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Quem são as lideranças que fazem o movimento ForbesMulher Agro

Saiba o que fazem as produtoras rurais, empresárias e executivas nos diversos postos que ocupam na cadeia produtiva de alimentos, fibras e bioenergia

PeopleImages/Guettyimage
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Mulheres se unem na formação de lideranças para o agro em iniciativas por todo o país

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Quem são as mulheres que atuam na cadeia produtiva do agro, desde o antes da porteira, nas empresas de pesquisa, insumos, finanças, passando pela produção e indo até a ponta do consumo? Não há no país uma pesquisa que quantifica esse universo de lideranças, mas o movimento existe e ele é crescente. O número de grupos, eventos e iniciativas lideradas por mulheres líderes no agro têm crescido nos últimos anos.

A Forbes Brasil embarcou nessa onda de iniciativas com a criação do FMA (ForbesMulher Agro). O grupo formalizado em Ribeirão Preto (SP), durante a Agrishow, atualmente conta com cerca de 40 mulheres lideradas pela produtora rural Helen Jacintho no papel de presidente. Confira quem é e o que faz cada uma das mulheres que participam do grupo fundador do FMA:

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    Alessandra Nishimura

    Terceira geração de uma família de imigrantes japoneses, a administradora de empresas Alessandra Nishimura faz parte, desde 2008, do conselho da holding do Grupo Jacto, fabricante de máquinas e equipamentos agrícolas, com sede em Pompeia (SP). A holding possui seis empresas de diferentes segmentos.

    Seu avô, Shunji Nishimura, chegou ao Brasil em 1932 e construiu, a partir de uma oficina onde fazia canecos para carroceiros, uma das mais importantes indústrias ligadas ao agro. Alessandra também foi coordenadora, por seis anos, do Next Gen, um projeto do FBN (Family Business Network) no Brasil, rede internacional que agrega empresas familiares e da qual ela permanece como membro.

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    Alessandra Zanotto

    Alessandra Zanotto cultiva algodão em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, região que se tornou um dos principais polos do agro do Brasil. Ela assumiu os negócios da família de origem gaúcha, com o afastamento do pai, fundador do Grupo Zanotto. Mas Alessandra não ficou somente na lida do campo.

    O grupo é associado à Abapa (Associação Baiana dos Produtores de Algodão) desde 2001, associação da qual Alessandra é diretora desde 2017. Até 2020, ela foi tesoureira e nos dois últimos mandatos passou à primeira vice-presidência, cargo que vai até 2024. Além disso, neste ano ela se tornou a primeira mulher no conselho fiscal da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão).

  • Rafael Cautella

    Aline Bortoli Ignácio

    O Grupo Bom Futuro, em Mato Grosso, é um dos maiores produtores de soja, milho e algodão do país. Em 2022, o grupo completou 40 anos. Aline Bortoli Ignácio, administradora e especialista em agro pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), é uma das sucessoras do núcleo original, formado por Eraí Maggi Scheffer, seus dois irmãos (Elusmar e Fernando) e o cunhado José Maria Bortoli.

    No grupo, Aline ocupou posições nas áreas de piscicultura, marketing e compras. Em 2019, foi uma das fundadoras do Instituto Farmun, junto com as primas Kleidimara, Nayara e Letícia, e que tem por objetivo conectar a sociedade ao agronegócio. O Instituto oferece experiências de vivência em campo, abrindo as portas de fazendas para receber convidados, em especial educadores e estudantes.

  • Rafael/Cautella

    Amália Sechis

    Amália Sechis idealizou a marca Beef Passion, uma boutique de carnes na capital paulista, aos 23 anos, quando ainda era estudante de direito. A marca foi uma ideia dela, que via no projeto de criação de bovinos em Mato Grosso do Sul, e um confinamento de gado em Nhandeara (SP), tocado pelo pai Antônio Ricardo Sechis, uma oportunidade para mostrar algo diferente. A criação de gado cruzado das raças angus e wagyu é só o começo de uma estrutura de bem-estar animal e de pesquisa de qualidade de carne.

    Em 2012, a Beef Passion foi a primeira empresa de carne bovina do país a receber a certificação de criação sustentável, concedida pela ONG norte-americana Rainforest Alliance, que tem entre os princípios o bem-estar animal, o reaproveitamento de dejetos, manejo de pastagem e gestão de pessoas. Desde 2018, Amália integra o programa Winning Woman Brasil, um movimento global da (Ernest Young EY), que neste ano completou uma década no Brasil como um grupo de empreendedorismo, networking e liderança feminina.

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    Amanda Pinto

    O Grupo Mantiqueira, um dos maiores produtores de ovos da América Latina, tem na sua linha sucessória a administradora Amanda Pinto, 31 anos. Ela também tem pós-graduação em marketing pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, e colocou suas habilidades à prova.

