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Água na caixa: a próxima tendência no setor de embalagens, segundo a Tetra Pak

Presidente da empresa sueca no Brasil destaca o poder do ESG no futuro do segmento.

Beatriz Calais
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Marcelo Queiroz, presidente da companhia no Brasil, ensina a enxergar tendências

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Em Monte Mor, uma cidade do interior de São Paulo, a fábrica de embalagens da Tetra Pak recebe, diariamente, matéria-prima para a fabricação de embalagens que protegem uma série de alimentos. Leites, sucos e – surpreendentemente – até queijo são envasados em caixinhas da gigante sueca, que já atende mais de 200 marcas apenas no Brasil. “Fazemos um trabalho de ponta a ponta com nossos clientes, desde fornecer equipamentos de processamento e envase até o estudo de mercado e o envio das embalagens para os supermercados”, conta Marcelo Queiroz, presidente da companhia no Brasil.

“O leite, por exemplo, chega na fábrica e já tem contato com os melhores equipamentos de resfriamento e pasteurização, além das máquinas de ultraprocessamento”, explica ele. “Depois disso, a matéria-prima é transferida para a área de envase asséptico, onde é colocada nas famosas embalagens cartonadas longa vida. Com tudo pronto, a distribuição para lojas e supermercados já pode ser organizada.” Embora o leite seja uma grande referência das embalagens da Tetra Pak, Queiroz destaca que a empresa já passou da fase de ter apenas um tipo de cliente no mercado graças a uma variedade de novas categorias que vem explorando nos últimos anos.

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De sorvetes a refrigerantes, a empresa tem buscado expandir sua atuação no mercado global. E isso, claro, não diz respeito apenas às categorias de alimentos e bebidas. Também é preciso estar atento às novas tendências do setor, como água na caixinha de papel. “A sustentabilidade na cadeia de valor é uma grande demanda atualmente. O mercado de embalagens renováveis para água já está muito forte no exterior. Estamos trabalhando com mais de 150 marcas de água globalmente”, diz Queiroz.

No Brasil, embora o assunto só tenha estourado no ano passado, em meio à pandemia, duas empresas – a A9, pertencente à Poty, e a Água na Caixa – já correram para lançar as primeiras caixinhas de água do Brasil. “Nossas embalagens de água tem 75% de material completamente renovável, com fibra de papel. Também utilizamos um pouco de polietileno e alumínio, mas o importante é que a caixinha é totalmente reciclável”, revela o presidente, com orgulho.

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Para ele, o desenvolvimento de tendências como essa são essenciais para a sobrevivência de uma empresa nos tempos atuais. “Nos próximos anos, a população mundial vai começar a aumentar na ordem de 70 milhões de habitantes por ano, fazendo com que, em 2030, a necessidade de alimento seja 70% maior do que é hoje. Com o aumento do consumo, as embalagens precisam causar o menor impacto ambiental possível”, destaca, justificando por que o assunto precisa ser conduzido com seriedade. “Essa é uma exigência do comprador atual: ações ambientais, sociais e de governança concretas.”

Sob essa ótica, a empresa impulsionou seus esforços em sustentabilidade. “Nós triplicamos nosso investimento na busca de embalagens com fontes renováveis. Estamos lançando, globalmente, canudos de papel que, nesse momento, estão em período de teste na Europa e no Canadá. Esperamos que o material seja distribuído ainda este ano para os clientes do Brasil, mas antes precisamos nos certificar que o produto é perfeito. Renovável e seguro para a qualidade de alimentos e bebidas”, adianta o executivo.

COMO ENXERGAR TENDÊNCIAS

Embora seja uma visão acelerada pela pandemia, a atenção do consumidor por assuntos do gênero não nasceu do dia para a noite. Através do centro de inovação da empresa, Queiroz revela ter percebido essa movimentação há um bom tempo. Além disso, por ser uma empresa global com presença em mais de 170 países – Europa, Oriente Médio, África, Ásia e Américas -, o executivo também explica que o contato direto com o mercado externo ajuda a preparar o Brasil na recepção de tendências. O fim das garrafas de plástico já estava em voga nos Estados Unidos e na Europa antes de chegar em solo nacional, assim como a venda de queijos em caixa – outra novidade por aqui.

“No Egito, já vendemos mais de 1 bilhão de embalagens em caixa para queijo. Lá, isso é muito procurado para que o queijo feta seja distribuído de forma fresca, já que as cadeias de refrigeração do país não são tão fortes”, conta Queiroz. No Brasil, foi a mineira Embaré, um dos nomes mais importantes no setor nacional de laticínios, que decidiu lançar o primeiro queijo minas em caixinha, sob a marca Camponesa. Mais de R$ 25 milhões foram investidos para desenvolver o produto, considerado inovador.

Embalagens de iogurte em temperatura ambiente – uma tendência forte na China – também fazem parte da lista de novidades da empresa. “Temos um centro de inovação ativo no Brasil há quatro anos, onde falamos constantemente sobre a movimentação do setor. Queremos levar nossos clientes para níveis globais, então trabalhamos para que eles entendam o que os consumidores estão pensando e o que podemos fazer para entregar um produto alinhado às suas expectativas”, explica Queiroz. “Também ajudamos a desenhar as embalagens e a criar uma estratégia de marketing adequada, além de testar todas as formulações em nossas fábricas.”

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De certa forma, impulsionar clientes é uma via de mão dupla para a empresa: favorece ambos os negócios. Foi pensando nisso que a Tetra Pak criou um programa de aceleração de startups. Em parceria com a Plug & Play, plataforma de inovação que conecta grandes corporações a startups de diferentes setores, a ideia é encontrar planos de negócios promissores no setor de alimentos e bebidas. Em 2020, no primeiro ano do programa, foram cinco startups aceleradas. A expectativa para 2021 é manter essa média de investimentos.

Com uma trajetória de 70 anos, a Tetra Pak sabe bem a importância de ter um relacionamento íntimo com seus clientes e, claro, com seus consumidores. Mais do que observar o mercado externo, o segredo para enxergar tendências é ouvir a opinião pública, seja por embalagens mais práticas ou mais sustentáveis. O Brasil é o terceiro mercado – em termos de volume – do mundo para a empresa, atrás apenas de China e EUA, sendo assim, é mais do que essencial fazer da satisfação um dos pilares do negócio. “As empresas precisam de ações concretas. Quem acha que isso é modismo está muito enganado”, conclui.

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