Como a pecuária pode ajudar a reduzir o metano, um dos gases de efeito estufa

Embrapa Pecuária Sudeste mostra em experimento que técnicas de manejo, boas práticas, uso adequado de insumos e bem-estar animal são a base para recuperar o meio ambiente.

Redação
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Gisele Rosso_Embrapa
Gisele Rosso_Embrapa

Recursos tecnológicos à disposição do setor estão recuperação de pastagens degradadas

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O Brasil assumiu o compromisso de reduzir 30% das emissões de metano até 2030, durante a 26ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP26, realizada no final do ano passado. Uma das unidades de pesquisa mais ativas no Brasil, a Pecuária Sudeste da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), localizada em São Carlos (SP), têm um a grande variedade de estudos  e investimento sobre emissões de GEEs (gases de efeito estufa) a partir de sistemas de produção de bovinos de corte e de leite. As pesquisas buscam metodologias para  baixar a emissão de gases como o metano, a fim de diminuir o impacto da atividade no clima.

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O centro de pesquisa trabalha com tecnologias tanto para mitigação de metano, como para mensurar as emissões, seguindo metodologia reconhecida internacionalmente.

Entre os recursos tecnológicos à disposição do setor estão recuperação de pastagens degradadas, boas práticas de manejo animal e vegetal, uso adequado de insumos, bem-estar animal, redução do ciclo de vida e manejo nutricional. Para o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, a adoção dessas tecnologias e boas práticas, como sistemas integrados, manejo intensivo das pastagens e uso de aditivos na nutrição animal, é capaz de compensar as emissões geradas pela pecuária e tornar o sistema de produção mais sustentável.

Em relação à mensuração de emissões, são realizadas coletas de metano dos animais por meio de uma canga tubular acoplada a um cabresto, colocado logo atrás da cabeça do bovino (Assista ao vídeo). A canga permanece por 24 horas armazenando os gases. Mais de 90% desses gases produzidos pelo gado são emitidos pela boca e narinas, pelo processo natural de eructação. Após o período, o tubo é retirado e vai para análises no laboratório. As coletas são feitas a partir de uma amostra de animais por um determinado tempo em diferentes estações do ano.

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Os resultados das pesquisas e avanços tecnológicos da Embrapa Pecuária Sudeste têm contribuído com as alternativas para adaptação e mitigação frente aos efeitos das mudanças do clima, colocando a descarbonização como meio para o desenvolvimento mais sustentável da pecuária brasileira.

Os experimentos realizados com animais na Embrapa Pecuária Sudeste passam pela avaliação da Comissão de Ética para o Uso de Animais (CEUA) e são conduzidos respeitando o bem-estar animal e os princípios éticos.

 

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