    Uma das áreas da empresa foi ideia dela, que criou em janeiro de 2021 a foodtech N.Ovo, que significa ‘não ovo’ em português, para produtos plant-based. A ideia deu início a uma série de produtos, como maionese e salgadinhos. Amanda participa da gestão da Mantiqueira ao lado do pai, Leandro Pinto, que vem imprimindo um forte movimento de profissionalização na gestão do negócio. Em 2021, além de ser uma Under30 Forbes Brasil, Amanda foi mencionada pelo MIT Technology Review no ranking “Innovator Under 35”, figurando entre as 35 jovens mais inovadoras da América Latina de 2020.

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    Amanda Poldi

    A nutricionista Amanda Poldi lidera a área científica e regulatória da Cargill desde 2017, uma empresa global que, além do processamento e comércio de grãos, trabalha para atender indústrias de alimentos e bebidas. Mas ela está neste departamento desde 2011.

    Com larga experiência em assuntos regulatórios, antes de ir para a multinacional norte-americana, Amanda trabalhou por 11 anos na ABIA (Associação Brasileira de Indústrias de Alimentos), onde era diretora técnica. Ela conhece bem os desafios de criar soluções para que outras empresas, como a Heinz, Kellogg’s e Mars, tenham matérias-primas sensoriais, funcionais e nutricionais que atendam a expectativa dos consumidores. Na Abia, ela permanece como uma das vice-presidentes no conselho diretor para o biênio 2022-2024.

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    Ana Carolina Marques Pimenta

    A engenheira agrônoma Ana Carolina Roselli Marques, master pela ESA (L’Ecole Supérieure des Agricultures), na França, há oito anos é diretora e sucessora no grupo Rural Marques, que tem atuação nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As propriedades cultivam soja e milho, além de plantar feijão e trigo irrigados e monitorados por meio de ferramentas de agricultura de precisão. Também faz parte dos negócios a pecuária de corte.

    Antes de se dedicar aos negócios da família, Ana Carolina percorreu um longo caminho, sempre na área financeira, iniciado em 2008. Por três anos, até 2015, foi analista do Rabobank. Antes, passou pelo Brasil de Warrant e Concórdia Banco, onde fazia o monitoramento de operações agrícolas.

  • Rafael Cautella

    Andréa Sanches Fernandes

    Membro da segunda geração da família Sanches Fernandes, da usina Cerradinho, Andréa Sanches Fernandes atua há 34 anos no setor sucroenergético. Ela, que é engenheira química, já esteve diretamente envolvida no trabalho executivo do grupo, que nasceu em Catanduva (SP), para produzir etanol e açúcar a partir da cana. Hoje, há outras unidades, incluindo uma em Goiás, para a produção de etanol também a partir do milho.

    Atualmente, Andréa faz parte do conselho de administração da Cerradinho Bioenergia, Cerradinho Participações e Viiv Empreendimentos Imobiliários. Pela sua vasta experiência, principalmente em sucessão familiar por conta de sua experiência pessoal, foi a escolhida entre os herdeiros para ser a presidente do conselho de família e do conselho do Instituto Sanches Fernandes, braço de responsabilidade social do grupo.

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    Beatriz Biagi Becker

    Beatriz Biagi Becker, ou Bia, como é conhecida no mundo da pecuária, tem mais de 40 anos dedicados ao setor. À frente da Beabisa, foi precursora das discussões e implementações de ações voltadas para o bem-estar animal, além de um intenso trabalho de melhoramento genético no gado de corte. Ela também é uma das herdeiras da holding Inova, do setor de bioenergia.

    Recentemente, Bia recebeu o prêmio Mérito ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) por seu trabalho na pecuária, do qual faz parte a Associação Equoterapia Vassoural, nome de sua fazenda em Pontal (SP). É que, além de pecuarista, Bia também é uma selecionadora de cavalos da raça mangalarga, animais utilizados nesta unidade de equoterapia com capacidade para 60 pacientes. A associação já realizou cerca de 26 mil atendimentos, a maioria crianças e idosos que recebem gratuitamente tratamentos indicados e realizados por profissionais da saúde.

  • Rafael Cautella

    Bruna Schlatter Zapparoli

    Bruna Schlatter Zapparoli é jornalista, nascida e criada na cidade de São Paulo. Mas escolheu gerir os negócios da família no interior de Goiás, a SZ Agropecuária, que tem atuação também em Mato Grosso, Piauí e Maranhão, com cultivo de grãos e fibra. Foi o SZ, fundado pelo pai Luiz Renato Zapparoli, que montou a primeira algodoeira em Chapadão do Céu (GO).

