Com US$ 400 milhões já investidos na região amazônica desde 2010, Natura reforça iniciativas de sustentabilidade

Divulgação/Natura & Co
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Grupo Natura encara os desafios de preservação da Amazônia como oportunidades para construção de uma economia de baixo carbono

O grupo Natura & Co anunciou ontem (22) suas propostas de sustentabilidade para a década num evento online de celebração de um ano do lançamento do seu “Compromisso com a Vida 2030”. A fabricante de cosméticos apresentou planos para o enfrentamento dos desafios mais urgentes do planeta ligados à crise climática, proteção dos direitos humanos e inclusão e diversidade nas empresas.

Com a reunião de lideranças da companhia e especialistas em sustentabilidade e meio ambiente, o evento deu ênfase ao objetivo do grupo e de suas quatro marcas – Avon, Natura, The Body Shop e Aesop – para colocar em prática suas metas para preservação da floresta Amazônica e os caminhos para a construção de uma economia regenerativa e circular.

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De acordo com a companhia, suas emissões de gases de efeito estufa são estimadas em 2 milhões de toneladas atualmente. No entanto, como as marcas estão em estágios diferentes de mediação das pegadas de carbono, foi fechada uma parceria com a Carbon Trust que vai dar suporte na missão de reduzir as emissões.

“Para zerarmos essas emissões precisamos inovar e monitorar toda a cadeia de suprimento e operações do grupo. Estamos conectados com os líderes dos negócios, governos e sociedade civil para encontrar soluções sustentáveis”, afirmou Roberto Marques, presidente executivo e CEO do Grupo Natura & Co. “Além disso, a crise climática é o grande desafio da nossa época, e o setor privado será responsável por tomar uma atitude e promover as mudanças para atingirmos os objetivos das metas do Acordo de Paris.”

Ao longo do evento, as lideranças da empresa enfatizaram a importância de uma atenção especial à Amazônia, levando em conta que a floresta abriga 10% da biodiversidade do planeta e tem uma imensa capacidade de absorver emissões de gases de efeito estufa e mitigar as mudanças climáticas. Mas também alertaram para os elevados índices de desmatamento e secas na região, além dos riscos à vida dos povos locais e à economia global. Nesse sentido, a companhia afirmou que pretende impulsionar seus esforços de descarbonização de sua cadeia produtiva por meio da redução do consumo de plástico e outros materiais usados nas embalagens de seus produtos.

“As embalagens, no momento, representam muitas das nossas emissões de carbono e são nosso maior desafio para sermos emissão zero. Cerca de 81% delas já são biodegradáveis, mas queremos chegar a 100% até 2030. Para reduzir radicalmente a quantidade de embalagens, vamos rever os materiais usados e investir em medidas de reutilização. Também pretendemos investir mais de US$ 100 milhões em soluções regenerativas nos próximos anos. Assim, poderemos retribuir à natureza mais do que consumimos”, afirmou Silvia Lagnado, líder de crescimento sustentável da Natura & Co.

E como o bioma amazônico está presente em oito países da América Latina onde a gigante dos cosméticos atua e uma parte importante de suas atividades está em 40% do território brasileiro, a companhia enxerga isso como uma imensa oportunidade para ajudar o Brasil a liderar os esforços globais em direção a uma economia de baixo carbono. “Desde 2010, investimos mais de US$ 400 milhões na região, pois estabelecemos relação com 34 comunidades e mais de 7.000 famílias. Isso é um fator-chave da nossa presença por lá, seja nos ajudando a transformar ingredientes da biodiversidade em produtos, seja  desenvolvendo novas soluções agrícolas, como o sistema agroflorestal para a produção do óleo de palma”, explica Andrea Alvares, diretora de marca, inovação, internacional e sustentabilidade da Natura.

Andrea também afirmou que, se o movimento de conservação da biodiversidade e economia regenerativa for bem implementado, ele representará uma grande oportunidade de desenvolvimento do Brasil e da região sul-americana, promovendo não apenas a manutenção de recursos naturais, como também a qualidade de vida das populações. Contudo, a executiva também reforça que o país ainda está longe desse cenário. “Até hoje o desenvolvimento da região amazônica se baseia no extrativismo de grandes commodities e mineração, no entanto o comércio de commodities florestais representa apenas cerca de 0,05% do PIB. E o crescente desmatamento ainda é um dos obstáculos para o desenvolvimento local.”

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O encontro contou, ainda, com a participação de Tasso Azevedo, coordenador geral do MapBiomas, projeto de mapeamento e dados das riquezas naturais brasileiras, que alertou que há mais de 1.300 quilômetros quadrados de área desmatada da Amazônia, causada por incêndios florestais criminosos para conversão do território em pastagens, além de outros danos provocados pela mineração. “Mais de 98% dos desmatamentos que tivemos em 2020 têm uma evidência de ilegalidade e ocorreram, em grande parte, em áreas protegidas e reservas indígenas. Junto com a mineração, o território sofre com a perda da biodiversidade, a disseminação de doenças e a violência contra os povos indígenas”, explicou.

Para reverter esse cenário, a Natura está unindo esforços com o MapBiomas para combater os crimes ambientais como uma de suas metas até o fim da década, além de fomentar modelos de regeneração que incluam o progresso social. Para esse propósito, a companhia anunciou o lançamento de uma nova ferramenta de monitoramento da biodiversidade chamada “PlenaMata”, em parceria com MapBiomas e o portal “InfoAmazônia”.

Com o apoio de cientistas, empresas e ONGs, o “PlenaMata” coletará dados relacionados ao desmatamento e à conservação ambiental com ênfase na Amazônia para elaborar iniciativas com o poder público, o setor privado, a sociedade civil e organizações locais para fomentar ações e diálogos coletivos em torno da preservação e do desmatamento. “A ideia é encontrar maneiras para as pessoas compensarem seus impactos no meio ambiente e reverter as condições atuais da floresta”, afirma Tasso Azevedo.

 

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