Unidade da BRF em Abu Dhabi é aprovada para voltar a exportar frango à Árábia Saudita

A planta passava por uma suspensão temporária desde 2019, ocorrida após uma auditoria

Reuters
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Rodolfo Buhrer/Reuters
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Unidade da BRF em Abu Dhabi tem capacidade de produção de 80 mil toneladas por ano

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A companhia de alimentos BRF obteve a reabilitação de sua unidade localizada em Kizad, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para exportação de frango à Arábia Saudita, informou a companhia à Reuters ontem (21).

A planta passava por uma suspensão temporária desde 2019, ocorrida após uma auditoria. Agora, a BRF considerou a aprovação estratégica devido à relevância daquele mercado.

Em Abu Dhabi, são produzidos empanados de frango, hamburger de carne e frango, salsichas, peito tenderizado e cortes especiais de frango, que são enviados principalmente para países do Golfo, norte da África e Liga Árabe.

Inaugurada em 2014, a unidade de Kizad tem capacidade de produção de 80 mil toneladas por ano e atualmente produz alimentos das marcas Sadia, Perdix e Hilal para 14 países.

“A planta conta com cerca de 600 colaboradores, sendo uma das mais modernas da BRF, e passa por constantes processos de auditoria para atestar o valor agregado na produção local, segundo as regras do GCC (Gulf Cooperation Council)”, disse a empresa em nota.

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A reversão da suspensão ocorre pouco mais de um mês depois de a BRF inaugurar sua primeira fábrica em solo saudita, na localidade de Damman, após investimentos de US$ 18 milhões que elevaram a capacidade de produção mensal da unidade para 1.200 toneladas de alimentos.

A planta de Dammam conta com linhas para produção de peito tenderizado, empanados e cortes especiais, produtos voltados para atender o mercado interno.

Na ocasião, o CEO global da BRF, Lorival Luz, disse que a companhia mantém um compromisso de longo prazo com a região e com o mercado Halal, cujo processo de produção segue preceitos islâmicos.

Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de frango para países do Oriente Médio, e principalmente para a Arábia Saudita, têm ocupado papel de destaque nos embarques do setor, compensando inclusive quedas nas compras da China –maior importadora de carne do Brasil.

Somente em junho, as vendas da proteína para a China totalizaram 46,5 mil toneladas, recuo de 18% no comparativo anual. Por outro lado, a Arábia Saudita adquiriu 39 mil toneladas, um salto de 69%, enquanto os Emirados Árabes Unidos, com 35,6 mil toneladas, avançaram 18% no mesmo comparativo.

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