    As operações no Matopiba (sigla para MA, TO, PI e BA), com soja e milho, são as mais recentes da família, entre elas a unidade de Uruçuí (PI). Além do pai e dela, o irmão está na operação de campo. Mas cabe a Bruna os trabalhos da administração comercial do grupo, atividade na qual ela ganhou experiência e espaço nos negócios da família.

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    Camila Colpo

    A engenheira agrônoma Camila Stefani Colpo é cofundadora da Boa Safra Sementes e presidente do conselho desde 2015, além de produtora rural em Formosa (GO), com o Grupo Avante, sede central dos negócios. A Boa Safra, onde juntamente com o irmão tem participação majoritária, atua no Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste, onde planta cerca de 30 variedades para sementes de soja e seu comércio.

    Camila é especialista em melhoramento genético de sementes de milho e girassol pela Syngenta, multinacional que mantém em Toulousse, na França, um centro de inovação. Além disso, tem duas pós-graduações: gestão de agronegócios pela UPIS, em Brasília, e em desenvolvimento humano pela FGV Fundação Getúlio Vargas. Na Boa Safra, ela é a responsável pela qualidade técnica da produção das sementes.

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    Carla de Freitas

    Filha de um dos pioneiros da pecuária de Rondônia, Carla de Freitas assumiu a Agropecuária Bela Vista, no município de Chupinguaia, após a morte do pai. Transformou a fazenda em um modelo de produção de gado nelore para corte. Hoje, o projeto é de ILP (integração lavoura pecuária)

    Mas Carla foi além. Em 2010, junto com um grupo de fazendeiras, criou o NFA (Núcleo Feminino do Agronegócio), o primeiro voltado para a gestão dos negócios das propriedades rurais. Carla foi a primeira presidente do NFA e voltou em 2021 para um novo mandato. O núcleo de empreendedoras foi pioneiro no modelo de funcionamento, voltado para a formação das mulheres à frente de seus negócios. Além disso, Carla voltou para a academia que ela havia largado lá atrás. Formou-se em design e emendou com um MBA em gestão do agro na FGV (Fundação Getúlio Vargas).

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    Carmen Perez

    Dona da Agropecuária Orvalho das Flores, em Barras das Garças (MT), a pecuarista Carmen Perez se tornou uma ativista pela causa do bem-estar animal. Ela, que é criadora de bezerros, faz parte de uma espécie de categoria de aluna que virou professora pelas mãos de dois zootecnistas que são ícones desse tema: o professor brasileiro Mateus Paranhos, da Unesp, e a norte-americana Temple Grandin, autista que revolucionou as práticas para o tratamento racional de animais vivos em fazendas e frigoríficos.

    Em 2019, depois de dois anos de gravações, Carmen lançou o filme “Quando ouvi a voz da terra”, uma viagem pelo mundo da agropecuária em vários locais do país. No ano seguinte, o projeto se tornou uma série com quatro episódios já apresentados e outro bloco está atualmente em execução. Além disso, ela é editora do livro bilíngue “Bem-estar Animal no Brasil e na Alemanha. Sensibilidade e Responsabilidade”, lançado pela Câmara Brasil-Alemanha, em São Paulo (SP), e colunista da Forbes desde 2021.

  • Rafael Cautella

    Carminha Gatto Missio

    A agricultora Carminha Maria Gatto Missio é uma gaúcha de alma baiana. A família se deslocou do Rio Grande do Sul para o Mato Grosso do Sul e depois para o Nordeste na década de 1980. Fundado por sua família e o marido, o grupo Oilema é referência como produtor de grãos e sementes de soja em Luís Eduardo Magalhães.

    Carminha se tornou advogada em 2004, aos 45 anos de idade, mas não é somente isso. À frente de seu tempo, onde as mulheres tinham pouco ou nenhum protagonismo, ela se transformou em uma liderança no oeste da Bahia. E cravou na biografia o cargo de primeira mulher, em 2018, a ocupar a vice-presidência da FAPBA (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia), função que ocupa ainda hoje.

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    Cíntia Cristina Ticianeli

    A economista Cíntia Cristina Ticianeli é diretora comercial e financeira da Agro Serra Industrial, com sede em São Raimundo das Mangabeiras (MA), produtora de cana-de-açúcar para etanol, açúcar e bioeletricidade. A empresa foi fundada pelo pai em 1986, que faleceu há cerca de 20 anos, quando ela era universitária.

