Algodão recua mais de 4% na ICE com riscos econômicos

As preocupações com uma possível recessão também estão afetando o mercado do algodão

Reuters
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Stringer/Reuters
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Lavoura de algodão

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Os contratos futuros de algodão da ICE caíram mais de 4% para mínima em cerca de três meses hoje (22), estendendo uma liquidação impulsionada por crescentes riscos econômicos.

O contrato mais ativo para dezembro na ICE caiu US$ 5,56 centavos, ou 4,9%, para US$ 108,29 centavos por libra-peso, por volta das 14h no horário de Brasília.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse ontem (21) que os Estados Unidos estão reunindo seus aliados contra o trabalho forçado ao começar a implementar uma proibição de importação de produtos da região chinesa de Xinjiang, uma grande produtora de algodão.

Preocupações crescentes de que os aumentos das taxas de juros pelos principais bancos centrais para controlar a inflação correm o risco de induzir uma recessão também se infiltraram no mercado de algodão, disseram analistas.

“Parece que houve uma saída geral de fundos do setor agrícola, particularmente do algodão”, disse Valentin Olah, consultor de gerenciamento de risco de algodão do StoneX Group.

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“O mercado de algodão continua em queda, apesar da queda nas classificações das condições das safras dos EUA e das preocupações com a oferta dos EUA. A fraqueza atual pode ser parcialmente atribuída à proibição dos EUA às importações da região de Xinjiang, na China”, disse em nota Louis Rose, do Rose Commodity Group, com sede no Tennessee.

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