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Desmatamento recua na Amazônia, mas segue alto

Índice de desflorestamento caiu 10% em julho, mas ainda é muito maior do que antes da gestão Bolsonaro.

Redação
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Bruno Kelly/Reuters
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Índice de desflorestamento da Amazônia caiu 10%, mas ainda é muito maior do que antes da gestão Bolsonaro

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O desmatamento na floresta amazônica caiu 10% em julho na comparação com o ano anterior depois de quatro aumentos mensais consecutivos, mostraram dados preliminares hoje (13), mas a destruição continua muito mais alta do que antes de o presidente Jair Bolsonaro tomar posse.

A parcela de floresta desmatada totalizou 1.498 quilômetros quadrados no mês de julho, de acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

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Entre janeiro e julho, o desmatamento da Amazônia aumentou 7,8% na comparação com um ano atrás, atingindo 5.108 quilômetros quadrados, revelaram dados do Inpe.

No ano passado, o desmatamento atingiu uma alta de 12 anos sob as vistas de Bolsonaro, que enfraquece a vigilância ambiental e defende a mineração e agricultura comercial em áreas protegidas da floresta tropical.

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Em junho, Bolsonaro voltou a enviar os militares para protegerem a floresta, retomando uma estratégia intermitente que não faz a destruição diminuir para os níveis vistos antes de ele assumir o cargo, em 2019.

O gabinete do presidente não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre os dados mais recentes a respeito do desmatamento.

As cifras mais recentes do Inpe cobrem o período de registros anuais de desmatamento no Brasil, medidos entre agosto de 2020 e julho de 2021 para minimizar a interferência da cobertura de nuvens.

Nos 12 meses transcorridos até julho, os dados preliminares indicam uma redução de 4,6% no desmatamento. Cientistas dizem que uma redução nos números preliminares geralmente significa que haverá uma redução na medição final mais precisa conhecida como Prodes.

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O vice-presidente Hamilton Mourão, que comanda a política amazônica do governo, disse na semana passada que agora as cifras estão na direção certa.

“O ciclo encerrado em 31 de julho… acho que estará na faixa dos 4% a 5%, uma redução muito pequena, muito inadequada, mas está no caminho”, disse Mourão aos repórteres.

Mas pesquisadores dizem que a devastação ainda é muito mais alta do que antes de Bolsonaro tomar posse e que um recuo de um único dígito faz pouca coisa para alterar o vasto impacto ambiental.

A Amazônia é considerada um anteparo vital contra a mudança climática, e sua destruição é a principal fonte das emissões de gases de efeito estufa do Brasil. (Com Reuters)

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