    Cintia se formou nesse setor de bioenergia e tornou-se uma liderança no Nordeste. Ela esteve à frente do Sindicanalcool (Sindicato dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Maranhão e do Pará), por 11 anos, como presidente da entidade. Na atual gestão, ela é diretora de relações institucionais. Na Udop (União Nacional da Bioenergia), entidade voltada à inovação do setor, ela foi eleita conselheira fiscal para o triênio 2022-2024.

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    Daniele Alckmin Carvalho Mohallem

    Daniele Alckmin Carvalho Mohallem faz parte da quinta geração de uma família que vive o café em Santa Rita do Sapucaí (MG). Formada em administração de empresas, resistiu a entrar no setor. Mas, em 2015, depois de propor ao pai trabalhar no negócio um dia por semana, como teste, nunca mais saiu.

    Em 2019, Daniele criou Agrorigem – The Coffee ID, uma startup incubada no Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), com o objetivo de trazer inovação na comercialização de café especial. Atualmente é CEO e co-fundadora desta plataforma digital multilateral. Em paralelo, criou o Agrorigem by Woman onde o trabalho se concentra na formação de liderança e na agricultura Familiar. Ela também é presidente da Associação Empreendedoras do Café de Santa Rita do Sapucaí.

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    Déborah Cordeiro

    Déborah Novais Cordeiro tem fazendas em Paracatu, Unaí e João Pinheiro (MG), em uma sociedade familiar. O noroeste de Minas, antes improdutiva e degradada, é uma das mais representativas áreas da América Latina em irrigação de lavouras. No caso do milho semente, hoje a região responde por 30% do que é plantado no Brasil.

    É ela quem define as diretrizes estratégica e financeira, e a gestão geral dos negócios. Nas propriedades da família, o total da área cultivada utiliza a irrigação para produzir grãos (soja, milho, feijão, sorgo e trigo), mais pecuária, usando tecnologias acessíveis, entre elas as estações meteorológicas e a telemetria. O trabalho de Déborah, junto com seu irmão, tem se tornado referência justamente no uso racional da água, um insumo globalmente estratégico, não importando a dimensão de uma propriedade.

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    Diana Jank

    Diana Jank é sucessora, sócia e diretora de marketing da Letti A², marca da Agrindus, tradicional fazenda produtora de leite no município de Descalvado (SP). A propriedade da família é quinta maior produtora de leite do Brasil, segundo o ranking Milkpoint. Publicitária, Diana faz parte da terceira geração no negócio.

    O leite da fazenda, o A2A2 se diferencia dos demais leites em sua composição de proteína, a beta-caseína, o que traz maior digestibilidade. A fazenda está entre as pioneiras nesse tipo de produto hoje em crescimento no país. Ao lado da irmã Thais, desde 2018 Diana está à frente da modernização da marca no varejo, estabelecendo pontes de diálogo com os consumidores sobre os diferenciais desse tipo de produto.

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    Eliane Massari

    Eliane Massari é filha e neta de produtores. Seu pai sempre esteve no grupo de frente pela busca de uma pecuária produtiva em um tempo no qual a mineralização do gado, por exemplo, era uma tecnologia disruptiva. Massari dirige as propriedades a partir do interior paulista que, além da pecuária produz grãos. Na pecuária, as fazendas investem no cruzamento industrial de raças europeias com base no nelore. Em ambas as atividades, utiliza práticas da agricultura regenerativa.

    Ela foi, em 2010, a primeira mulher a ocupar a presidência da Associação Brasileira dos Criadores de Marchigiana, raça italiana. Hoje, Massari é presidente do NFA (Núcleo Feminino do Agronegócio), o mais antigo grupo feminino do agro em atividade e que reúne 35 produtoras de 11 estados, além de também ser conselheira do Cosag/Fiesp.

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    Elizana Baldissera Paranhos

    A engenheira agrônoma Elizana Baldissera Paranhos é mestre pela Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio, no Japão, e tem passagem também pela Universidade de Davis, na Califórnia, e MBA em agronegócio na Esalq/USP. Desde 2004, Paranhos é produtora no município de Capão Bonito, no sudoeste paulista, onde cultiva soja, milho, feijão e trigo.

    Como um dos membros, ela faz parte do grupo que assessora a diretoria executiva do Cesb (Comitê Estratégico Soja Brasil), entidade que reúne pesquisadores e empresas que realizam anualmente um desafio de produtividade em lavouras de todo o país. Também em Capão Bonito, ela é uma das idealizadoras do projeto Ninho, que desenvolve hortas nas escolas do município em um trabalho de educação conjunta entre alunos e professores.

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    Érika Bannwart

    Érika Bannwart, sucessora na fazenda do Engenho, no município de Pirajuí (SP), é uma referência na criação de bovinos das raças angus e de nelore. Mas seu nome hoje está fortemente associado a uma iniciativa que ajuda as produtoras de gado a gerenciar o negócio. Ela é a principal mentora e criadora do GPB Rosa (Grupo Pecuária Brasil Rosa), e atualmente é a presidente do grupo.

