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Primeiros selos para biodiesel Super A são entregues à BSBios

Empresa que tem capacidade de produzir 936 milhões de litros anuais do biocombustível verde estreia certificação da Aprobio para alto padrão de qualidade.

Redação
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Natt Boonyatecha/Gettyimages
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BSBios tem capacidade de produzir 936 milhões de litros de biodiesel por ano, certificados pela Control Union

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A Aprobio (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) entregou ontem (5) os três primeiros certificados do “Selo Aprobio de Qualidade – Biodiesel Super A” para o biodiesel auditado e certificado como produto processado pelas usinas associadas. As unidades que receberam o selo pertencem à BSBios, localizadas nos municípios gaúchos de Passo Fundo e Ijuí, mais Marialva, no Paraná. O anúncio da obtenção dos selos pela BSBios ocorreu no dia 30 de junho, durante a posse do novo presidente da entidade, Francisco Turra, ex-ministro da Agricultura, que nos últimos anos esteve à frente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).

Fundada em 2005, a BSBios, que já teve a Petrobras como sócia, pertence à RP Participações em Biocombustíveis, que faz parte do Grupo ECB, do empresário gaúcho Erasmo Carlos Battistella. Com capacidade de produzir 936 milhões de litros de biodiesel, no ano passado a BSBios faturou R$ 5,3 bilhões.

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“Nosso objetivo é ampliar a transparência ao mercado com auditoria de produto realizada por empresa certificadora independente e, assim, confirmar a adoção pelas usinas associadas das especificações mais rígidas (por exemplo, menor teor de metais), definidas pelo comitê técnico e aprovadas no conselho da Aprobio, e as boas práticas definidas pela Aprobio e sugeridas à ANP”, diz Julio Cesar Minelli, diretor superintendente da entidade.

A Aprobio lançou o selo no segundo semestre do ano passado, com o manual do programa desenvolvido e aprovado no início de 2021. Para a concessão, o organismo certificador é a Control Union, empresa presente em cerca de 70 países. A certificadora é especializada em gestão dos processos de auditoria das cadeias de abastecimento, entre elas alimentos, rações, silvicultura, biomassa, bioenergia, conformidade social e têxteis. Com o selo, a Aprobio espera valorizar a cadeia do biodiesel verde. O Brasil é o terceiro maior produtor global de biocombustível, atrás da Indonésia e dos Estados Unidos. A soja representa cerca de 72% da matéria-prima utilizada, com o restante da matéria-prima originada de gorduras animais (bovina, suína e avícola).

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No ano passado, o país produziu 6,4 bilhões de litros, alta de 9,3% em relação a 2019 e recorde anual. A receita do setor foi de R$ 27 bilhões. Mas ainda há potencial para crescer com a atual estrutura dessa agroindústria. Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a capacidade do país é de 10,4 bilhões de litros por ano, com previsão de 12,5 bilhões de litros nos próximos anos, com a finalização de sete usinas e as ampliações do atual parque já anunciadas.

A auditoria para receber o selo da Aprobio comprova o atendimento à especificação e das boas práticas no processo de expedição, avaliados através de um “checklist” específico e a filtração do biodiesel no momento da expedição. Por exemplo, verificam os dados da unidade, informações sobre o aditivo antioxidante e sobre certificação do biodiesel e registro dos aspectos relacionados ao processo de expedição, incluindo a coleta e o armazenamento das amostras testemunho. “O Selo Aprobio de Qualidade – Biodiesel Super A é um reconhecimento do alto padrão de qualidade do biodiesel produzido pela nossa unidade de Ijuí. Desde 2014, quando iniciamos a produção, investimos constantemente em tecnologia e na excelência dos nossos processos para garantia de qualidade superior, beneficiando e fortalecendo também toda a cadeia de biodiesel”, disse o diretor de commodities da BSBios, Luiz Augusto Dumoncel. Por exemplo, são avaliadas características críticas da especificação do biodiesel, como ponto de entupimento de filtro a frio, contaminação total, estabilidade à oxidação, acidez, teor de água, glicerina e limite de metais. Para a manutenção do selo as usinas deverão passar por auditorias periódicas.

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