Exportação de café verde cai 25% em outubro, diz Cecafé, que vê gargalo logístico até 2022

Considerando o produto industrializado, os embarques totais de café chegaram a 3,43 milhões de sacas em outubro.

Redação
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Paulo Whitaker/Reuters
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Segundo o presidente do Cecafé, Nicolas Rueda, a queda no volume das exportações reflete a continuidade dos conhecidos gargalos logísticos

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A exportação de café verde do Brasil atingiu 3,12 milhões de sacas de 60 kg em outubro, queda de 25,2% ante o mesmo mês de 2020, disse hoje (12) o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café), citando problemas logísticos para embarque que devem se manter até 2022.

As vendas externas do grão arábica alcançaram 2,88 milhões sacas, recuo de 22% na mesma comparação, enquanto as exportações de café robusta caíram 50,4% para 233,52 mil sacas.

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Considerando o produto industrializado, os embarques totais de café chegaram a 3,43 milhões de sacas em outubro, redução de 23,8% no comparativo anual.

Segundo o presidente do Cecafé, Nicolas Rueda, a queda no volume das exportações reflete a continuidade dos conhecidos gargalos logísticos no comércio marítimo mundial, como falta de contêineres.

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“O cenário é preocupante porque especialistas do setor, com os quais nos reunimos em diversos eventos nacionais e internacionais, apontam que esses entraves devem se arrastar durante 2022”, disse ele em nota.

Outra preocupação apontada por ele no que se refere aos gargalos na logística é a elevação dos custos, que têm contribuído para fortes altas nos índices de inflação.

Para Rueda, a indisponibilidade de insumos essenciais ao agronegócio no Brasil e uma escalada nos preços começa a preocupar os produtores como um todo.

“Logicamente, o setor cafeeiro não é poupado dessas aflições.”

No acumulado de 2021 até o fim de outubro, o Brasil exportou café para 119 países. Os Estados Unidos seguem como os principais importadores, com a aquisição de 6,468 milhões de sacas, montante praticamente estável em relação ao mesmo intervalo em 2020, que representou 19,4% dos embarques totais do país até o momento.

A Alemanha, com representatividade de 16,5%, importou 5,474 milhões de sacas (-8,2%) e ocupou o segundo lugar no ranking. Na sequência, vêm Itália, com a compra de 2,383 milhões de sacas (-7,7%); Bélgica, com 2,270 milhões (-22,6%); e Japão, com a aquisição de 2,074 milhões de sacas (+12,5%). (Com Reuters)

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