    O GPB Rosa, que nasceu em 2015 como uma extensão do GPB (que inclui mulheres e homens), tem por objetivo a troca de informações e conhecimentos específicos entre mulheres que atuam no agronegócio, e também o acompanhamento do mercado físico do boi gordo e suas implicações nos negócios. De sete mulheres no início, hoje o GPB Rosa é composto por cerca de 100 mulheres.

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    Fernanda Hoe

    A médica veterinária Fernanda Hoe, especialista pela Universidade de Cambridge e mestre pela Universidade de Wisconsin em ciência animal, em 2021 se tornou a primeira mulher CEO na América Latina de uma subsidiária da norte-americana Elanco Saúde Animal, no caso o Brasil. Ela está na empresa há uma década.

    Em fevereiro deste ano, a direção global da Elanco, convocou Hoe para liderar o recém criado Global Women Leadership Program, projeto de capacitação profissional inédito na companhia, voltado exclusivamente a mulheres iniciantes em cargos de gerência e de coordenação. O programa de 12 meses e quarto módulos presenciais, ocorre em parceria com a Kelley School of Business, escola de negócios da Indiana University (EUA).

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    Giovana Araújo

    A economista Giovana Araújo atualmente é sócia da KPMG Brasil, uma das quatro grandes empresas globais de serviços que inclui Deloitte, PricewaterhouseCoopers e Ernst & Young. Na KPMG Brasil, ela é a líder de mercados para o agronegócio. Também é conselheira do Cosag (Conselho Superior do Agronegócio), órgão técnico estratégico da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

    Araújo tem um longa carreira de cerca de 25 anos, incluindo a vice-presidência de equities no Itaú BBA, entre outros postos. Também tem especializações e MBAs por meio de instituições como FGV (Fundação Getúlio Vargas), USP (Universidade de São Paulo) e Universidade de Nova York. Seu mais recente trabalho foi liderar uma pesquisa sobre governança no agronegócio, iniciativa em conjunto com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).

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    Grazielle Parenti

    A administradora Grazielle Parenti tem quase três décadas de atuação no mercado. Há um ano, tornou-se a head de negócios e sustentabilidade da Syngenta para Brasil e América Latina, empresa de biotecnologias, como sementes, insumos e bioinsumos para o agro.

    Em sua vasta carreira estão passagens pela BRF, Mondelēz, DSM, Votorantim, Câmara de Comércio Suíço-Brasileira, ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), entidade da qual foi presidente, e ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Na Syngenta, ela responde também pelas áreas de relações institucionais e temas regulatórios, além de ser a presidente do capítulo brasileiro do BRICS Woman Business Alliance, conselheira fiscal do Grupo Mulheres do Brasil, e conselheira do FNME (Fórum Nacional da Mulher Empresária), criado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

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    Helen Jacintho

    A engenheira de alimentos Helen Jacintho foi convidada pela Forbes Brasil para ser a presidente do grupo ForbesMulher Agro. Desde 2021, ela também é colunista da Forbes. Jacintho é produtora rural, responsável pela implementação do Sistema Lean de gestão na Fazenda Regalito, uma das propriedades do Grupo Continental, uma empresa familiar cuja operação envolve cana de açúcar, seringueira, soja, milho e gado no sistema de confinamento e semi.

    Os trabalhos na fazenda Continental, de criação de gado em confinamento, mais agricultura, vêm se tornando referência em gestão. Jacintho também já foi diretora do NFA (Núcleo Feminino do Agronegócio), fundadora e diretora da associação “De Olho No Material Escolar”, que busca orientar e atualizar as informações sobre o setor no material didático oficial. Além disso, é conselheira do Cosag (Conselho Superior do Agronegócio), órgão técnico estratégico da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

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    Jaqueline Casale Pizzolato

    A zootecnia Jaqueline Casale Pizzolato está na linha de sucessores da Casale, empresa de máquinas e implementos para agricultura e pecuária, com sede em São Carlos (SP). Mas somente iniciou o processo de sucessão em 2014. Hoje ela é a diretora comercial.

    Filha de industriais, desde a graduação se voltou para economia e gestão estratégica na cadeia pecuária. Tem MBA em gestão empresarial e especialização em formação de conselheiros pela FDC (Fundação Dom Cabral), antes de assumir o posto na Casale trabalhou em empresas globais, entre elas JBS Austrália, Minerva Foods, PwC Brasil e BRF. Na empresa, ela responde pelas áreas de vendas, exportação, clientes e marketing, além de fazer parte do conselho consultivo. Atualmente, também comanda o Núcleo de São Carlos, criado em 2020 como parte do Grupo Mulheres do Brasil, que existe desde 2013 e é presidido por Luiza Trajano. O núcleo tem cerca de 100 mulheres.

