7 startups que podem ser poderosas aliadas das empresas na implementação de práticas ESG

Paul Bradbury/Getty Images
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A empresa de inovação aberta Distrito mapeou 802 ESG Enablers – aliadas na implementação de práticas ESG – no ecossistema brasileiro

Na última década, o volume investido em ESG Enablers, startups que levam os pilares ambiental, social e de governança para dentro das empresas, já passa de US$ 1 bilhão no Brasil. A informação é do relatório “Inside ESG Tech Report #2”, realizado pela empresa de inovação aberta Distrito em parceria com a KPMG.

Nelmara Arbex, sócia-líder de ESG da KPMG, enxerga a movimentação do ecossistema de forma positiva, com cada vez mais atração de capital, especialmente em negócios com atalhos estratégicos para soluções caras e complexas, relacionadas a problemas sociais e ambientais concretos. “Essas startups são os catalisadores que precisamos para acelerar a transição para a economia circular, de baixo carbono, inclusiva e regenerativa”, diz a especialista.

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Para ela, existem múltiplos caminhos a serem seguidos em prol da sustentabilidade. As startups podem ajudar empresas na jornada ESG oferecendo soluções leves, baratas e que atuem diretamente na gestão de projetos de impacto, assim como em questões éticas e de transparência. “Elas também podem fazer isso indiretamente, ao ajudar os clientes e funcionários a saberem mais sobre as práticas das empresas”, explica.

Apesar da tendência, a pesquisa revela que o volume investido até junho de 2021 – US$ 89,8 milhões – corresponde a apenas um terço do total aportado no ano passado, de US$ 284,7 milhões. “O ecossistema de startups com soluções em ESG ainda é novo. Com o tempo e o crescimento dessas empresas de base tecnológica com modelos de negócio sustentáveis, o número de cheques de valores mais elevados tende a aumentar, assim como o volume total investido”, considera Tiago Ávila, head do Distrito Dataminer, braço de inteligência da Distrito.

O levantamento destaca, entre os negócios mais recentes, o aporte na edutech Witseed, que recebeu um investimento-anjo de US$ 176 mil da Criaviz Ventures. A startup faz parte das 802 ESG Enablers mapeadas pela Distrito no ecossistema brasileiro. O setor predominante é o de água e energia, com 144 empresas, que juntas são responsáveis por uma participação de 17,96%. Em seguida, estão as edutechs (10,22%), fintechs (8,73%), martechs (8,6%), hrtechs (7,73%), greentechs (5,61%), negócios sociais (4,24%), Indústria 4.0 (3,39%), agtechs (3,12%) e biotechs (2,99%).

A seguir, listamos 7 startups que podem ser aliadas poderosas na implementação e acompanhamento das práticas ESG das empresas:

  • Moss

    Criada em março de 2020, a fintech ambiental vende tokens de créditos de carbono em blockchain para pessoas físicas e jurídicas interessadas em compensar suas emissões de gases poluentes. Para as empresas, a startup calcula as pegadas de carbono liberadas e fornece soluções de onde e como minimizar o impacto por meio da compra de crédito de carbono. Depois de compensar as emissões, o cliente recebe o certificado e selo oficial da MOSS.

    A fintech afirma que, em pouco mais de um ano de operação, já compensou quase 900 mil toneladas de CO2, preservou 734 milhões de árvores e transferiu US$ 10 milhões para projetos de conservação da Floresta Amazônica. Seus clientes incluem C6 Bank, iFood e Gol.

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  • Trashin

    A cleantech faz a gestão de resíduos para garantir a correta destinação do lixo. O processo se dá por meio de coletas organizadas, treinamento dos funcionários, sinalização clara das lixeiras e, por fim, transporte e descarte correto dos materiais. O serviço inclui, ainda, a certificação de toda a operação, entregando dashboards e relatórios interativos que comprovam os impactos positivos atrelados aos serviços prestados.

    A startup oferece, ainda, soluções de logística reversa, permitindo que itens pós-consumo sejam reaproveitados como matéria-prima reciclada para a fabricação de novos itens. A empresa cria pontos de coleta personalizados de acordo com a identidade visual de cada cliente. Quando cheios, um sensor de preenchimento avisa a equipe da cleantech que a coleta do material precisa ser feita, otimizando a logística.

