instituto Millenium70 – Maria Stella Damha, presidente da Damha Agronegócio, unidade de negócios do grupo Encalso Dahma, criado nos anos 1960. Além de fazendas em São Paulo, Goiás e Minas Gerais, atua nas áreas de engenharia, energia e setor imobiliário. O grupo foi pioneiro no uso de pivô central para a irrigação em fazendas de criação de gado, no início do movimento de integração lavoura-pecuária. Maria Stella assumiu o agro em 2002, investindo fortemente no cultivo de grãos, como soja, milho, além de cana-de-açúcar.

Divulgação/Fiesp/Sindimilho71 – Mariana Falcão, CEO da marca vegetariana Mr. Veggy desde 2008, é administradora. Aos 26 anos, assumiu a empresa de hambúrgueres, salsichas e salgados clássicos brasileiros, como a coxinha, criada por seus pais em 2004, no interior de São Paulo, em Santana de Parnaíba. A empresa foi uma das pioneiras no país a ofertar esse tipo de alimento, que é artesanal, e pode ser encontrado congelado em redes de varejo. Em 2018, Mariana fez parte da lista Under 30 da Forbes, que destaca feitos de jovens com até 30 anos de idade.

Divulgação/Beckheuser72 – Mariana Soletti Beckheuser, 40 anos, é presidente executiva da Beckhauser, empresa de equipamentos para contenção na pecuária, fundada nos anos 1970, e que foi pioneira em estudos de bem-estar animal em currais. A marca mudou o conceito de contenção de bovinos no Brasil, apostando em BEAH (Bem-Estar Animal e Humano). Embora a empresa tenha sido fundada pelos homens da família, ela assumiu a frente dos negócios em 2018 como parte de um processo de sucessão estruturado e profissionalizante.

Forbes73 – Filha de agricultores em Minas Gerais, Mariana Vasconcelos, junto com dois amigos, fundou sua startup, a Agrosmart, em 2014, para desenvolver soluções em agricultura digital. É uma das figuras mais requisitadas deste universo, pela história que construiu. Aos 23 anos já era estudante na Universidade na Califórnia, ligada à Nasa, a agência espacial americana. E ela nunca mais parou. Foi eleita pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) como uma das jovens mais inovadoras do mundo, pela Fast Company como uma das 100 pessoas mais criativas e foi Forbes Under 30 em 2019.

Divulgação/Embrapa74 – Mariangela Hungria da Cunha faz parte do comitê coordenador da Fundação Bill & Melinda Gates para projetos de fixação biológica do nitrogênio, sua maior especialidade, na África, Argentina, México, Peru, Espanha, Austrália e França. Com esse tema, ela já fez cerca de 700 publicações e lançou mais de 20 tecnologias. Pesquisadora da Embrapa Soja, em Londrina (PR), a engenheira agrônoma está na lista dos pesquisadores mais influentes do mundo, de acordo com a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Divulgação/Rede ILPF75 – Marize Porto é dona da fazenda Santa Brígida, em Ipameri (GO), que se tornou uma referência nacional em ILPF (Integração Lavoura Pecuária Floresta). Isso porque, ortodontista de profissão, ela assumiu a propriedade sem ter experiência no campo, mas a abriu para inúmeras pesquisas da Embrapa, principalmente. Os dias de campo para a difusão da técnica chegam a receber mais de mil produtores, pesquisadores e técnicos, por edição.

Divulgação76 – Aos 31 anos, Micheli Bresolin Jacoby assumiu em março a presidência da Coomafitt (Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas), no Rio Grande do Sul. É a mais jovem liderança a ocupar o cargo, mas não é uma novata. Aos 24 anos, já era a coordenadora da produção de alimentos da cooperativa e na sequência foi vice-presidente. A Coomafitt tem 15 anos e reúne 223 famílias que produzem 6,4 mil toneladas de 88 variedades de alimentos
vendidos sem atravessadores.

Divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo77 – Monika Bergamaschi é engenheira agrônoma e mestre em engenharia de produção agroindustrial. Foi a primeira da família a escolher as ciências agrárias, daí a sua vocação para uma comunicação não violenta e muito didática com qualquer interlocutor, para que ele entenda de fato o agronegócio. Hoje na Abag-RP (Associação Brasileira do Agronegócio de Ribeirão Preto), um dos principais polos de produção agrícola, seu trabalho se destaca. Ela está à frente do projeto educacional “Agronegócio na Escola”, iniciativa que desde 2000 já impactou 256 mil alunos do estado de São Paulo.

Divulgação/Embrapa78 – Morsyleide de Freitas Rosa, pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical, no Ceará, é a coordenadora do Pronex (Núcleo de Excelência em Tecnologia da Biomassa) e também líder do Projeto Métodos e processos para aumento da escala de preparação de nanoprodutos de interesse do agronegócio, da Rede AgroNano (Rede de Nanotecnologia para o agronegócio). O projeto mantido pela Embrapa reúne 150 pesquisadores de várias unidades da instituição e de universidades.

79 – Norma Rampelotto Gatto, produtora de soja em Mato Grosso, não comanda entidades, não é pesquisadora e nem ganhou algum prêmio espetacular. No entanto, é uma figura presente em palestras e encontros nos quais ouví-la é uma decisão sábia. Norma ganhou relevância como uma mulher que superou a morte do marido e transformou as três propriedades em referência de gestão e produção. Como muitas mulheres que hoje comandam sozinhas fazendas por todo o país. Segundo o IBGE, são 947 mil.

80 – Priscila Vansetti Machado é engenheira agrônoma formada pela Esalq/USP e ​​especialista em executive management e global strategy leadership pela Wharton School (Universidade da Pensilvânia). Já foi presidente da DuPont no Brasil, passou por empresas como Suzano e Dialogue, e desde 2017 é vice-presidente da Corteva Agriscience, em Indianapolis, nos Estados Unidos, um dos dois escritórios globais de onde comanda a diretoria de estratégia global e desenvolvimento de negócios.

Leticia Moreira81 – Em 2009, aos 23 anos, Priscila Quirós iniciou um projeto de criação de cordeiro no interior de São Paulo. A empresa Quirós Gourmet, voltada à alta gastronomia, e da qual é CMO, nasceu em 2015, ano em que integrou a lista Forbes Under 30, projeto que destaca talentos em suas áreas de atuação. Hoje, ela é uma referência no setor. Além disso, é especializada em mercados de luxo pelo Instituto Marangoni, na Itália, e chef de cozinha com passagem pela Le Cordon Bleu, na Espanha.

Divulgação/Inae82 – A advogada especializada em direito corporativo e mercados de capitais, Raphaella Gomes, é CEO da Raízen Geo Biogás há quase três anos. Está no setor de bioenergia desde 2017, mas em seu currículo tem sete anos de Shell Oil Company. Ela também é uma ativista do setor. Ocupa a vice-presidência do conselho da ABBI (Associação Brasileira de Bio Inovação) e é conselheira da ABiogás (Associação Brasileira do Biogás).

Divulgação83 – Rafaela Gontijo Lenz passou por empresas como Johnson & Johnson e World Trade Center, antes de fundar a Nuu Alimentos, em 2015, abreviação para a expressão mineira “Nooossa Senhooora”. O produto, claro, é o pão de queijo. Por causa das práticas sustentáveis, entrou para a lista das 50 empresas do mundo que receberam o título “UN Best Small Business: Good For All”, concedido em conjunto com a United Nations, vertical das Nações Unidas para sistemas alimentares.

Divulgação/Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio84 – A administradora Renata Camargo, executiva do Transamérica Expo Center, não possui nenhuma formação em ciências agrárias ou qualquer competência que se aproxime da lida no campo. Mas ela tem feito a diferença no agro. Há seis anos, está em suas mãos a viabilização e gestão do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, evento pioneiro que inspirou centenas de mulheres em todo o país a organizar núcleos, grupos e redes sociais.

