Preços do açúcar na Índia podem permanecer firmes apesar de restrições às exportações

Preços locais mais altos manterão intactas as margens de fabricantes de açúcar como Balrampur Chini, Shree Renuka Sugars, Dalmia Bharat Sugar e Dwarikesh Sugar

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Chalinee Thirasupa/Reuters
Chalinee Thirasupa/Reuters

A Índia impôs restrições às exportações de açúcar pela primeira vez em seis anos, limitando os embarques desta temporada em um recorde de 10 milhões de toneladas

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Os preços do açúcar na Índia devem permanecer firmes apesar da decisão de Nova Délhi de limitar as exportações, já que os estoques devem cair para o nível mais baixo em cinco anos em meio a embarques recordes e demanda local robusta, disseram autoridades do setor à Reuters.

Preços locais mais altos manterão intactas as margens de fabricantes de açúcar como Balrampur Chini, Shree Renuka Sugars, Dalmia Bharat Sugar e Dwarikesh Sugar e os ajudarão a fazer pagamentos de cana em dia aos agricultores.

A Índia impôs na terça (24) restrições às exportações de açúcar pela primeira vez em seis anos, limitando os embarques desta temporada em um recorde de 10 milhões de toneladas, acima dos 7,2 milhões de toneladas do ano passado.

Os preços do açúcar não devem cair por causa das restrições, já que os estoques se esgotaram devido à forte demanda doméstica e exportações recordes, disse Ashok Jain, presidente da Bombay Sugar Merchants Association.

O governo estima que os estoques de açúcar no início da nova campanha de comercialização em 1º de outubro podem cair para 6,2 milhões de toneladas, o que seria o menor nível em cinco anos.

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Os preços do açúcar em Mumbai caíram apenas 0,3% desde que o governo anunciou as restrições.

“As usinas não estão sob pressão de oferta. Este ano o consumo aumentou devido à forte demanda dos fabricantes de sorvetes e refrigerantes”, disse Jain.

O consumo de açúcar da Índia no ano comercial de 2021/22, que termina em 30 de setembro, pode saltar 5%, para um recorde de 27,8 milhões de toneladas, estima o governo.

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