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    Letícia Zamperlini Jacintho

    A administradora Leticia Zamperlini Jacintho é presidente da Associação De Olho no Material Escolar, entidade que nasceu em 2021, fruto de um movimento que havia começado no ano anterior. A associação não pretende reescrever a história, mas detectar informações velhas, desatualizadas e mesmo incorretas sobre o agronegócio nos livros escolares. O objetivo é promover o intercâmbio com professores e responsáveis por esses conteúdos.

    Antes de assumir a entidade, Jacintho passou por instituições financeiras como os bancos Credit Agricole e BBM, em áreas voltadas à análise de crédito, captação e fundos. Também foi por 14 ano diretora administrativo-financeira do ZJ Investimentos, onde era sócia, atuando na produção de grãos e cana-de-açúcar. Desde 2018, ela é secretária do conselho consultivo e de governança do grupo imobiliário Itajaí, de Barretos (SP).

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    Márcia Marçal dos Santos

    Márcia Marçal dos Santos é sócia fundadora da Marfrig Foods, uma das maiores empresas de proteína animal do mundo, com presença em cerca de 100 países, também com uma unidade plant based.

    Discreta como empresária, no mercado a figura pública da empresa sempre foi o marido, o estrategista Marco Molina. Mas quem sempre deu as cartas nas áreas de processos e auditorias foi ela. Atualmente, Santos é membro do board da Marfrig Global Foods, a multinacional que a empresa se tornou. Nesse processo, ela comandou o departamento financeiro por seis anos e outros seis anos chefiou a equipe de auditoria interna. Hoje, também é presidente do Instituto Marfrig Fazer e Ser Feliz de Responsabilidade Social, voltado para a proteção e a educação infantil.

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    Maria Antonieta Guazzelli

    Maria Antonieta Guazzelli comanda da Agropecuária Rex, produtora de leite em Boa Esperança (MG), trabalho que teve origem em 1930 com o avô e na década de 1970 com o pai. Coube a ela assumir o negócio em 2004, depois de uma longa carreira de quase três décadas na área de TI (Tecnologia da Informação) em instituições como Unibanco, Banco IBI, Votorantim e QuintKalendae.

    A produtividade da fazenda Palmito, nome da propriedade de Guazelli, está acima de 40 litros/vaca/dia para o gado holandês e é referência no setor. Também cultiva café e soja, e utiliza os dejetos com fertilizante em um modelo de economia circular. Guazzelli é exemplo de transição de carreira e sua história contada em encontros e eventos tem inspirado mulheres nos negócios.

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    Maria Cláudia Costa

    A advogada Maria Cláudia Costa, mestre em direito internacional pelo Geneva Graduate Institute, na Suíça, e em administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), tem um longa carreira na função. Passou por alguns grandes escritórios de advocacia no país, entre eles Trench, Rossi e Watanabe, até desembarcar no agronegócio em 2017, por meio da Minerva Foods.

    Em 2019, retornou à Suíça para uma missão internacional junto ao Itamaraty e embaixadas estrangeiras, e de lá para a SRB (Sociedade Rural Brasileira). Desde 2021, ela é a especialista em relações internacionais da ABIEC (Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne), a poderosa entidade que representa 39 grupos frigoríficos responsáveis pela venda ao exterior de cerca de 2 milhões de toneladas de carne bovina, por ano. Em 2022, foram 2,2 milhões por US$ 12,9 bilhões.

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    Maria Stella Damha

    A economista Maria Stella Damha é mestre pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e pela Universidade Bocconi, em Milão. Ela é uma dos cinco herdeiros do Grupo Encalso, empresa do setor de construção civil e infraestrutura, e em 2002 se tornou presidente da Damha Agronegócio, com fazendas em São Paulo, Goiás e Minas Gerais, onde há criação de gado e cultivo de grãos, como soja, milho e cana-de-açúcar. O trabalho de referência não é de hoje. O grupo foi pioneiro no uso de pivô central para a irrigação em fazendas de criação de gado, no início do movimento de integração lavoura-pecuária.

    Como empresária experiente, Damha já fez parte do grupo de pecuária da Bolsa Valores, hoje B3, e hoje integra o Instituto Millenium, think tank que reúne lideranças de vários setores da economia do país, onde ela é conselheira.