85 – Renata Nascimento é gerente de pesquisa e desenvolvimento em Inovação Plant Based da Seara desde 2918, empresa controlada pelo Grupo JBS. Doutora em Tecnologia de Alimentos, há cerca de duas décadas trabalha com produtos cárneos. A primeira linha de plant based da empresa veio em 2019, tendo como parceiro o Incrível Lab, hub de inovação da marca para produtos vegetais que tem como tarefa antecipar tendências mundiais no consumo de alimentos.

ZZn Peres/Divulgação86 – Ruth Villela de Andrade, nasceu agropecuarista. Descendente da família Junqueira, que começou a formar a raça de cavalos mangalarga no início dos 1800, nos últimos 15 anos ela vem se dedicando a um tema pouco explorado no país: o uso desses animais não domados para a realização de coaching e constelações sistêmicas que podem ser, por exemplo, sobre liderança, família ou carreira. Especializou-se no tema rodando o mundo em pesquisas na França, México, França, Argentina, Peru, Alemanha e Chile.

Divulgação/Unoeste87 – Saile Dayene Farias é engenheira agrônoma e professora dos cursos de agronomia, agronegócio e zootecnia na Universidade do Oeste Paulista, além de líder do Gepai (Grupo de Extensão e Pesquisa em Agricultura Irrigada). Mas, nos últimos anos, quem está fora das salas de aula também desfruta de seus saberes. Junto com o irmão, tornou-se influencer digital. A página Jovens do Agro, no Instagram, tem cerca de 30 mil seguidores que a acompanham na lida, na contação de história e, principalmente, nos desafios dos profissionais das ciências agrárias.

Reprodução/IICA88 – Simone Silotti é agricultora em Mogi das Cruzes (SP), onde produz verduras e hortaliças. Ao passar por dificuldades financeiras, ela criou o “Faça um bem Incrível”, projeto que associa agricultores e instituições que colaboram com pessoas vulneráveis e que acaba de receber o prêmio “A Alma da Ruralidade”, do IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura), destinado valorizar produtores e iniciativas que fazem a diferença no campo da América Latina e do Caribe.

89 – Sonia Ambar Amaral é CEO da Ambar Amaral, dona da marca Brazilian Fish, empresa em Santa Fé do Sul (SP), verticalizada em áreas da barragem de Ilha Solteira, nas águas do rio Paraná. Vai da criação em redes, ao abate e comércio. Em 2019, ganhou da Associação Peixe Brasil, entidade que representa o setor, o Prêmio Inovação Aquícola. Referência em gestão, ela opera em um dos principais polos do país na criação de tilápia: a região colhe 30 mil toneladas por ano e R$ 1 bilhão em movimento financeiro.

Reprodução/CRMV90 – Sula Alves foi eleita no início deste ano coordenadora do Grupo de Trabalho de Sustentabilidade e Meio Ambiente do Conselho Mundial da Avicultura (IPC, sigla em inglês), com sede em Colonia, na Alemanha. São 31 países membros e mais de 53 associados, representando 88% da produção e 95% do comércio global de carne de aves. Sula é zootecnista, doutora em agronomia, pesquisadora da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) e diretora técnica da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).

91 – Suzana Muterle Viccini é presidente do Núcleo de Mulheres do Agro Oeste da Bahia, uma das regiões mais produtivas e de uso intenso de tecnologias de produção. Ao contrário de muitos grupos informais, o núcleo que nasceu em 2016 passou a funcionar como uma associação de classe registrada e com estatuto a partir de 2018. Assim, as 30 produtoras desse projeto estão estruturando mais rapidamente as troca de experiências,  atuações integradas em gestão, ações sociais, ambientais e outras parcerias.

Divulgação/OCB92 – A advogada catarinense Tânia Zanella deixou, em agosto, o cargo de gerente geral da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), para ocupar um posto ainda mais importante. Ela assumiu a superintendência da entidade, cargo abaixo do presidente. O Brasil possui 4.868 cooperativas e 17,1 milhões de cooperados, dos quais 40% são mulheres. Dos sete setores do sistema OCB, o agronegócio responde por 1,1 mil cooperativas e 1 milhão de cooperados.

