Grãos não são as únicas opções para cortar emissões em combustíveis, diz Alemanha

UE estipula teto de 7% para biocombustíveis à base de produtos alimentícios, como a soja.

Reuters
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Stephane Nitschke/Reuters
Stephane Nitschke/Reuters

Plantação de milho em Frauwuellesheim, na Alemanha

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Usar menos grãos e óleo vegetal em biocombustíveis não é a única opção para a Alemanha reduzir as emissões de CO2, disse o Ministério do Meio Ambiente hoje, enquanto a guerra na Ucrânia estimulou Berlim a acelerar os planos para limitar a produção de combustível a partir de produtos agrícolas.

A União Europeia concordou com um teto de 7% para biocombustíveis à base de produtos alimentícios.

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A Alemanha, que é o maior produtor de colza da União Europeia, decidiu reduzir mais esse número –mais recentemente para 4,4%– e agora parece diminuir ainda mais, com o Ministério da Agricultura dizendo que está trabalhando em uma nova legislação para conseguir isso.

A Ucrânia é um dos principais exportadores agrícolas da Europa e a guerra no país interrompeu o abastecimento e levou a Alemanha a agir mais rapidamente para reduzir o uso de grãos e óleos vegetais em biocombustíveis.

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“Milho, colza ou soja não são o único caminho. Os fabricantes de combustível podem usar biocombustíveis sintéticos e baseados em resíduos, eletricidade e hidrogênio verde”, disse um porta-voz do ministério, comentando sobre uma reportagem da mídia que a Alemanha limitaria a produção de combustíveis agrícolas.

A medida ocorre depois que a Alemanha decidiu interromper os subsídios ao óleo de palma como componente de combustível a partir de 2023, embora a União Europeia continue a permitir o aditivo até 2030.

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