Venda de café do Brasil do ciclo 2022/23 alcança 32% do total que deve ser colhido

A consultoria ponderou, no entanto, que comercialização ainda segue acelerada na comparação com igual período do ano passado.

Reuters
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Juan Carlos Ulate/Reuters
Juan Carlos Ulate/Reuters

Ramo de pé de café

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A comercialização de café do Brasil da safra 2022/23 avançou para 32% do total projetado até a última terça-feira, um avanço de apenas um ponto percentual na comparação ao mês anterior, informou em nota hoje (11) a consultoria Safras & Mercado.

A consultoria ponderou, no entanto, que comercialização ainda segue acelerada na comparação com igual período do ano passado, quando os produtores haviam vendido apenas 21% da safra.

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O avanço, que acontece mesmo com preços mais altos, foi registrado principalmente no Sul e Cerrado de Minas Gerais e na região da Mogiana paulista.

“E o combo formado por vendas aceleradas, dúvidas produtivas e preços que não param de testar novas máximas serve de justificativa para essa postura mais curta do lado da venda. Os compradores também não demonstram muita agressividade, entre outras fatores por conta dos custos altos de ‘margeamento’ em bolsa”, afirmou na nota o analista Gil Barabach.

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“O fluxo de vendas da safra BR-22 tende a seguir bem compassado, com produtor alongando posições e atento a volatilidade de ICE e dólar, bem como monitorando as impressões produtivas e seus impactos no abastecimento. E só deve alterar essa postura curta se o preço do café cair de forma mais acentuada”, completou Barabach.

A comercialização do arábica chegou a 37% do potencial da safra, contra 28% em igual período do ano passado. No conilon, as vendas alcançam 19% do potencial produtivo, contra 9% em igual época de 2021.

A Safras pontuou que o interesse da indústria local, por conta do arábica caro e da mudança no blend, garante esse desempenho bem acima do normal.

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