Bunge mostra como está rastreando seus fornecedores no Brasil

Empresa mostra como está trabalhando para monitorar seus fornecedores de soja no Cerrado

Redação
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Soja no cerrado
Wenderson Araujo_Trilux_CNA

Bunge monitora 64% das lavouras de soja de sua cadeia de suprimentos indireta no Cerrado

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A Bunge, multinacional do agronegócio e uma das maiores processadoras globais de soja, anunciou em seu relatório de sustentabilidade que superou suas metas relacionadas ao compromisso de não desmatamento, assumido em 2018.

Por meio do programa “Parceria Sustentável”, em que compartilha metodologias e ferramentas para revendas de grãos implantarem sistemas de avaliação socioambiental de seus fornecedores, a empresa já consegue monitorar 64% das lavouras de soja de sua cadeia de suprimentos indireta no Cerrado brasileiro, superando a meta de 50% estabelecida para 2022.

“Nosso compromisso de estar livre do desmatamento e da conversão de vegetação nativa em nossas cadeias de valor em 2025 é parte central de estratégia e planejamento de negócios – e é um elemento crucial de nosso plano de ação climática”, afirma a companhia em seu relatório. A Bunge tem a meta de atingir a totalidade do monitoramento dos volumes indiretos no Brasil até 2024. “Para garantir que as informações de rastreabilidade indireta sejam verificáveis, realizaremos auditorias de terceiros conforme apropriado.”

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O “Parceria Sustentável” foi lançado em 2021 e oferece serviços de imagem geoespacial independentes ou a estrutura da Bunge, sem custos às revendas do Cerrado.  Fora as ferramentas, a companhia também lançou um mecanismo de incentivo financeiro, com benefícios comerciais para as revendas à medida que eles avançam na rastreabilidade de seus fornecedores. A Bunge afirma que deve incluir no programa maior acesso a ferramentas e dados de monitoramento digital.

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A companhia também trabalha com programas semelhantes em outras áreas mundiais com grande risco de desmatamento, como o Chaco, localizado no Paraguai e Argentina, e regiões produtoras de palma no sudoeste asiático. “Nossa estratégia de negócios é construída em torno da crescente necessidade de nossos clientes e parceiros de fornecer soluções de baixo carbono para o mundo”, afirma Rob Coviello, VP global de sustentabilidade e assuntos governamentais.

Ocupando a sétima posição na lista das 100 maiores empresas do agronegócio do Brasil no ranking Forbes Agro 100, a Bunge está presente em cerca de 40 países, emprega 23 mil funcionários e teve receita de R$ 50,52 bilhões em 2020.

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