Nestlé abre processadora de café no México

Criação de fábrica foi motivada por grãos brasileiros mais baratos

Reuters
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Denis Balibouse/Reuters
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Nova processadora da Nestlé no México receberá grãos de café robusta do Brasil

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A Nestlé anunciou hoje (26) que iniciou as operações em sua nova fábrica de processamento de café no México, sua maior unidade de café instantâneo do mundo, onde investiu US$ 340 milhões para processar 670.000 sacas por ano.

A fábrica de Veracruz fará café instantâneo para a marca Nescafé, tendo os Estados Unidos como destino potencial da maior parte de sua produção.

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De acordo com os negociadores de café, o investimento em uma unidade tão grande de café solúvel em um local distante do Vietnã, o maior produtor mundial de café robusta –o tipo mais usado para fazer café solúvel– sinaliza uma diversificação de fontes na Nestlé, uma das maiores compradores de café do mundo.

“A Nestlé está basicamente adquirindo todos os seus robustas para as operações do México e do Brasil. A diferença de preço é muito grande (em comparação com o café do Vietnã)”, disse um diretor de uma grande trading de commodities, acrescentando que os grãos brasileiros são mais baratos.

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A Nestlé já tinha capacidade para processar cerca de 1,15 milhão de sacas de café verde em suas outras unidades no México antes do investimento na nova unidade.

A empresa disse que planeja obter a maior parte do café de agricultores mexicanos, mas o país produz apenas cerca de 500 mil sacas de robusta.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta a safra de café mexicano em 3,84 milhões de sacas, a maior parte arábica. Enquanto o Brasil deve produzir 64,3 milhões de sacas (sendo 22,8 milhões de robusta) e o Vietnã, 30,8 milhões de sacas, quase todas de robustas.

O executivo disse que o frete mais barato do Brasil para o México, em comparação com o Vietnã, é outra razão para a empresa recorrer aos robustas brasileiros.

O México aumentou acentuadamente as importações brasileiras de café nos últimos anos, de apenas 62 mil sacas em 2017 para um recorde de 920 mil sacas em 2021, das quais 85% eram de grãos robusta, segundo dados do grupo exportador Cecafé.

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