Fundecitrus indica quebra mais acentuada na safra de laranja em São Paulo e Minas Gerais

O recuo na expectativa versus a previsão inicial de safra é de 10,21%, o equivalente a uma redução de 30 milhões de caixas.

Da Reuters
Compartilhe esta publicação:
Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Trabalhadores carregam caminhão com laranjas produzidas em uma fazenda em Limeira, no interior de São Paulo

Acessibilidade


A safra de laranja 2021/22 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro foi estimada em 264,14 milhões de caixas hoje (10), queda de 1,39% ante a projeção anterior, com os pomares ainda sentindo o impacto da seca e das geadas, segundo avaliação do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura).

Inicialmente, o Fundecitrus estimava um aumento na produção de laranja ante a fraca safra do ciclo anterior na região que é a principal fornecedora da fruta para a indústria do Brasil, o principal exportador global de suco de laranja.

Acompanhe em primeira mão o conteúdo do Forbes Money no Telegram

O recuo na expectativa versus a previsão inicial de safra é de 10,21%, o equivalente a uma redução de 30 milhões de caixas, pontuou o órgão de pesquisas.

Na temporada anterior (2020/21), a produção somou 268,63 milhões de caixas de 40,8 kg.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Os efeitos das condições climáticas explicam a nova reavaliação da safra. “De maio a novembro de 2021, as chuvas ficaram 31% abaixo da média considerando todo o parque citrícola, com déficit em 11 das 12 regiões”, segundo o Fundecitrus.

“A seca intensa e as consecutivas geadas observadas em julho prejudicaram o crescimento das laranjas e aumentaram a queda prematura de frutos”, disse o coordenador da PES (Pesquisa de Estimativa de Safra) do Fundecitrus, Vinícius Trombin, em nota.

A indústria brasileira já havia antecipado um tombo nos estoques finais de suco em 2021/22 em função dos problemas climáticos. Em setembro, projetou queda de 46% no volume armazenado, segundo dados divulgados pela associação CitrusBR.

“A estiagem reduziu o nível dos rios e reservatórios a ponto de prejudicar a disponibilidade de água até mesmo para os pomares com sistema de irrigação instalado, que abrangem mais de 30% da área do cinturão citrícola”, acrescentou Trombin.

A gravidade da seca só começou a diminuir em outubro, único mês desde o início da safra em que as chuvas superaram a média histórica.

Segundo comunicado do Fundecitrus, a queda prematura de frutos aumentou em outubro e novembro após o retorno das chuvas.

A colheita avançou e, em meados de novembro, chegou a 65% da produção total, mas ainda está em ritmo mais lento devido às condições climáticas desfavoráveis e à maior concentração de frutos de segunda florada, disse o Fundecitrus.

“A colheita realizada até novembro foi de frutos miúdos e, apesar da expectativa de melhora no peso de agora em diante em função das chuvas, na média geral, a safra deve se encerrar com laranjas de tamanho bastante atípico, 142 gramas por fruto, 16% menor do que o das últimas cinco safras.”

Compartilhe esta publicação: