ANP publica metas para compra de CBios; Vibra lidera, seguida de Raízen e Ipiranga

As metas determinam de quanto deve ser a redução, para 2022, de emissões de gases causadores do efeito estufa por cada distribuidora que comercializou combustíveis fósseis no ano de 2021.

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Paulo Whitaker/Reuters
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Os Cbios fazem parte do RenovaBio, que pretende ajudar na redução de emissões de gases do efeito estufa

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A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) publicou hoje (24) as metas obrigatórias individuais para compras de CBios (créditos de descarbonização) por distribuidoras de combustíveis em 2022, com Vibra, Raízen e Ipiranga respondendo pelos maiores volumes.

As metas determinam de quanto deve ser a redução, para 2022, de emissões de gases causadores do efeito estufa por cada distribuidora que comercializou combustíveis fósseis no ano de 2021.

A definição das metas ocorre após o mercado ter superado recentemente o patamar de R$ 100 por CBio, versus um preço médio de R$ 39,31 registrado em 2021, conforme publicação do Itaú BBA.

O valor médio do crédito no acumulado de 2022 até meados de março atingiu R$ 82,24, mais que o dobro do ano passado, segundo levantamento do Itaú BBA.

Conforme a publicação no Diário Oficial da União, a Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do Brasil, responderá pela maior parte das compras da meta global, recebendo a obrigação de adquirir 9,71 milhões de CBios, de um total de 36,7 milhões que as empresas de distribuição terão de comprar.

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A Raízen, joint venture de Shell e Cosan, tem a segunda maior meta de aquisição de CBios em 2022, com 6,926 milhões de créditos, seguida pela Ipiranga, com 6,74 milhões.

Petróleo Sabbá aparece em quarto, com 980 mil créditos, seguido pelo grupo Alesat, com cerca de 934 mil, segundo a publicação da ANP.

No ano passado, a Ipiranga apareceu à frente da Raízen em termos de obrigações de CBios, enquando a Vibra foi a maior compradora.

Cada CBio representa uma tonelada de dióxido de carbono que deixa de ser emitida. Os títulos, que fazem parte do programa RenovaBio e visam ajudar o Brasil a cumprir seus objetivos climáticos no Acordo de Paris, são emitidos por produtoras de biocombustíveis e devem ser aposentados por distribuidoras conforme suas metas anuais.

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Segundo análise do Itaú BBA, o volume de Cbios emitidos até a primeira quinzena de março totaliza 14,5% da meta anual.

Uma vez adquiridos esses créditos, as distribuidoras de combustíveis podem aposentá-los, ou seja, retirá-los definitivamente do mercado, impedindo qualquer negociação futura.

Apenas os CBios aposentados contam para o cumprimento das metas individuais anuais.

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