  • Rafael Cautella

    Mariana Soletti Beckheuser

    Mariana Soletti Beckheuser é presidente executiva da Beckhauser desde 2018. Entrou na operação em 2005 na empresa de equipamentos para contenção na pecuária fundada pelo avô nos anos 1970. Os trabalhos e estudos liderados pela sua equipe têm foco no bem-estar dos animais em suas passagens pelos currais, onde acontece boa parte do manejo de uma fazenda.

    Beckheuser também vem se tornando uma liderança no setor. Nos últimos anos, foi convidada para compor o grupo de conselheiros do CPCE Noroeste (Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial), tornou-se representante da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) no conselho de desenvolvimento econômico de Maringá, e também é representante do conselho municipal de ciência, tecnologia e inovação deste município, onde está a sede de sua indústria paranaense.

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    Mariana Castanho

    Desde 2019, Mariana Castanho é diretora comercial para as regiões Sudeste e Nordeste da Corteva, multinacional de insumos agropecuários. É economista pela USP, com MBA em negócios pela Universidade de Pittsburgh (EUA). Ela ingressou na empresa como coordenadora financeira em 2001, quando ainda era Dupont. A Corteva nasceu em 2018, reunindo Dow AgroSciences, DuPont e Pioneer.

    Desde esse ano, Castanho também lidera o processo de transformação cultural na Coodetec, unidade que fazia parte da Dow, com unidades de pesquisa de trigo, soja e milho em Cascavel e Palotina (PR), Rio Verde (GO), Sorriso (MT) e Indianópolis (MG). Em parceria com a Fundação Dom Cabral e com a Associação Brasileira do Agronegócio, a Corteva também criou em 2019 a Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio, e Castanho tem representado esse trabalho em eventos do setor.

  • VOndei/Forbes

    Mariana Franco Tellechea

    A pecuarista e médica veterinária Mariana Franco Tellechea, dona da Cabanha Basca, de Uruguaiana (RS), assumiu neste ano a presidência da Associação Brasileira de Angus, entidade criada em 1963 para reunir os criadores desses bovinos, a mais importante raça de origem europeia criada no Brasil. Tellechea foi a primeira mulher eleita para o cargo. Mas, sempre atuante no setor, ela já havia ocupado a vice-presidência da entidade em outras gestões, como ocorreu em 2011/2012.

    Na atual gestão, Tellechea também integra o comitê gestor do Programa Carne Angus Certificada, juntamente com outros dois pecuaristas. Na seleção genética, ela é uma referência. Sempre esteve à frente do trabalho de melhoramento do grupo, assumindo os negócios da família aos 27 anos, e os seus próprios somente em 2009 quando criou a Basca.

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    Mariana Vasconcelos

    Em 2014, aos 23 anos e recém-formada em administração, junto com dois amigos Mariana Vasconcelos fundou a Agrosmart, startup que criou um sensor climático que ajuda os produtores a economizar água nas lavouras. Depois de uma temporada no Vale do Silício, a startup entrou no mercado em 2016.

    Vasconcelos passou pela Esalq/USP, Singularity University, Harvard University, London School of Economics and Political Science e Stanford University, e é considerada uma das jovens mais inovadoras pela MIT Technology Review. Dos mais recentes reconhecimentos, em abril deste ano ela passou a integrar o Imagine Leader, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Em 2022, passou a integrar o Young Global Leader, do Fórum Econômico Mundial, além de membro do conselho consultivo para agricultura digital do IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura), com sede na Costa Rica.

  • Rafael Cautella

    Nina Plöger

    Nina Plöger, especialista em consultoria estratégica, investimentos internacionais e cenários econômicos, tem uma vasta formação acadêmica, passando pela Saint Paul Escola de Negócio, Fundação Dom Cabral, a ESMT Berlin (European School of Management and Technology) e PUC-SP.

    Também faz parte da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), órgão das Nações Unidas, e é conselheira da Confederação Nacional Brasil-Israel de Comércio e Indústria, onde promove o fomento das relações comerciais entre os dois países. Desde 2003, Plöger é diretora do IPDES, consultoria de desenvolvimento empresarial e institucional, da qual ela é co-fundadora e de onde comanda um vasto trabalho voltado à liderança feminina também no agronegócio.

  • Rafael Cautella

    Norma Rampelotto Gatto

    O Grupo Gatto, com sede em Rondonópolis (MT), começou a nascer no final dos anos 1970. Hoje, o grupo possui fazendas em municípios como Itiquira, Canarana e Ipiranga do Norte, todos em Mato Grosso, onde cultiva grãos e cria gado. Norma Rampelotto Gatto foi praticamente obrigada a assumir a lida nas fazendas após a morte precoce do marido. E se tornou uma liderança natural do atual movimento de valorização das mulheres do agronegócio.

    Nos últimos anos, Gatto tem sido frequentemente convidada para falar dos desafios da gestão de propriedades e de seu aprendizado como empresária do campo. Ela também se tornou uma propagadora do sistema ILP (integração lavoura-pecuária), que segundo a executiva mudou seu negócio.

  • Rafael Cautella

    Raquel Steltenpool

    Raquel Steltenpool vem de família de origem holandesa, especializada na comercialização de flores e plantas ornamentais. O cultivo faz parte da história da família há 50 anos e nos dias atuais é ela quem está à frente do negócio, com sede em Paranapanema, município paulista fundado por esses imigrantes, que depois criaram Holambra, referência nacional no setor.

    Mas Steltenpool não fica nos limites da propriedade. Ela é uma difusora da ideia de que o setor de flores pode ir além e para todo o país. É dela a ideia de promover workshops em mercados ainda jovens, como o Centro-Oeste do país, onde mantém uma distribuidora em Cuiabá. O cultivo de flores no país é crescente e gera renda para muitos produtores, incluindo os pequenos e também a agricultura familiar.

  • Divulgação

    Roberta Suplicy

    Roberta Suplicy é arquiteta e já foi dona de um restaurante na capital paulista. Mas, desde 2013, ela comanda a Urban Remedy, marca de alimentos naturais que mantém como rotina parcerias com produtores rurais. A ideia e a construção da marca foram importadas da Califórnia, onde a empresa começou baseada na filosofia de que “seu alimento é seu remédio”.

    Suplicy também faz parte de movimentos de formação de lideranças femininas. No ano passado, foi uma das fundadoras do grupo ‘Uma Sobe e Puxa a Outra’, versão no país do Rise and Raise Others, da ONU Mulheres, aqui comandado pela professora Natasha de Caiado Castro, da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), com 350 empreendedoras.

  • Divulgação

    Sônia Ambar do Amaral

    Sônia Ambar do Amaral é presidente do grupo Ambar Amaral, que atua em diversas áreas do agronegócio brasileiro: pecuária e agricultura em Mato Grosso, e biofertilizantes e aquicultura em São Paulo. Amaral é formada em odontologia, com pós graduação, e passou a tocar os negócios da família depois da perda do marido.

    Ela tem MBA em economia e gestão empresarial pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e vem se destacando na piscicultura como um exemplo de gestora, na criação de tilápias, um setor em crescimento no país. Está à frente da divisão de negócios da marca Brazilian Fish, única empresa nacional com a cadeia verticalizada na aquicultura, localizada em Santa Fé do Sul (SP), na região do lago da hidrelétrica de Ilha Solteira.

  • Rafael Cautella

    Talita Cury Robusti

    A advogada Talita Cury Robusti é acionista e conselheira de administração do Grupo Santa Clara, em Ribeirão Preto (SP), indústria de fertilizantes especiais e produtos biológicos. Robusti é uma das sucessoras e começou na empresa em 2009, como assistente administrativa, passou para a gerência e chegou a diretora jurídica.

    Nesse meio tempo, se especializou em finanças no Insper, em ESG pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, e tem MBA em gestão empresarial pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). No conselho da empresa, ela chegou há dois anos e é a única mulher à frente da estruturação do planejamento estratégico, da implementação da governança e da sucessão familiar, além de fazer parte dos comitês de crédito e risco da companhia.

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    Victória Donegá

    A engenheira agrônoma Victória Donegá, formada pela Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), trabalha na empresa da família, a PGVD Agrícola, há cinco anos. A empresa produz cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto (SP), e cultiva grãos, entre eles soja e milho, além da criação de gado de corte, em Nova Xavantina (MT), onde pratica o sistema ILP (Integração lavoura-pecuária) na região do Vale do Araguaia.

    Formada em 2017, Donegá, que concentra a maior parte de seu trabalho em Mato Grosso, faz parte de uma geração do agro que vem sendo preparada para suceder os negócios. Ela tem participado de grupos de mulheres do agronegócio e de encontros de lideranças do setor no grupo das jovens empreendedoras.

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Alessandra Nishimura

Terceira geração de uma família de imigrantes japoneses, a administradora de empresas Alessandra Nishimura faz parte, desde 2008, do conselho da holding do Grupo Jacto, fabricante de máquinas e equipamentos agrícolas, com sede em Pompeia (SP). A holding possui seis empresas de diferentes segmentos.

Seu avô, Shunji Nishimura, chegou ao Brasil em 1932 e construiu, a partir de uma oficina onde fazia canecos para carroceiros, uma das mais importantes indústrias ligadas ao agro. Alessandra também foi coordenadora, por seis anos, do Next Gen, um projeto do FBN (Family Business Network) no Brasil, rede internacional que agrega empresas familiares e da qual ela permanece como membro.

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