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Havaianas anuncia programa global para dar destino sustentável às sandálias descartadas

Iniciativa de economia circular aproveita os materiais consumidos em outros ciclos produtivos, além de estimular operações de carbono zero

Mateus Omena
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Urnas coletoras da Havaianas para deposito de sandálias e chinelos fora de uso

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Em junho, a Havaianas anunciou o lançamento do programa global Havaianas ReCiclo que tem como objetivo dar um destino adequado às sandálias descartadas pelo público. O projeto é realizado em parceria com a TrashIn, startup especializada na gestão de resíduos.

A iniciativa foi elaborada como uma solução sustentável aos produtos da marca de sandálias e chinelos, minimizando seus impactos no meio ambiente e estimulando transformações sociais, por meio da economia circular. Em lojas da Havaianas e em condomínios residenciais, os consumidores podem encontrar urnas coletoras para depositar seus calçados fora de uso, que, posteriormente, serão coletados pela TrashIn e encaminhados às cooperativas de reciclagem.

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De acordo com Fefa Romano, CMO da Alpargatas (empresa dona das marcas Havaianas e Osklen), o projeto também visa criar condições para responsabilidade ambiental entre os consumidores, ao apresentar métodos de descarte adequado para seus calçados. “O programa tem o compromisso de conscientizar seu consumidor sobre a importância do descarte correto dos produtos e garantir seu acesso a essas soluções sustentáveis”, afirma.

Após a triagem, os produtos em mau estado de conservação serão encaminhados aos centros de processamento parceiros do Havaianas ReCiclo que transformarão os resíduos em pneus, tapetes para playground, entre outros produtos.

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O projeto piloto focado em economia circular teve início em dezembro de 2020 com o objetivo de testar o modelo nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, contemplando três lojas próprias e quatro condomínios residenciais, sendo dois em cada cidade. Em janeiro, a fase 1 do projeto testou o modelo em franquias, com 11 pontos de venda, expandindo para as cidades de Recife e Ilha Grande. Neste mesmo período, houve a expansão global de logística reversa nas operações da Europa, América do Norte e Ásia.

Toda a rota logística do programa foi pensada para ser carbono zero, de modo que o processo de transporte dos resíduos dos pontos de coleta até as cooperativas de reciclagem não emita gases de efeito estufa. Segundo Fefa Romano, a operação de logística de baixo carbono acontece de duas formas: “Primeiro, priorizamos as coletas de bicicleta, onde não emitimos gases de efeito estufa. Segundo, quando não é possível utilizar esses modais, as coletas com veículos de motor a combustão são compensadas pelas aquisições de crédito de carbono. Assim, atuamos na prevenção da emissão e na neutralização do que foi emitido“, explica.

De acordo com levantamento da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), atualmente, apenas 3% das 80 milhões de toneladas de resíduos que o Brasil produz são reciclados. Diante deste cenário, Fefa reforça a importância da economia circular e da logística reversa para reinserção dos produtos usados na cadeia produtiva, por meio de ações de desenvolvimento das cooperativas de reciclagem. “Através do programa ReCiclo, a Havaianas está impulsionando a prática da coleta seletiva nessas organizações, investindo em treinamentos e desenvolvimento de processos, maximizando a jornada de transformação de resíduos junto a esses agentes que são responsáveis por cerca de 90% da reciclagem do país.”

Por outro lado, o programa também visa provocar impactos sociais positivos com a geração de renda adicional às famílias através da compra dos resíduos. “Hoje, são 129 famílias beneficiadas pelo projeto e que contribuem para reduzir a quantidade de resíduos que seriam descartados em lixões e aterros sanitários, além de diminuir a necessidade da exploração de matéria-prima para confecção de novos produtos”, pontua a executiva. “A eficiência deste sistema está na sua capacidade de aproveitar os recursos descartados em outros ciclos produtivos, tendo assim finais adequados para o meio ambiente”, completa.

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Entre os produtos encaminhados aos centros de processamento, aqueles que estiverem em bom estado, após passar por um rigoroso processo de esterilização, são doados ao Instituto Tiago Camilo, criado pelo atleta de mesmo nome, para levar às periferias de São Paulo oportunidades de aprendizado por meio da cultura e do esporte.

A Havaianas também está buscando a liderança entre as companhias engajadas em cadeias produtivas eco-friendly. Segundo Fefa Romano, a empresa, ao reestruturar suas operações para diretrizes de baixo impacto ambiental, fez com que 97% de suas sandálias produzidas atualmente passassem a contar com 40% de materiais reciclados, provenientes de resíduos industriais. E com esse viés, a executiva afirma que a marca também transfere aos consumidores responsabilidades em relação ao meio ambiente.

“Ao incluir os consumidores como parte das soluções para os problemas ambientais, eles ganham maior poder de ação ao adotarem práticas sustentáveis no dia a dia. Assim, se tornam pessoas mais preparadas para tomarem decisões sensatas sobre o planeta”.

 

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