Foodtech quer captar R$ 1,3 milhão para investir no combate ao desperdício de alimentos 

Com o investimento, a Food To Save pretende expandir seu negócio para outras regiões do país e aumentar a base de consumidores de produtos próximos à validade.

Redação
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Olga Beliaeva_Getty
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Foodtech que vende alimentos próximos à data de validade quer expandir os negócios

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A Food To Save, foodtech criada em 2021 para vender sacolas de alimentos na capital paulista, município do grande ABC e Campinas (SP), anunciou na manhã de hoje (5), a abertura de uma rodada de equity crowdfunding para captar R$ 1,3 milhão via CapTable, a maior plataforma de investimentos em startups do Brasil.

A foodtech conecta restaurantes, padarias e hortifrutis com consumidores, para venda de produtos próximos à validade de vencimento e itens com pequenas imperfeições, aptos para o consumo. Eles são vendidos como “sacolas surpresa”. Os descontos podem chegar até a 70% do preço cheio. São alimentos produzidos e não vendidos e que demandam consumo imediato, como produtos próximos à data de validade e, todos aptos para consumo.

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A startup já comercializou cerca de 100 mil sacolas, evitando o descarte de 150 toneladas de alimentos, caso vencessem antes de serem consumidos. A startup já movimentou R$ 1,8 milhão desde que foi criado e gerou cerca de R$ 1 milhão em receita aos parceiros. Entre as marcas, estão Rei do Mate, Dengo Chocolates, Pizza Hut, Duckbill e a tradicional padaria paulistana Bella Paulista.

“Estamos sempre atentos às movimentações de mercado e às chamadas janelas de oportunidade. Neste momento, por exemplo, iniciamos a operação em uma nova praça e pretendemos avançar rápido nas principais capitais do país”, diz Fernando Henrique.

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De acordo com Lucas Infante, CEO e cofundador da Food To Save, a captação será fundamental para investimentos em tecnologia e também para alcançar metas expressivas, como a expansão nacional e de time, visando aumentar o número de estabelecimentos parceiros e clientes engajados no combate ao desperdício de alimentos. “Nós queremos levar hábitos sustentáveis para mais pessoas e, dessa forma, ajudar o meio ambiente e os estabelecimentos a sanar um problema tão comum e que pode levar a enormes prejuízos, que é o desperdício de alimentos”, diz Fernando Henrique dos Reis, COO da startup.

A meta é chegar à marca de 500 toneladas de alimentos resgatados até o final deste ano e ampliar a operação para estados vizinhos, como Minas Gerais (MG) e Paraná (PR). “O perfil de consumo mudou, com a pandemia percebemos que a população está cada vez mais consciente quanto ao desperdício de alimentos”, afirma Lucas Infante, CEO da startup.

A CapTable, plataforma de investimentos coletivos, criada em 2019, já atraiu cerca de 6 mil investidores que aportaram R$ 70 milhões em startups, como Alter (fintech), Trashin (cleantech), Hiperdados (proptech/SaaS), Zletric (energy as a service), Finansystech (Open Finance as a Service), payfy (fintech), Easy B2B (B2Baas), Quadrado Express (retailtech), LeCupon (fintech), Weex (fintech/traveltech), Essent Agro (fintech/agrotech), Veriza (fintech), Play Delivery (logitech) e outras.

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