93 – Entre a vida executiva em qualquer metrópole do mundo, e a lida no agro, Tatiana Peebles escolheu a segunda opção. É ela que comanda a Yaguara Ecológico, em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco, uma propriedade onde produz café, mel e presunto cru, a estrela da casa inspirado no pata negra espanhol, uma iguaria típica do país ibérico. A receita deu certo. Não acaso, o produto está na mesa de grandes chefs da cozinha nacional, entre eles Alex Atala e Roberta Sudbrack.

Divulgação/SRB94 – Terceira geração no agronegócio, a pecuarista e socióloga Teka Vendramini foi eleita em 2020 a primeira mulher presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira), associação fundada em 1919. O foco de sua gestão tem sido temas socioambientais, principalmente.  Na lida do campo Teka trabalha com melhoramento genético, qualidade de pastagem e bem-estar animal em propriedades localizadas em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Antonio Araujo/Mapa95 – A ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina, é engenheira agrônoma e trabalhou por dez anos na propriedade da família, em Mato Grosso do Sul, antes de iniciar sua vida política. À frente da pasta desde 2019, ela tem marcado seu trabalho pela abertura de novos mercados para os produtos brasileiros, a integração da agricultura familiar nas políticas de agro e a preparação do país para encontros internacionais, como a COP-26 em novembro.

96 – Thais Fornicola Neves é diretora de operações agroindustriais da Raízen para etanol, açúcar e bioenergia, um dos maiores grupos do setor no país. Engenheira elétrica, está na empresa há 11 anos, mas o atual cargo assumiu em janeiro. É a primeira vez que uma mulher ocupa a cadeira. Mas antes disso, Thais já havia feito o mesmo: em 2020 ela se tornou gerente de polo industrial, cargo também pela primeira vez com uma mulher.

Reprodução/USP97 – A engenharia agrônoma, Tsai Siu Mui, pós-doutorada em ecologia e em estudos genéticos da fixação biológica de nitrogênio, hoje é vice-diretora do Cena/USP (Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Universidade de São Paulo). Suas pesquisas estão voltadas para interação planta-microrganismos, simbioses, marcadores moleculares, sequenciamento de genomas, genes de defesa em plantas, ecologia microbiana, desmatamento e conversão do uso da terra com foco nos ciclos biogeoquímicos.

98 – Vanessa Alcolea é médica veterinária, mestre em microbiologia e vice-presidente da Guilde Internationale des Fromagers no Brasil, entidade que reúne a indústria de laticínios. Também é mestre queijeira e gerente técnica da queijaria Pardinho Artesanal. Em setembro, os queijos que manipula receberam quatro prêmios internacionais na 5ª edição do Mondial du Fromage et des Produits Laitiers de Tours, premiação mundial de queijos.

Divulgação99 – Vanessa Sabioni é filha de produtor rural em Minas Gerais, engenheira agrônoma e mestre em fitopatologia pela Universidade de Viçosa. Por cerca de oito anos de vida acadêmica os estudos se concentraram sobre o manejo de fitonematoides. Em 2017, criou o portal Agromulher como um espaço de debates, eventos digitais e exposição de conteúdos relacionados à presença feminina no setor. Neste ano, a startup ganha um marketplace com produtos e serviços que vão de jardinagem a telemedicina e assessoria jurídica.

Arquivo_pessoal100 – Zênia Aranha da Silveira, 75 anos, presidiu a Comissão de Produtoras Rurais da Farsul (Federação de Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul) por 20 anos. Deixou a função em 2019. Foi uma ativista da causa da mulher rurais em sua formação técnica, na busca por melhores tecnologias e no incansável trabalho de mostrar que a ela pode ser o que quiser. Provavelmente, o atual movimento de valorização da mulher no agronegócio seria mais pobre, ou estaria mais atrasado, sem o trabalho de Zênia. Por isso ela foi a escolhida para fechar a primeira lista da Forbes Brasil “100 Mulheres Poderosas do Agro”, por representar um mundo em constante evolução.

 

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