Prorrogação de prazo para metas faz CBio cair para R$ 93, diz Itaú BBA

Os custos dos CBios impactam os preços dos combustíveis, já que as distribuidoras repassam as despesas com a compra dos títulos emitidos por produtores de biocombustíveis

Reuters
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Marcelo Teixeira/Reuters
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Plantação de cana em Ribeirão Preto

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A prorrogação do prazo para o cumprimento das metas de aquisição de CBios (créditos de descarbonização) pelas distribuidoras de combustíveis já fez os preços dos títulos caírem do patamar de R$ 200 para R$ 93, afirmou a consultoria Itaú BBA hoje (5).

A avaliação dos analistas é que o decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 22 de julho freou a demanda e, consequentemente, derrubou os preços.

Os custos dos CBios impactam os preços dos combustíveis, já que as distribuidoras repassam as despesas com a compra dos títulos emitidos por produtores de biocombustíveis — principalmente etanol.

“Essa mudança impacta diretamente o balanço dos títulos no curto prazo, já que com a postergação da obrigatoriedade de aquisição dos CBios reduz a necessidade imediata de compra”, disseram os analistas no relatório.

A consultoria prevê que esse cenário mais confortável de preços se mantenha em 2023, exceto se houver concentração das negociações caso as compras sejam muito postergadas pelas distribuidoras.

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Para os anos posteriores a 2023, dado que as metas compulsórias são maiores, os preços dos títulos tendem a flutuar em patamares elevados refletindo incertezas relacionadas ao tamanho do crescimento da oferta de títulos no futuro”, acrescenta o relatório do Itaú BBA.

Em outro relatório, de monitoramento de preços, a consultoria afirmou que os preços dos CBios chegaram a R$ 93,57 na segunda quinzena.

O preço médio anual do tútulo até o período, porém, é de R$ 120,04, bem acima da média de R$ 39,31 de 2021.

Segundo o Itaú BBA, o volume de CBios emitidos até o fim de julho totaliza 48,3% da meta anual fixada pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) e pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para 2022, de 36,75 milhões de títulos.

Já o número de CBios disponíveis até o dia 1º de agosto é de 23,4 milhões.

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