Dia Mundial da Energia: 10 bilionários que estão trabalhando por formas mais limpas do recurso

Andriy Onufriyenko/GettyImages
Andriy Onufriyenko/GettyImages

De fontes eólicas à eletricidade produzida a partir do bagaço da cana, eles estão contribuindo para preservar o planeta

O setor de energia, a exemplo de tantos outros, também foi negativamente impactado pela pandemia de Covid-19. De acordo com dados da IEA (Agência Internacional de Energia, da sigla em inglês), a demanda global por energia apresentou uma contração de 4% em 2020. No entanto, os dados projetados pela agência mostram que a crise tem data para acabar, com a expectativa de crescimento de 4,6% em 2021, apagando a perda do ano anterior. Enquanto isso, a demanda pelas fontes renováveis foi resiliente ao primeiro ano da pandemia e apresentou um crescimento de 3%.

A expectativa da entidade é que fontes limpas sejam cada vez mais usadas em 2021, a ponto de apostar num crescimento de 8% na categoria. Se isso se concretizar, elas alcançarão os 8.300 terawatt/hora, um aumento anual recorde em termos absolutos.

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Neste Dia Mundial da Energia, separamos 10 bilionários, em nível global, que estão contribuindo, de alguma maneira, para o desenvolvimento de formas de energia que não agridam o planeta. A seleção foi feita com base no ranking em tempo real da Forbes, com os patrimônios contabilizados na data de ontem (28).

Embora fora da lista atualmente, em função da alta da moeda norte-americana frente ao real, fazemos aqui uma menção a Mário Araripe, fundador da gigante de energia eólica Casa dos Ventos. A empresa fechou, no início do ano, um contrato para a venda de energia renovável com a Braskem superior a R$ 1 bilhão que prevê o fornecimento por 20 anos, evitando a emissão de aproximadamente 700 mil toneladas de CO2 na atmosfera. O patrimônio de Araripe, estimado pela Forbes Brasil em agosto do ano passado, era de R$ 7,3 bilhões.

Veja, na galeria de fotos a seguir, dez bilionários que estão contribuindo para a geração de energia limpa no planeta:

  • Robin Zeng

    País: Hong Kong
    Patrimônio: US$ 36,9 bilhões
    Posição geral no ranking: 35

    Robin Zeng é o fundador e presidente da CATL (Contemporary Amperex Technology), uma das maiores fornecedoras mundiais de baterias para veículos elétricos. A CATL é sediada em Ningde, na província de Fujian, e é listada na Bolsa de Valores de Shenzhen desde 2017. Entre seus clientes, estão companhias do porte de BMW, Volkswagen e Geely. Zeng também é Ph.D. do Instituto de Física da Academia Chinesa de Ciências.

    Reprodução/Forbes
  • Leonid Mikhelson

    País: Rússia
    Patrimônio: US$ 25,8 bilhões
    Posição geral no ranking: 67

    Mikhelson é o fundador e presidente, desde 1994, da produtora de gás natural Novatek, avaliada em US$ 58,4 bilhões. O bilionário é bacharel em artes e ciências pelo Instituto Kuybyshev de Engenharia e Construção e começou sua carreira como capataz durante a construção de um gasoduto na região de Tyumen, na Rússia.

    Getty Images
  • Aloys Wobben

    País: Alemanha
    Patrimônio: US$ 6,9 bilhões
    Posição geral no ranking: 406

    Wobben fundou a Enercon em 1984, uma das maiores produtoras mundiais de turbinas eólicas, com cerca de US$ 4 bilhões em receita anual. A companhia se concentra em parques eólicos em terra, e seu grande avanço tecnológico veio em 1992, após o lançamento da primeira turbina eólica sem engrenagens.

    Ao contrário de alguns players do setor, a Enercon não apenas produz e monta turbinas eólicas, mas também oferece programas de serviço para suas usinas. Por motivos de saúde, Wobben deixou a vida ativa dos negócios em 2012 e transferiu sua participação de 100% na companhia para um fundo familiar.

    Reprodução/Forbes
  • Wang Yusuo & família

    País: China
    Patrimônio: US$ 8,3 bilhões
    Posição geral no ranking: 312

    A ENN Energy Holdings Ltd. foi fundada por Yu Suo Wang em 1992 e está sediada em Langfang, China. A empresa de investimento se dedica ao negócio de fornecimento de gás natural, verticalmente integrada e com interesses na China e no exterior. Wang Zizheng, filho de Wang, é diretor do conselho de administração do Grupo ENN.

    O empresário de energia abriu o negócio depois que foi reprovado nos difíceis exames de admissão para as universidades do país. Wang também controla a Beibu Turismo do Golfo, listada em Xangai.

    Reprodução/Forbes
  • Cao Renxian

    País: China
    Patrimônio: US$ 6,3 bilhões
    Posição geral no ranking: 450

    O bilionário chinês é fundador e presidente da Sungrow Power Supply, companhia que, desde 1997, fabrica inversores solares fotovoltaicos, conversores de energia eólica e fontes de alimentação. A empresa é listada na Bolsa de Shenzhen com capitalização de mercado de US$ 20 bilhões na tarde da última quinta-feira. Renxian lecionou na Universidade de Tecnologia de Hefei, onde sua empresa é sediada, entre 1993 e 1998.

