ETF de agro: Food11 será lançado na B3

Papel conhecido como fundo de gestão passiva entra no mercado por meio da Investo em 5 de julho

Redação
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Teera Konakan_Gettyimages
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Novo papel, o Food11, está com a gestora Investo

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A Investo, primeira gestora independente e especializada em ETFs (Exchange Traded Fund, ou Fundo Negociado em Bolsa, na sigla em inglês) do Brasil, anunciou hoje (14) que seu novo ETF passa a fazer parte da B3 (Bolsa de Valores brasileira). As reservas já podem ser realizadas e o lançamento na bolsa está previsto para o dia 5 de julho.

O Food11 é um fundo de índice que espelha no país o ETF VanEck Agribusiness, que replica o desempenho do índice MVISGlobal Agribusiness (MVMOOTR), composto por empresas do segmento do agronegócio global. O índice segue uma metodologia chamada Modified Market Cap-Weighted, ou seja, que só inclui empresas que geram mais de 50% das receitas provenientes dos segmentos agroquímicos, fertilizantes, sementes, equipamentos e maquinários agrícolas, plantações, pecuária, dentre outros. Os NFTs são conhecidos como papéis  de fundos de gestão passiva, ou seja, se propõem a acompanhar determinado índice de mercado ou um conjunto de empresas a partir de um conjunto de critérios previamente estabelecido.

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“O setor de commodities é fundamental para a vida de todos. Por isso, é uma necessidade trazer ao mercado financeiro brasileiro uma oportunidade de investimento nas principais empresas deste segmento, sendo que o produto conta com a facilidade de ser negociado na Bolsa de Valores brasileira”, diz Cauê Mançanares, CEO da Investo. A gestora foi criada em 2020 por Mançanares e seus sócios Luiz Junior, COO, e Gabriel Lansac como CRO. Hoje, conta com parceiros como BTG, Nubank Invest, Credit Suisse, Banco Inter e Banco Modal.

Listado originalmente na Bolsa de NY (NYSE) e gerido pela VanEck nos Estados Unidos, o ETF MOO possui cerca de US$ 1,7 bilhão sob gestão e investe nas 55 principais empresas do setor agrícola global, entre elas Bayer, Zoetis, Nutrien, CF Industries, Corteva Agrosciences, Bunge, Rumo, dentre outras. Na prática, o Food11 é composto por cotas do ETF MOO.

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Os fundos de investimento, incluindo os ETFs, contam com uma taxa de administração. No caso do Food11, as taxas cobradas são de 0,30%. Além disso, nos portfólios de renda variável, como no Food11, há pagamento de 15% de impostos sobre o ganho de capital na venda das cotas. Porém, se a operação for de day trade (com compra e venda no mesmo pregão), a alíquota será de 20%. “Mesmo com as constantes movimentações no mercado financeiro, acreditamos que o Food11 tem um grande potencial para quem deseja investir no segmento do agronegócio global”, afirma Mançanares.

Vale destacar que os ETFs brasileiros não distribuem dividendos, ou seja, não há pagamentos feitos aos investidores de maneira direta, mas sim o reinvestimento automático dos dividendos recebidos. Os ganhos são indiretos, por meio da valorização do patrimônio do fundo e das cotas dos investidores ao reinvestir os dividendos.

A Investo alerta, também, que o Food11 é uma alternativa de renda variável, não sendo possível garantir retornos, além do risco cambial relacionado à variação do dólar. De acordo com a gestora “é importante ter certa tolerância aos riscos para investir na alternativa”.

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