Brasil vai vacinar 78 milhões de bovinos com até 2 anos de idade

Começa em 1º de novembro a segunda etapa da campanha contra febre aftosa, uma doença que não afeta humanos, mas que pode trazer grandes prejuízos aos produtores.

Redação
Compartilhe esta publicação:
Adaf/divulgação
Adaf/divulgação

Campanha de vacinação contra a febre aftosa recomeça em 1º de novembro

Acessibilidade


Na segunda-feira (1º), começa a segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa. Deverão ser vacinados cerca de 78 milhões de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade. A vacinação ocorrerá na maioria dos estados brasileiros, conforme o calendário nacional de vacinação.

Das 19 unidades da Federação que fazem a vacinação neste período, no Amazonas e em Mato Grosso participam apenas os municípios que ainda não têm reconhecimento de áreas livres de febre aftosa sem vacinação.

LEIA TAMBÉM: COP-26: União Europeia vai pressionar nações ricas a aumentarem financiamento climático

Além de vacinar o rebanho, o produtor – que é o responsável por toda operação – deve também declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação é feita online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos de serviço veterinário estadual.

Quem não precisa de vacinação
Os estados do Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e parte do Amazonas e de Mato Grosso são reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação, sendo proibida a aplicação e comercialização da vacina nessas regiões.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Conforme o Plano Estratégico do Pnefa 2017-2026, o Brasil segue executando as ações para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação. A febre aftosa exige esforços constantes dos produtores rurais e das autoridades sanitárias para evitar a sua reintrodução no país. A doença afeta bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos e traz prejuízos e restrições na comercialização de produtos pecuários.

A meta é que todo o território brasileiro seja considerado livre de febre aftosa sem vacinação até 2026. Atualmente, em torno de 70 países têm esse reconhecimento pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). O último foco da doença no Brasil ocorreu em 2006. Desde 2018, todo o território brasileiro é reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa (zonas com e sem vacinação) pela OIE. (Com Mapa)

Compartilhe esta publicação: