Agfintech TerraMagna projeta R$ 1,2 bilhão em crédito ao agro

Base do crescimento estimado está na demanda por crédito crescente do agro e na sinalização de esgotamento do crédito rural subsidiado.

Redação
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Krisanapong detraphiphat_Guettyimages
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Agronegócio é um forte demandante de crédito e deve permanecer assim

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A TerraMagna, agfintech de crédito e serviços financeiros ao agronegócio, fechou 2021 com cerca de R$ 700 milhões concedidos para a compra de insumos, como defensivos agrícolas, sementes e fertilizantes, com meta de R$ 1,2 bilhão para 2022.

“O agronegócio brasileiro teve um ano muito bom, apesar de todas as adversidades geradas pela pandemia”, diz Bernardo Fabiani, co-fundador e CEO da TerraMagna, especialista em concessão de crédito para o agronegócio. “A expectativa é que o mercado continue aquecido e em crescimento durante 2022.”

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Para suportar o crescimento, a agfintech, que tem entre os principais clientes as distribuidoras de insumos, produtores rurais, agroindústrias, tradings, cooperativas, securitizadoras e fundos de investimento, está abrindo 150 novas vagas até o final do ano, totalizando 264 funcionários. Em 2021 foram contratados 101 funcionários.

De acordo com Fabiani “todas as projeções pressupõem crescimento orgânico. Mas a empresa vem recebendo recursos e investimentos não estão fora do radar.

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No mês passado, a TerraMagna recebeu um aporte de R$ 220 milhões (U$$ 40 milhões), em novos fundos de capital e dívida do SoftBank Latin America Fund, Shift Capital e Milenio Capital, com a participação de investidores anteriores. Vale registrar que esse foi o primeiro aporte na agricultura mundial do SoftBank. Anteriormente, a empresa havia levantado U$$ 2,2 milhões da ONEVC, MAYA Capital, Accion Venture Lab, The Yield Lab e Canary. “Tivemos um crescimento substancial tanto no número de parceiros distribuidores, indústrias e cooperativas quanto da recorrência de uso dos sistemas de gestão que oferecemos”, afirma Fabiani. “O momento de mercado, por outro lado, também é fortuito: com a subida da taxa de juros, a alta dos preços dos insumos agrícolas e a sinalização de esgotamento do crédito rural subsidiado, a demanda por crédito privado no campo só aumentará.”

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