Especial ESG: Engie

A maior empresa privada de energia do país anunciou novos Objetivos Não Financeiros para 2030, como o projeto Carbono Neutro, voltado ao endereçamento das questões climáticas.

Décio Galina
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Alessandro Mendes/Divulgação
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Maurício Bähr, CEO da Engie

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Ao ser questionado sobre os motivos e desde quando a Engie implantou o ESG, o CEO Maurício Bähr prefere seguir outro caminho para explicar o quão intrínsecas são as políticas de ESG na essência da companhia. “O ESG não é exatamente um sistema que se implanta, mas um processo de transformação que envolve cultura de integridade e condução de todas as atividades da empresa em consonância com diretrizes que garantam perenidade sustentável, resiliência e gestão dos riscos sociais, ambientais e de governança”, diz ele.

A Engie é a maior empresa privada de energia do país, atuando em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas. Com capacidade instalada própria de 10.791 MW em 72 usinas, a empresa tem quase 90% de sua capacidade instalada proveniente de fontes renováveis e com baixas emissões de GEE (gases de efeito estufa), como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassa. A companhia também detém a mais extensa malha de transporte de gás natural do país, com 4.500 quilômetros que cruzam dez estados, graças à aquisição da TAG, concluída em 2020. “Essa presença faz com que já fosse mandatório que as nossas pegadas sociais e ambientais sempre fossem pautadas por altos parâmetros de sustentabilidade”, continua Maurício. Sobre governança, o executivo explica que na Engie os assuntos ligados à sustentabilidade e à governança estão representados em diretorias no nível mais alto da companhia, assegurando que todos os processos de tomada de decisão de investimentos levem em consideração a avaliação de aspectos ESG em suas decisões.

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A Engie anunciou novos Objetivos Não Financeiros para 2030, como o projeto Carbono Neutro, voltado ao endereçamento das questões climáticas. “Outra meta de longo prazo é a neutralidade em carbono até 2045, em todos os escopos”, conta o executivo. “E até 2030, a Engie pretende ter 50% de mulheres em cargos gerenciais.” Tais objetivos são acompanhados por um comitê executivo e cobrem assuntos diversos, como redução de emissões próprias, diversidade, descarbonização de clientes e fornecedores, proteção da biodiversidade, consumo de água, diálogo com stakeholders, combate e prevenção à fraude e corrupção. Entre as principais práticas, a assinatura de compromissos, como o do Pacto Global; os WEPs – Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU Mulheres e o Act4Nature, este ligado à preservação da biodiversidade. A Engie compõe o Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 há 16 anos, desde que foi lançado, e atende às ISO 37.001 (compliance) e 14.001 (desempenho ambiental), entre outras. Por meio de seus “produtos verdes”, a Engie se transformou em referência de parceira para empresas que buscam reduzir suas emissões.

Já a gestão financeira rigorosa, integrada à alta performance em sustentabilidade e ESG, repercute nos resultados apresentados ao mercado e refletem o alto grau de confiança dos acionistas, investidores e colaboradores. Recentemente, em um universo de 6 mil empresas avaliadas, a Engie foi reconhecida como a melhor empresa da América Latina na categoria Meio Ambiente, com o Prêmio Latin Trade IndexAmericas Sustainability Award 2021, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em parceria com a Latin Trade.

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Reportagem publicada na edição 87, lançada em maio de 2021.

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