    Segundo a empresa, cujos clientes incluem Havaianas, P&G, Movida, ESPM e Unimed, há um aproveitamento de 74% dos resíduos coletados e um aumento de renda de 25% para as cooperativas.

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  • Incetiv.me

    Fundada em 2016, a Incentiv.me é uma taxtech de inovação tributária que oferece produtos e serviços para o ecossistema das leis de incentivo fiscal. Aliada à categoria “S” do ESG, a startup faz um diagnóstico completo da empresa, identificando todos os benefícios fiscais via leis de incentivo. Depois, indica qual é o potencial de aproveitamento, para que elas decidam onde investir seus impostos e possam direcionar os recursos para projetos de impacto.

    Até agora, a startup já financiou 280 projetos de impacto utilizando 25 leis, e tem R$ 266 milhões em iniciativas sociais no portfólio.

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  • Witseed

    A edutech ajuda empresas a desenvolver, em seus profissionais, as habilidades necessárias para atingir os melhores resultados, contribuindo para que as companhias se tornem cada vez mais competitivas. Por meio de técnicas de storytelling, desenvolve cursos variados que abordam de transformação digital a soft skills para capacitar o time corporativo de forma 100% online.

    Os funcionários recebem recomendações personalizadas de desenvolvimento de acordo com seus interesses e necessidades de mercado, através de um sistema de inteligência artificial. A ferramenta oferece, ainda, analytics para que os gestores acompanhem todo o progresso das suas equipes.

    Watchara Piriyaputtanapun/Getty Images
  • Gofriendly

    A startup nasceu como um projeto colaborativo de celebração e promoção da diversidade e inclusão nos negócios. A empresa conecta bares, cafés, restaurantes e outros estabelecimentos e serviços com pessoas LGBT+ que buscam lugares diversos, inclusivos e seguros.

    Além de mapear os espaços, a startup oferece workshops para qualificar os colaboradores e, ainda, certificados que comprovam que o lugar está comprometido em ser um ambiente sem preconceitos e de respeito à diversidade.

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  • DataRisk

    Com foco no pilar de governança, a DataRisk é especializada em soluções proprietárias que automatizam o desenvolvimento de modelos preditivos com base em machine learning e inteligência artificial. Em seu portfólio estão companhias como Raízen, Sanofi, Souza Cruz, Basf, Suvinil e Riachuelo.

    Criada em 2017, a startup contribui para a previsão de risco das empresas, por meio de análise da checagem e autenticidade de documentos, automatização cadastral de produtos e serviços antifraude. Em 2019, recebeu um aporte de R$ 2,5 milhões do fundo Criatec 2, criado pelo BNDES e gerido pela Bozano Investimentos.

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  • Neoway

    Também especializada em práticas de governança corporativa, a Neoway trabalha com big data analytics e inteligência artificial. A startup oferece soluções inteligentes que transformam informação em conhecimento e geram produtividade e precisão para as estratégias de marketing digital, compliance, análise jurídica, gestão de crédito e prevenção de fraudes das companhias.

    Fundada em 2002 em Florianópolis, a startup lançou sua plataforma SaaS (software as a service) em 2012, e, hoje, ela concentra usuários de todo o país. Seus clientes incluem Banco Inter, Havan e Creditas. Em 2017, captou US$ 45 milhões em uma rodada de investimentos liderada pelo QMS Capital, com participação da Accel, Monashees, Endeavor Catalyst, PointBreak e Pollux.

    Yuichiro Chino/Getty Images

Moss

Criada em março de 2020, a fintech ambiental vende tokens de créditos de carbono em blockchain para pessoas físicas e jurídicas interessadas em compensar suas emissões de gases poluentes. Para as empresas, a startup calcula as pegadas de carbono liberadas e fornece soluções de onde e como minimizar o impacto por meio da compra de crédito de carbono. Depois de compensar as emissões, o cliente recebe o certificado e selo oficial da MOSS.

A fintech afirma que, em pouco mais de um ano de operação, já compensou quase 900 mil toneladas de CO2, preservou 734 milhões de árvores e transferiu US$ 10 milhões para projetos de conservação da Floresta Amazônica. Seus clientes incluem C6 Bank, iFood e Gol.

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