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O modelo de transição energética e a cobertura vegetal da Universidade de Fortaleza

As tecnologias inovadoras são fundamentais para combater as mudanças climáticas, que exigem emissões mais baixas de energia.

Haroldo Rodrigues
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Rapeepong Puttakumwong/Getty Images
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Dentre as limpas, a fonte solar é a que apresenta maior crescimento, liderando o setor elétrico global em novas usinas de geração de energia

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Embora presente em todos os setores da economia, a sustentabilidade tem destaque quando o assunto é geração de energia. Trata-se de um dos setores que mais impactam o meio ambiente.

No atual contexto, fontes renováveis de energia são um dos eixos centrais para um desenvolvimento sustentável. A recuperação econômica do mundo pós-Covid-19 levará em consideração os investimentos numa matriz ambientalmente amigável.

A energia solar, por exemplo, tem relevância quando o assunto são os critérios ESG. É bom lembrar que é uma fonte competitiva, silenciosa, de baixa manutenção e que não polui durante sua operação.

Dentre as limpas, a fonte solar é a que apresenta maior crescimento, liderando o setor elétrico global em novas usinas de geração de energia. O Brasil, particularmente, surge como um investimento interessante e bem responsável, pois o país tem um dos melhores recursos solares do planeta.

Os eventos climáticos cada vez mais extremos e a elevação do nível do mar são sinais inequívocos de um dos maiores desafios do nosso tempo: as mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, cerca de 850 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso confiável à eletricidade, que é a base do desenvolvimento sustentável.

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Estes são tempos difíceis. As empresas precisam de soluções inovadoras para ter sucesso, além de soluções individuais que se adaptem às suas estratégias de descarbonização.

As tecnologias inovadoras são fundamentais para combater as mudanças climáticas. A transição energética é uma grande mudança, um desafio com muito potencial. Todos teremos que contribuir e aceitar as mudanças em nosso ambiente.

O mundo está faminto por energia e as mudanças climáticas exigem emissões mais baixas. Por outro lado, a transição energética leva tempo. Não é uma milha noturna.

Com 50 anos de fundação, incrustada no nordeste do Brasil, na cidade de Fortaleza, a UNIFOR (Universidade de Fortaleza) tem sido modelar na transição energética. Painéis solares na área de estacionamento do campus e uma ampla cobertura vegetal não apenas geram eletricidade, mas também criam oportunidades de pesquisa ambiental numa cidade que chama atenção pela alta densidade demográfica, em constante expansão e constantemente afetada por secas recorrentes.

No início desse ano, a UNIFOR ativou a sua usina solar instalada na “coberta” de um novo estacionamento. O equipamento tem 5.580 placas solares implantadas numa área de aproximadamente 22 mil m², com capacidade para gerar uma economia de energia – no pico do dia – de 2.1 MWp.

A geração solar impacta, além da descarbonização, uma economia direta entre 25% e 30% do consumo de energia elétrica da Universidade. Além disso, a usina produz energia para pontos de abastecimento de carros elétricos no campus.

É inspirador o modelo da transição energética que a UNIFOR experimenta. Só reforça o comprometimento da instituição no uso de tecnologias eficientes e confiáveis para transformar o mundo. Os investimentos vão mais além do que um suposto retorno da pegada do carbono, aliás, uma forte tendência de investimentos no ensino superior global, mas é um farol que joga luz no comprometimento de formar gerações onde os benefícios sociais e ambientais fazem parte do DNA da Universidade.

Ah, ainda sobre a cobertura vegetal do campus, não esqueçamos das orquídeas, flor de lótus e até das vitórias-régias! Nesta imensa cobertura vegetal, com mais de 225 mil m² de verde, é possível uma plena convivência, integração e conexão com um ecossistema de grande diversidade de plantas, florescendo durante todo o ano.

À guisa de ilustração, de acordo com inventário ambiental realizado em 2008, só o entorno do prédio central da reitoria da UNIFOR abriga mais de 90 espécies vegetais.

Nada melhor que um laboratório a céu aberto para todos: alunos, pesquisadores e sociedade. É nesse ambiente que as portas da sustentabilidade, o legado de longo prazo, permanecem ainda mais abertas. O foco está na aprendizagem experiencial, que com certeza é o maior retorno sobre o investimento.

Haroldo Rodrigues é sócio-fundador da investidora in3 New B Capital S.A. Foi professor titular e diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Fortaleza e presidente da Fundação de Amparo a Pesquisa do Ceará.

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