CTNBio aprova farinha de trigo transgênico cultivado na Argentina

Cereal geneticamente modificado é tolerante à seca e a um herbicida amplamente aplicado.

Redação
Compartilhe esta publicação:
Agustin Marcarian/Reuters
Agustin Marcarian/Reuters

A aprovação do produto de trigo transgênico da Argentina, tolerante à seca e a um herbicida amplamente aplicado, foi a primeira desse tipo no mundo

Acessibilidade


A CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) aprovou por unanimidade hoje (11) importações pelo Brasil de farinha de trigo argentino produzida a partir de cereal geneticamente modificado.

A aprovação do produto de trigo transgênico da Argentina, tolerante à seca e a um herbicida amplamente aplicado, foi a primeira desse tipo no mundo.

LEIA TAMBÉM: Castrolanda anuncia recorde de R$ 5 bilhões em receita antes do ano terminar

O aval, dado a pedido da Tropical Melhoramento Genético, parceira da argentina Bioceres, foi dado mesmo diante de ameaças de moinhos brasileiros de deixar de comprar trigo da Argentina, no caso de uma aprovação do produto transgênico.

O Brasil, um importador líquido de trigo, é o principal comprador de trigo da Argentina.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

“A decisão foi de uma agência técnica, mas é importante ver o que o mercado brasileiro quer. Parece que os consumidores no Brasil não querem trigo transgênico”, disse Gustavo Idigoras, chefe da Câmara de Exportadores de Grãos da Argentina (CIARA-CEC).

Cerca de 55 mil hectares na Argentina foram plantados com trigo transgênico em caráter experimental, de acordo com divulgações da empresa.

A Bioceres não começará imediatamente a comercializar seu trigo transgênico no país sul-americano, apesar de o Brasil ter aprovado a venda de farinha feita com o cereal geneticamente modificado, disse uma fonte da empresa que pediu para não ser identificada.

A Argentina aprovou no final do ano passado o trigo HB4 da Bioceres, mas destacou que ele só poderia ser vendido aos produtores argentinos quando a variedade fosse aprovada pelo Brasil, destino de metade das exportações do grão argentino.

A fonte da Bioceres observou que a empresa buscará a aprovação de outros destinos alimentares importantes antes de lançar comercialmente o produto, e que continuará a produzir sementes de grãos sob condições restritas. (Com Reuters)

Compartilhe esta publicação: