AgroGalaxy conclui compra da Agrocat e vê espaço para mais uma aquisição em 2022

Objetivo da companhia é continuar crescendo organicamente.

Reuters
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Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Com a nova aquisição, o AgroGalaxy passa a ter 144 lojas no total

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A AgroGalaxy, uma das maiores plataformas de varejo de insumos agrícolas e serviços para o agronegócio, anunciou ontem (10) a conclusão da compra de 80% do capital social da Agrocat e vê espaço para mais uma aquisição neste ano, disse um executivo da empresa à Reuters.

Antes da Agrocat Distribuidora de Insumos, um negócio de mais de R$ 180 milhões, a AgroGalaxy comprou mais recentemente a Ferrari Zagatto, do Paraná, e a Boa Vista.

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“É uma aquisição relevante. Não vejo a gente fazendo três aquisições novamente este ano, mas talvez mais uma”, disse o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da AgroGalaxy, Maurício Puliti.

Com a nova aquisição, o AgroGalaxy passa a ter 144 lojas no total, das quais 11 são da Agrocat, sendo três localizadas em Rondônia e oito, em Mato Grosso. Em 2021, o AgroGalaxy encerrou o ano com 133 lojas no país.

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A Agrocat cobre mais de 90 municípios, que totalizam uma área de quase 4 milhões de hectares e atuando nas culturas de soja, milho, girassol e feijão, entre outras. O faturamento nos últimos 12 meses findos em junho de 2021 totalizou R$ 835 milhões, sendo R$ 518 milhões em insumos e R$ 317 milhões em grãos, informou a AgroGalaxy.

Sem detalhar valores, Puliti afirmou que o objetivo da companhia é continuar crescendo organicamente o dobro do mercado.

“Para este ano estamos vendo um cenário desafiador do ponto de vista de oferta, mas com (resultado) líquido bom. O que está acima em termos de preço de insumos, mais do que compensa o que vai no volume”, disse o executivo citando firme demanda.

Segundo ele, uma estratégia que tem sido adotada pela empresa para garantir a oferta de agroquímicos é trabalhar muito próximo dos fornecedores.

“No ano passado, alguns produtos faltaram, como o (herbicida) glifosato. Mas enquanto o mercado assistiu a falta de cerca de 20% do glifosato, para nós faltaram 4%, devido ao nosso contato tão próximo com os fornecedores”, disse, ressaltando que esse comprometimento com a entrega contribui para que os produtores voltem a comprar da empresa neste ano.

A restrição na oferta de insumos ocorre, em geral, por dificuldade de matéria-prima no mercado global e o cenário foi agravado pela pandemia da Covid-19, que afetou a logística do mundo todo.

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