    Divulgação/Forbes
  • Daniel Kretinsky

    País: República Tcheca
    Patrimônio: US$ 4,2 bilhões
    Posição geral no ranking: 743

    Kretinsky é proprietário e presidente da Energeticky a Prumyslovy Holding (EPH), o maior grupo de energia da Europa Central. A EPH, que emprega mais de 25 mil pessoas, distribui e fornece eletricidade, armazenamento e transmissão de gás. A companhia detém ainda subsidiárias que atuam no ramo de energia eólica, como a Mibrag Neye Energie, na Alemanha, além da Biomasse Italia e a Lynemouth Power, do setor de biomassa.

    O bilionário também possui participações no jornal francês “Le Monde” e no gigante varejista alemão Metro AG. Em maio de 2020, o empresário comprou uma participação de 5% na empresa postal do Reino Unido, a Royal Mail, e 5% da rede de lojas de departamentos norte-americana Macy’s.

    Reprodução/Forbes
  • Somphote Ahunai

    País: Tailândia
    Patrimônio: US$ 3 bilhões
    Posição geral no ranking: 1090

    Ex-corretor de valores mobiliários, Ahunai fundou a empresa de energia renovável Energy Absolute em 2006 e abriu o capital da companhia em 2013. Atualmente, a empresa está expandindo suas operações para o armazenamento de energia, com um projeto de uma fábrica de baterias de US$ 3 bilhões que tem o objetivo de produzir baterias de íon-lítio.

    Sua subsidiária, a Energy Mahanakorn, planeja construir 1.000 estações de recarga para veículos elétricos em todo o país. O primeiro carro elétrico de sua subsidiária Mine Mobility é um hatchback de cinco lugares, que já garantiu um pedido de 3.500 unidades de um sindicato de táxis do país.

    Reprodução/Forbes
  • Ermírio Pereira de Moraes

    País: Brasil
    Patrimônio: US$ 2 bilhões
    Posição geral no ranking: 1621

    A família controladora do Grupo Votorantim também tem parte de seus negócios voltados à energia limpa. Com 21 parques eólicos e 564 megawatts de capacidade instalada, a Votorantim Energia alimenta mais de 400 mil residências. Neste ano, a companhia planeja investir R$ 2 bilhões na construção dos complexos Ventos do Piauí II e III, que contarão com mais 10 parques eólicos e adicionarão mais 409 megawatts à capacidade. Aos 89 anos, Ermírio Pereira de Moraes mantém sua participação na Votorantim, mas não atua mais no dia a dia da empresa. No ranking, também está Maria Helena Moraes Scripilliti, irmã de Ermírio Pereira, com outros US$ 2 bilhões.

    Divulgação/Forbes
  • David Feffer

    País: Brasil
    Patrimônio: US$ 1,5 bilhão
    Posição geral no ranking: 2189

    A Suzano, que tem na família Feffer acionistas referência, prioriza o uso da energia gerada pelas próprias plantas de produção, majoritariamente advindas de fontes renováveis como biomassa composta por cascas, toretes e rejeitos do processo de picagem da madeira e biomassa líquida. O excedente dessa geração é vendido a outros agentes de mercado. Em 2020, 87,28% da matriz energética da Suzano foi proveniente de fontes renováveis, com aumento de aproximadamente 6% na exportação de energia deste tipo em relação ao ano anterior. Quatro integrantes da família Feffer compõem o ranking de bilionários da Forbes, liderados por David Feffer, presidente da holding e do conselho de administração. Daniel, Jorge e Ruben, irmãos de David, possuem, cada um, US$ 1,4 bilhão.

    Divulgação/Forbes
  • Rubens Ometto

    País: Brasil
    Patrimônio: US$ 7,9 bilhão
    Posição geral no ranking: 343

    Ometto é o proprietário da Cosan, que une empresas com nomes fortes do ramo de combustíveis e energia, como a Raízen, que além de exportar açúcar e produzir etanol proveniente da cana, gera energia a partir do bagaço do vegetal, com capacidade instalada de produção de energia elétrica de um gigawatt. De acordo com a companhia, essa capacidade atual de produção seria suficiente para abastecer uma cidade do tamanho do Rio de Janeiro por um ano por essa fonte. O pico de produção é no período mais seco do ano, o que compensa o tempo em que a matriz hídrica é mais pressionada. A Compass Gás e Energia, outra integrante do grupo Cosan, também produz energia limpa, transformando gás em eletricidade.

    Divulgação/Forbes

Robin Zeng

País: Hong Kong
Patrimônio: US$ 36,9 bilhões
Posição geral no ranking: 35

Robin Zeng é o fundador e presidente da CATL (Contemporary Amperex Technology), uma das maiores fornecedoras mundiais de baterias para veículos elétricos. A CATL é sediada em Ningde, na província de Fujian, e é listada na Bolsa de Valores de Shenzhen desde 2017. Entre seus clientes, estão companhias do porte de BMW, Volkswagen e Geely. Zeng também é Ph.D. do Instituto de Física da Academia Chinesa de Ciências.

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