Minério de ferro tem pior semana desde fevereiro com queda nas margens do aço na China

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de julho do ingrediente siderúrgico caiu 5,4%, para R$ 619,65 a tonelada, recuando pela sétima sessão consecutiva

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David Gray/Reuters
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Os contratos futuros de minério de ferro estenderam as perdas para uma sexta sessão na bolsa de Dalian

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Os contratos futuros de minério de ferro estenderam as perdas para uma sexta sessão na bolsa de Dalian hoje, marcando a queda semanal mais acentuada em quatro meses, com as siderúrgicas chinesas optando por reduzir a produção em meio a lucros fracos e perspectivas de demanda deterioradas.

O contrato de minério de ferro mais negociado, para entrega em setembro, na bolsa de commodities de Dalian encerrou as negociações diurnas em queda de 5,9%, a 821,50 iuanes (R$ 627,27) a tonelada, após cair mais cedo para 815,50 iuanes, o menor nível desde 26 de maio.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de julho do ingrediente siderúrgico caiu 5,4%, para R$ 619,65 a tonelada, recuando pela sétima sessão consecutiva.

O preço spot de referência do minério de ferro com teor de 62% na China também registrou queda durante toda a semana. Hoje, a cotação baixou  R$ 33,50, a R$ 641,89 a tonelada, ante R$ 675,14 a tonelada ontem, mostraram dados da consultoria SteelHome.

“Nas últimas semanas, um número crescente de usinas no centro siderúrgico de Tangshan (China) está optando por realizar manutenção e cortar a produção em meio a margens fracas”, disse o estrategista sênior de commodities do ANZ, Daniel Hynes.

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Algumas regiões também começaram a reduzir ativamente a produção, disseram analistas da Sinosteel Futures.

A estação chuvosa em muitas partes da China, que geralmente interrompe a atividade de construção, e as restrições impostas para conter os surtos de Covid-19 atingiram a demanda no maior produtor de aço do mundo, apertando as margens das usinas.

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